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domingo, 17 de fevereiro de 2013

CARNAVAL Finda a festa, é hora das contas


Depois do Carnaval, foliões e comerciantes contabilizam gastos e lucros


JULIANA SAMPAIO e RAQUEL FREITAS, da Folha de Pernambuco


Depois de qua­tro dias de Carnaval - entre o Galo da Madrugada, Recife Antigo e as ladeiras de Olinda -, o momento é de fazer os cálculos para descobrir o saldo deixado pela festa de Momo. No entanto, quem se programou para curtir a temporada não teve dor de cabeça. Por sua vez, quem decidiu investir na diversão alheia, ganhou algumas cifras extras no bolso. Os dois casos mostram que o folião esteve disposto a gastar mais. Os números do balanço das prefeituras do Recife e de Olinda mostraram que, neste ano, foram movimentados R$ 603 milhões e R$ 120 milhões, respectivamente. Em comparação ao ano passado, o Recife registrou um acréscimo de R$ 8 milhões, enquanto Olinda dobrou o montante registrado em 2012.
Para o brasileiro Abel Farias, que há 22 anos reside na Suíça, o Carnaval foi mais do que voltar ao país natal. “Eu vim passar as férias em Pernambuco, rever minha família, e aproveitei para investir em um negócio temporário durante esses quatro dias”, comenta. Para isso, o empresário do ramo do turismo, desembolsou cerca de R$ 10 mil para manter um bar na rua da Guia, no Bairro do Recife. “Além de cobrir meu investimento e as despesas com funcionários, alimentação, aluguel e compra de bebidas, consegui ainda um lucro líquido estimado em R$ 9 mil”, comemora, enfatizando que em 2014 pretende repetir a dose.
Sem revelar seu faturamento, a autônoma Iaranda Cavalcanti diz que os quatro dias de Carnavalequivaleram ao faturamento de 15 dias de trabalho em seu quiosque de lanches, instalado em local fixo em frente a uma faculdade particular do Recife, na Boa Vista. “Há uns seis anos que vendo bebidas no mesmo local, durante o Carnaval de Olinda, com o intuito de faturar uma renda adicional. Antes, nessa época, ficava parada, já que não há aulas na faculdade”, afirma. Para o negócio provisório, Iaranda comprou 30 caixas de cerveja e comercializou cada lata ao preço de R$ 4. Considerando que a compra de cada unidade de 473 ml tenha custado R$ 2,20, em média, ela teve um lucro estimado em R$ 600, apenas levando em conta a comercialização de cerveja, já que no seu isopor também havia água mineral e refrigerante.
Mas nem todo mundo saiu do Carnaval com dinheiro livre no bolso. Esse é o caso de Gabriel Batista. “Tinha previsto que iria gastar R$ 350. Para isso, passei o mês de janeiro inteiro economizando e guardando dinheiro somente para esta época”, explica. Chegada a Quarta-Feira de Cinzas, o estudante de Engenharia, de 21 anos, percebeu que, da sua economia, só restaram R$ 30. “Eu só pensava em curtir o momento, tanto que nem fiz cálculos das despesas durante os dias. Só parei para pensar e contabilizar na quarta”, ressalta.

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