O mês de janeiro de 2014, como o prazo estabelecido pelo governador Eduardo Campos (PSB), em entrevista à revista Istoé, para decidir sobre sua candidatura ou não à Presidência da República, casa justamente com o seu discurso de ajudar a presidente Dilma Rousseff (PT) a “ganhar” 2013. E, para alguns, pode lembrar a postura assumida pelo gestor pernambucano em relação aos petistas recifenses, quando Campos esperou, no período pré-eleitoral passado, pelo entendimento interno dos aliados e, na sequência, lançou um postulante próprio – Geraldo Julio.
O governador tem evitado alimentar publicamente o ímpeto de correligionários que querem lançar o seu nome ou estabelecer critérios para que o PSB o faça. No entanto, com o crescimento da aparente adesão a esse projeto e do flerte com setores do empresariado, Eduardo parece ter visto uma oportunidade para ser ainda mais observado de perto por todos.
Ao estabelecer um prazo, Campos sabe que será, diariamente, questionado sobre o seu projeto nacional e terá a possibilidade de discutir soluções para o País sem a necessidade de assumir um papel de oposicionista. O presidente nacional do PSB continuará como o principal aliado-crítico do governo Dilma e, provavelmente, com bem mais espaço na mídia nacional e nos principais fóruns do que pré-candidatos já declarados, como Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Aécio Neves (PSDB).
Contudo, por mais que seja abordado, Eduardo vai seguir à risca o script que traçou e não deverá adiantar nenhum dos seus passos rumo à postulação presidencial. Isso, entretanto, não impedirá que seus aliados façam a defesa de um projeto alternativo ao encabeçado pelo PT, exaltando, claro, as qualidades do governador de Pernambuco.
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