O Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ficou pequeno para tamanha vontade de dar aquele último adeus ao ex-ministro da Justiça Fernando Lyra, falecido na quinta-feira (14). Milhares de pessoas, entre familiares, amigos e admiradores do ex-deputado, acompanharam o velório. Embora filho do Recife, mas criado em Caruaru, uma comitiva veio da Capital do Agreste para prestar a homenagem a Lyra. O governador Eduardo Campos (PSB), amigo da família Lyra, chegou acompanhado da primeira-dama, Renata Campos, e da ministra do TCU Ana Arraes. Na Casa de Joaquim Nabuco, o socialista prestou solidariedade à esposa de Fernando, Márcia, às filhas, Juliana, Patrícia e Renata, e ao irmão do ex-ministro, o vice-governador João Lyra Neto.
A última despedida do homem que ajudou no processo de redemocratização do Brasil foi do jeito que ele mais gostava: ao lado da família e das amizades mais próximas. Amigos, aliados e até adversários políticos passaram para reconfortar familiares de Fernando Lyra. O semblante abatido esteve presente no olhar da maioria das pessoas que estavam presentes ao velório. Todos, sem exceção, buscavam exaltar os vários lados do ex-ministro.
A perda parecia extravazar as relações pessoais e acometer até aqueles que conheciam a figura pública do ex-ministro mesmo que de longe, através da televisão e dos conhecidos comícios públicos. Ou mesmo quem o via passar de carro, pelas ruas do Recife.
A urna com o corpo de Fernando Lyra chegou à Alepe por volta das 12h10, sob aplausos. O caixão foi colocado no centro do plenário. Apenas familiares, inicialmente, tiveram acesso ao ex-ministro. Em seguida, foi aberto o espaço reservado aos admiradores para dar o último adeus. Pouco a pouco, a classe política pernambucana se fez presente no velório. Embora pessoa de relevante importância para história brasileira, ausências de figuras nacionais foram percebidas.
Antes de o caixão deixar as dependências da Assembleia, foi celebrada a última prece, sob o comando do monsenhor Olivaldo Pereira, de Caruaru. O jornalista Marcelo Mário Melo recitou um poema em homenagem a Fernando Lyra. Logo depois, foi o momento da despedida em si. Sob aplausos, a urna deixou o Plenário, à caminho do cemitério Morada da Paz.



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