Na terça, o governo entrou com o pedido no Supremo, argumentando que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agiu por vingança contra Dilma ao dar andamento ao pedido de afastamento contra ela

PUBLICADO EM 11/05/16 - 09h43
AGÊNCIA ESTADO
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) pediu, às 10h15 desta terça-feira (11) a suspensão da sessão que vai analisar a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Ela defende que o processo apenas seja iniciado após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que relata o mandado de segurança impetrado pelo governo para tentar anular o processo de impeachment.
Na terça, o governo entrou com o pedido no Supremo, argumentando que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agiu por vingança contra Dilma ao dar andamento ao pedido de afastamento contra ela. A peça também apontou que Cunha manobrou para escolher o deputado Jovair Arantes como relator da comissão especial de impeachment e indeferiu pedidos de reabertura do prazo para defesa.
Gleisi fez uma questão de ordem já no início da sessão. Ela também contestou a possibilidade de que a discussão seja aberta enquanto a decisão do Supremo não é tomada. "A discussão é parte do processo", disse.
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