O que está cada vez mais difícil até para os fãs de Sérgio Moro compreenderem é por que ele é tão persistente em analisar provas fictícias contra Lula e foi tão complacente em relação às esposas de Eduardo Cunha e Sérgio Cabral. Por quê?

O juiz Sérgio Moro, comandante da lava-jato, anda cada vez mais desacreditado junto a seus próprios apoiadores. Após absolver a esposa de Eduardo Cunha (a jornalista Cláudia Cruz), agora livrou a esposa de Sérgio Cabral, a advogada Adriana Ancelmo, da acusação de também lavar dinheiro. Seriam as duas moças tão puras assim, que sequer desconfiaram que gastavam dinheiro roubado por seus maridos? (Dê sua opinião na enquete ao final da matéria).
Provas sem convicções
Em relação à esposa de Cabral, Moro reprovou sua conduta e disse que Adriana tinha um “padrão de vida, especialmente de consumo, acima do normal e inconsistente com os rendimentos lícitos dela e do ex-governador”. E citou os gastos com recursos provenientes de crimes de corrupção. Mesmo assim, Moro concluiu que não havia provas suficientes para condenação.
Já em sua histórica e polêmica sentença relativa a Cláudia Cruz, o juiz condenou a esposa de Eduardo Cunha a devolver R$ 651 mil de dinheiro roubado. Mas avaliou que ela não sabia que a grana era ilícita e a livrou da prisão.
Convicções sem provas
O estranho nessas histórias para muitos fãs do próprio Moro é que ele, em relação a Lula, age muito diferente. Embora em mais de três anos de investigação não se tenha descoberto uma prova sequer da culpabilidade do petista, o juiz insiste no processo e tenta condená-lo de qualquer jeito. Se não houvesse uma grandiosa rede de proteção popular a Lula, ele já estaria preso, a mando de Sérgio Moro.
O povo opina
“Sou admiradora de Moro mas não entendo por que ele absolveu as esposas de Cunha e Cabral apesar de tantas evidências de crimes das duas”, diz a advogada curitibana Ana Patrícia. “O Moro é um parcial e vacilão”, afirma o publicitário carioca Célio Costa. “Quem ainda acredita nesse juiz?”, indaga a universitária cearense Flávia Freitas.
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