Segundo levantamento do Instituto Maurício de Nassau, os programas que facilitam acesso a universidades têm o respaldo da população da capital pernambucana
Publicado em 13/04/2013, às 07h14
Marcela Balbino
marcelabalbino1@gmail.com

Foto: Igo Bione/JC Imagem
Idauanna Santos, 19 anos, estudou a vida toda em colégios públicos. Mas quando chegou a época de ingressar no ensino superior, a vaga na universidade pública não apareceu. Sustentada pela mãe, com renda familiar de dois salários mínimos, dois irmãos e um padrasto desempregado, o sonho de ingressar na faculdade parecia distante, quase inatingível. “Não fosse o Prouni, não chegaria até aqui”, conta a jovem, que hoje está no 2º período do curso de nutrição, na Universidade Maurício de Nassau (Uninassau). Alternativa que facilitou o acesso ao ensino superior de milhares de estudantes em todo o País, os Programas de Financiamento Estudantil (Fies) e Universidade para Todos (Prouni) foram alvos de críticas no momento da criação, mas, levantamento recente, realizado pelo Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, revela que os cidadãos recifenses aprovaram as ideias e acreditam que os projetos são alternativas para democratizar o ingresso à vida acadêmica.
A estudante e o noivo estão se graduando para obter mais garantias no futuro. “Ele faz odontologia e nunca teria condições de pagar um curso tão caro”, conta. Questionada sobre as notas e o desempenho acadêmico, a jovem explica que ficou com medo de não se adaptar à área de saúde no início do curso. “Mas consegui me sair bem. Tirei boas notas. Todas entre 8 e 9,5 e dou o maior valor a esta oportunidade”, afirma.
Mais da metade dos pesquisados, equivalente a 86%, afirmaram concordar plenamente com o Prouni. A aprovação, entretanto, vai caindo na proporção em que o grau de instrução vai aumentando. O levantamento aponta que 79% dos recifenses, com curso superior completo, aprovam a ideia. Uma queda de 7%. Já o Fies teve aprovação semelhante.
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