
"A gente não vê, por parte da Prefeitura, nada", avalia o presidente estadual do PSOL (Foto: Wagner Ramos/Arquivo Folha)
Prestes a completar os 100 primeiros dias de governo do prefeito Geraldo Julio (PSB), o presidente estadual do PSOL, Edilson Silva, afirmou, em entrevista à Folha de Pernambuco, que não consegue identificar a propagada mudança entre na gestão socialista que faça diferir e a do PT, que administrou o município por 12 anos. Para o psolista, a gestão Geraldo tem muita “placa” e muita mídia, mas que o Executivo municipal, até o momento, não transformou ações concretas em realidade. O dirigente comentou ainda a recente aproximação com a oposição.
No próximo dia 10, o prefeito Geraldo Julio completa seus primeiros cem dias de Governo. Qual a avaliação de Edilson Silva sobre esse período?
Tem muita placa. Placa do Hospital da Mulher, placa do Compaz no Bongi. Placa, placa, placa… Tem muita placa “aqui será”. Aqui será o quê, entendeu? Então, a gente não vê, por parte da Prefeitura, nada. A gente vê muita mídia e as ações concretas do prefeito foram ações negativas. Vou citar um exemplo: cassar uma liminar que garantia a lei do Estatuto do Magistério, da Lei do Piso dos professores municipais. Isso é um exemplo concreto. Isso materializa muito do que foram esses primeiros dias da gestão do Geraldo Julio. Ou seja, foi dar uma patada em cima de um direito dos trabalhadores da educação do município. Então, a gente não vê por parte da Prefeitura nem um gesto de alteração, de mudança. Quer dizer, isso não me frustra porque eu não tinha expectativa nenhuma com relação a isso.
Tem muita placa. Placa do Hospital da Mulher, placa do Compaz no Bongi. Placa, placa, placa… Tem muita placa “aqui será”. Aqui será o quê, entendeu? Então, a gente não vê, por parte da Prefeitura, nada. A gente vê muita mídia e as ações concretas do prefeito foram ações negativas. Vou citar um exemplo: cassar uma liminar que garantia a lei do Estatuto do Magistério, da Lei do Piso dos professores municipais. Isso é um exemplo concreto. Isso materializa muito do que foram esses primeiros dias da gestão do Geraldo Julio. Ou seja, foi dar uma patada em cima de um direito dos trabalhadores da educação do município. Então, a gente não vê por parte da Prefeitura nem um gesto de alteração, de mudança. Quer dizer, isso não me frustra porque eu não tinha expectativa nenhuma com relação a isso.
Não vê rompimentos com problemas da gestão passada?
Não vê, não vê. Não existe absolutamente nada. O que existe é um alinhamento político com o governador e nós não estamos vendo absolutamente nada assim. Coisas pontuais, muito midiáticas. Mas os grandes problemas da cidade, os grandes temas da cidade que poderiam ter algum tipo de inflexão, nós não temos visto absolutamente nada. Pode ter coisa positiva como essa história de você estabelecer o trabalho como a Ciclofaixa Móvel no fim de semana. Isso é positivo no sentido cultural, de incentivar as pessoas a pegar a bicicleta.
Não vê, não vê. Não existe absolutamente nada. O que existe é um alinhamento político com o governador e nós não estamos vendo absolutamente nada assim. Coisas pontuais, muito midiáticas. Mas os grandes problemas da cidade, os grandes temas da cidade que poderiam ter algum tipo de inflexão, nós não temos visto absolutamente nada. Pode ter coisa positiva como essa história de você estabelecer o trabalho como a Ciclofaixa Móvel no fim de semana. Isso é positivo no sentido cultural, de incentivar as pessoas a pegar a bicicleta.
No que Geraldo poderia ter avançado?
Eu tenho uma crítica profunda ao Orçamento Participativo. A forma como o PT sempre implementou. Mas, o OP é o meio caminho. É um conceito interessante, entendeu? Você trazer a comunidade para você é o caminho. O caminho para você qualificar a democracia brasileira num município, no Estado, no País é você trazer as pessoas num processo de deliberação, principalmente, do orçamento. De ajudar, de definir, ou seja, você tirar o monopólio da Câmara, dessa relação fisiológica e promíscua do gestor com o membro da Câmara. Você dividir um pouco essa questão fisiológica e, quem sabe com o tempo, conseguir que o OP atinja áreas de classe média, onde as pessoas têm mais autonomia, não dependam de favor da Prefeitura. Houve um retrocesso porque a prefeitura simplesmente acabou com o OP numa medida meramente, me parece, de tentar romper os vínculos de lideranças populares nas comunidades.
Eu tenho uma crítica profunda ao Orçamento Participativo. A forma como o PT sempre implementou. Mas, o OP é o meio caminho. É um conceito interessante, entendeu? Você trazer a comunidade para você é o caminho. O caminho para você qualificar a democracia brasileira num município, no Estado, no País é você trazer as pessoas num processo de deliberação, principalmente, do orçamento. De ajudar, de definir, ou seja, você tirar o monopólio da Câmara, dessa relação fisiológica e promíscua do gestor com o membro da Câmara. Você dividir um pouco essa questão fisiológica e, quem sabe com o tempo, conseguir que o OP atinja áreas de classe média, onde as pessoas têm mais autonomia, não dependam de favor da Prefeitura. Houve um retrocesso porque a prefeitura simplesmente acabou com o OP numa medida meramente, me parece, de tentar romper os vínculos de lideranças populares nas comunidades.
Após a eleição do ano passado, chamou muito a atenção a sua participação em conversas com a oposição, indo a reuniões com como Daniel Coelho (PSDB), Raul Jungmann (PPS)… Edilson está mudando? Houve a necessidade de buscar união de forças para poder fazer questionamentos de forma mais forte?
Nós participamos, a convite de Daniel Coelho, de uma mesa, um diálogo… Um momento de discutir questões que podem ser cobradas. O fato do André Regis (PSDB), por exemplo, ser um vereador de oposição, que cobra o governo, facilita o diálogo, entendeu? Tem vereadores que são da situação e que a gente espera poder também, em alguns temas, trabalhar juntos. Por exemplo, no caso do Projeto de Lei de iniciativa popular que a gente já colocou nas rua, mas não botou um gás completo porque a gente está com outras pautas, vamos cobrar dele lá um apoio para essa iniciativa que propõe a mudança na Lei Orgânica do município, colocando que o salário do vereador não pode subir mais que os salários dos servidores.
Nós participamos, a convite de Daniel Coelho, de uma mesa, um diálogo… Um momento de discutir questões que podem ser cobradas. O fato do André Regis (PSDB), por exemplo, ser um vereador de oposição, que cobra o governo, facilita o diálogo, entendeu? Tem vereadores que são da situação e que a gente espera poder também, em alguns temas, trabalhar juntos. Por exemplo, no caso do Projeto de Lei de iniciativa popular que a gente já colocou nas rua, mas não botou um gás completo porque a gente está com outras pautas, vamos cobrar dele lá um apoio para essa iniciativa que propõe a mudança na Lei Orgânica do município, colocando que o salário do vereador não pode subir mais que os salários dos servidores.
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