
A eleição do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, no último dia 7 de março, foi marcada porprotestos em diversas cidades brasileiras.
O motivo principal das queixas contra o deputado são, principalmente, suas opiniões, consideradas homofóbicas e racistas por ativistas dos direitos humanos e artistas.
O pastor é alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por estelionato, preconceito e discriminação por uma declaração no microblog Twitter.
Em 2011, ele escreveu que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição". Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé.
No dia 29 de março, durante culto num ginásio de Passos (348 km de BH), no sul de Minas Gerais, diante de mais protestos contra sua permanência no cargo, afirmou que, antes de sua chegada ao posto, o colegiado era "dominado por Satanás".
Por causa dos diversos protestos registrados contra o pastor, o Painel do Leitor perguntou aos leitores se ele deveria renunciar à presidência da comissão que dirige.
Para 84% dos leitores, Feliciano deveria abdicar da presidência da comissão, porque os protestos são resultados de suas declarações antes e depois de assumir o cargo, e que são consideradas de cunho racista e homofóbico.
Do outro lado, 16% dos leitores afirmam que o deputado deveria continuar na presidência, pois ele representa uma parcela significativa da sociedade brasileira.
No total, 149.026 votos foram computados na enquete.
BATALHA
Na quarta-feira (3), o próprio pastor divulgou a enquete da Folha em sua conta no microblog Twitter.
No post, o deputado pediu a seus seguidores: "Vote não, pois o deputado representa uma parcela da sociedade brasileira". E, em seguida, perfis evangélicos do Twitter passaram a divulgar a hashtag "#MostreNossaForça", pedindo votos no "não".
Ainda na quarta, a opção "não" chegou a ficar na frente na preferência dos leitores. Mas, na quinta-feira (4), o "sim" retomou a liderança na preferência dos leitores.
PEC DOS EMPREGADOS DOMÉSTICOS
Na semana passada, o Painel do Leitor perguntou se os leitores da Folha eram a favor da PEC dos empregados domésticos.
A maioria dos participantes afirmou que a medida acerta apenas em parte. Para 36% dos leitores, a mudança deveria ser gradual porque ela pode prejudicar quem depende dos serviços e não tem condições para pagar por ele.
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