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sexta-feira, 5 de abril de 2013

DEM só não aceita alianças com o PT

Linha auxiliar do PSDB desde a primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso para presidente da República, em 1994, o DEM poderá romper essa subordinação nas eleições presidenciais do próximo ano. A ruptura não será uma coisa fácil porque o DEM (antigo PFL) deu o vice do PSDB em 94, 98 e 2006. Que foram, respectivamente, os pernambucanos Marco Maciel (duas vezes) e José Jorge. Este último foi o vice de Geraldo Alckmin em 2006 e hoje é ministro do TCU.

O primeiro sintoma de que é possível o DEM não caminhar com a candidatura de Aécio Neves em 2014 foi uma declaração dada recentemente pelo prefeito de Salvador ACM Neto. Ele disse que o seu partido não apoiará automaticamente o senador por Minas Gerais. Vai examinar outras alternativas, entre elas a provável candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com quem já teria se entendido. Essa seria também a posição do prefeito de Aracaju, João Alves Filho.

Para facilitar suas alianças, a executiva nacional do DEM tomou duas importantes decisões. Primeira, os diretórios regionais terão autonomia para fazer as alianças que melhor atenderem aos interesses locais. Segunda, a legenda está liberada para celebrar coligações com partidos políticos da base de apoio à presidente Dilma, exceto o PT. Isso dará flexibilidade à legenda para se compor em nível estadual até com o PCdoB, caso a aliança com os comunistas seja do seu interesse.

Câmara 1 - Não é ruim, mas poderia ser melhor, a relação do prefeito Elias Gomes (PSDB) com o presidente da Câmara de Jaboatão, Ricardo Valois (PT). Este último, que já presidiu o Náutico, gostaria de ter um relacionamento civilizado com o Executivo em prol da população.

Câmara 2 - Afirma o vereador Belarmino Souza, que é vice-presidente nacional do PHS, que o prefeito Elias Gomes (PSDB) deveria atentar para esta particularidade: “É um privilégio para a Câmara de Jaboatão ter um presidente do gabarito político e moral de Ri­cardo Valois (PT)”.

A cobrança - O senador Armando Mon­teiro (PTB) abordou ontem no Senado a seca que castiga Per­nambuco e os prejuízos que ela já causou à economia regional. Ele cobrou ao governo federal um pouco mais de celeridade na construção de três grandes obras que dariam “segurança hídrica” à população: a transposição do rio São Francisco e as adutoras do Agreste e do Pajeú.

O recado - Está marcada para hoje à tarde a palestra do governador Eduardo Campos no 57º congresso de municípios paulistas que está se realizando na cidade de Santos. O senador Aécio Neves foi o palestrante de ontem mas não empolgou os prefeitos, salvo alguns do PSDB. Os que seguem José Serra o responsabilizam pela derrota do partido em Minas na eleição de 2010.

Gesto 1 
- A pedido de Eduardo Campos, o deputado Guilherme Uchoa não só compareceu à convenção nacional do PDT, em Luziânia (GO), para apoiar a reeleição do presidente Carlos Lupi, como levou em sua companhia os colegas deputados Botafogo Filho e Pedro Serafim. 

Gesto 2 
- Lupi conversa regularmente com o governador de Pernambuco e não afasta a possibilidade de apoiá-lo em 2014. Ele diz que o fato de o PDT ter um ministério no governo Dilma (trabalho) não significa alinhamento automático com o PT nas eleições do próximo ano. 

É trabalho 
- O secretário Isaltino Nascimento (transportes) continua trabalhando duro no interior do Estado. Anteontem ele esteve em Floresta com o deputado Rodrigo Novaes (PSD) e a prefeita Rorró Maniçoba (PSB) para dar a ordem de serviço à recuperação da PE-360, que liga este município a Ibimirim. A rodovia tem 101 km de extensão e está totalmente destruída.

A transposição -
 O vice-governador João Lyra está preocupado com a obra de transposição do rio São Francisco devido aos questionamentos técnicos que já começam a aparecer. O ministro Fernando Bezerra Coelho promete inaugurá-la em 2014, ano em que o atual vice deverá estar à frente do governo.

O patrono - Será sepultado às 10h de hoje no cemitério de Iguaracy o corpo do ex-vereador Sebas­tião Alves, pai do ex-prefeito Pedro Alves. Ele morreu ontem em Afogados da Ingazeira aos 94 anos de idade e deixou como legado a luta que empreendeu nos anos 60 para emancipar o então distrito.

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