Uma vitória da sociedade, da cidade, da qualidade de vida, da mobilidade de pedestres e de passageiros do transporte público. Esse é o entendimento de boa parte dos integrantes do grupo técnico responsável por, nos bastidores e durante quase um ano, sem que muita gente soubesse, ter disseminado junto ao governador Eduardo Campos e seus secretários mais próximos a ideia de que a construção de quatro viadutos transversais à Avenida Agamenon Magalhães era um retrocesso histórico e, principalmente, um argumento fraco para beneficiar o transporte público. Na prática, foi esse grupo formado por arquitetos, urbanistas, historiadores, engenheiros civis, técnicos em transporte, fortalecidos por entidades de classe representativas do Estado, que fizeram o governo recuar. Sem a pressão criada por eles, o governo poderia não ter mudado de postura.
“O transporte público não precisa de viadutos para ser eficiente, não importa se operados por BRTs ou VLTs. Especialmente viadutos que serão utilizados, basicamente, por automóveis. Viadutos que não terão, sequer, uma faixa exclusiva para os ônibus. Servirão apenas para transferir congestionamentos”. Esses foram alguns dos argumentos do grupo técnico que trabalhou para livrar a Agamenon Magalhães dos viadutos. Nesta quinta-feira (4/4), parte desse grupo foi o primeiro a receber a notícia do governador Eduardo Campos de que o Ramal Agamenon do Corredor Norte-Sul seria executado sem os elevados. A decisão foi informada numa reunião realizada duas horas antes da coletiva de imprensa, na sede do governo estadual, em Olinda.
“Não vemos como uma vitória do grupo, mas da cidade, da população. Um avanço para o Recife. Viadutos dão fluidez a carros. O que nós precisamos é recuperar os espaços públicos, ampliar as calçadas. Fazendo isso o governo estará beneficiando os passageiros do transporte público porque eles são os que mais andam a pé para acessar os ônibus”, afirmou um dos organizadores do grupo técnico, o arquiteto e urbanista Múcio Jucá, o primeiro a abordar pessoalmente o governador Eduardo Campos e propor o início das conversas sobre a revisão do projeto dos elevados, quase um ano atrás.
A possibilidade de, em algum tempo, o governo do Estado retomar a proposta não impressiona os integrantes do grupo. Stênio Cuentro, especialista em engenharia de tráfego e quem representou os moradores que seriam prejudicados pela construção dos elevados, acredita que, depois de implantado, o corredor trará bons ganhos operacionais para os ônibus, mostrando ao Estado que, de fato, os viadutos eram desnecessários. “O governador afirmou que os viadutos são acessórios e que o principal é o corredor de transporte. Essa é a nossa tese. O corredor, de fato, prescinde dos viadutos. Não acredito que o governo retome o projeto. Hoje, o que acontece é que, por falta de uma faixa exclusiva, os ônibus entram na confusão do tráfego, perdendo velocidade nos horários de pico. Quando a circulação deles estiver segregada do tráfego comum, ganharão velocidade. Acontecendo isso, o projeto dos viadutos está morto”, afirmou.
Entidades como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE) e Clube de Engenharia de Pernambuco foram algumas das entidades que também se mobilizaram, inclusive oficialmente, contra os viadutos da Agamenon.
É o grupo técnico fala com uma propriedade de quem com esforço usa carro para dizer que os elevados transversais só serviriam para carros e nem faixa de ônibus teriam. Não devem saber que várias linhas da zona norte que vão para o TI Joana usam a Bandeira Filho, e várias outras que vão para o centro usam a Rui Barbosa, então não só teria ônibus no viaduto sem precisar de faixa exclusiva. Aliás, deviam questionar porque tantas linhas usam a pista local e a direita da principal da Agamenon sem faixa preferencial.
Dos viadutos propostos, o único que funcionaria direito seria o da Rui Barbosa. Na outra matéria o governo fala em estrangulamento no corredor, mas esquece que o BRT prever sinalização inteligente de sinais para não ficar fazendo viaduto por brincadeira como estão sugerindo no pequeno trecho da Agamenon com três. Se no Rio de Janeiro e em Curitiba os BRTs deles param pouco tempo em sinais inteligentes, aqui vamos gastar um alto volume de dinheiro para trecho tão curto e o benefício mesmo para o BRT só seria para linha expressa, pois se haverá estações nos pontos onde seriam feitos os elevados, o veículo vai ter que parar.
“O transporte público não precisa de viadutos para ser eficiente, não importa se operados por BRTs ou VLTs. Especialmente viadutos que serão utilizados, basicamente, por automóveis. Viadutos que não terão, sequer, uma faixa exclusiva para os ônibus. Servirão apenas para transferir congestionamentos”. Esses foram alguns dos argumentos do grupo técnico que trabalhou para livrar a Agamenon Magalhães dos viadutos. Nesta quinta-feira (4/4), parte desse grupo foi o primeiro a receber a notícia do governador Eduardo Campos de que o Ramal Agamenon do Corredor Norte-Sul seria executado sem os elevados. A decisão foi informada numa reunião realizada duas horas antes da coletiva de imprensa, na sede do governo estadual, em Olinda.
“Não vemos como uma vitória do grupo, mas da cidade, da população. Um avanço para o Recife. Viadutos dão fluidez a carros. O que nós precisamos é recuperar os espaços públicos, ampliar as calçadas. Fazendo isso o governo estará beneficiando os passageiros do transporte público porque eles são os que mais andam a pé para acessar os ônibus”, afirmou um dos organizadores do grupo técnico, o arquiteto e urbanista Múcio Jucá, o primeiro a abordar pessoalmente o governador Eduardo Campos e propor o início das conversas sobre a revisão do projeto dos elevados, quase um ano atrás.
A possibilidade de, em algum tempo, o governo do Estado retomar a proposta não impressiona os integrantes do grupo. Stênio Cuentro, especialista em engenharia de tráfego e quem representou os moradores que seriam prejudicados pela construção dos elevados, acredita que, depois de implantado, o corredor trará bons ganhos operacionais para os ônibus, mostrando ao Estado que, de fato, os viadutos eram desnecessários. “O governador afirmou que os viadutos são acessórios e que o principal é o corredor de transporte. Essa é a nossa tese. O corredor, de fato, prescinde dos viadutos. Não acredito que o governo retome o projeto. Hoje, o que acontece é que, por falta de uma faixa exclusiva, os ônibus entram na confusão do tráfego, perdendo velocidade nos horários de pico. Quando a circulação deles estiver segregada do tráfego comum, ganharão velocidade. Acontecendo isso, o projeto dos viadutos está morto”, afirmou.
Entidades como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE) e Clube de Engenharia de Pernambuco foram algumas das entidades que também se mobilizaram, inclusive oficialmente, contra os viadutos da Agamenon.
Raimundo
É o grupo técnico fala com uma propriedade de quem com esforço usa carro para dizer que os elevados transversais só serviriam para carros e nem faixa de ônibus teriam. Não devem saber que várias linhas da zona norte que vão para o TI Joana usam a Bandeira Filho, e várias outras que vão para o centro usam a Rui Barbosa, então não só teria ônibus no viaduto sem precisar de faixa exclusiva. Aliás, deviam questionar porque tantas linhas usam a pista local e a direita da principal da Agamenon sem faixa preferencial.
Dos viadutos propostos, o único que funcionaria direito seria o da Rui Barbosa. Na outra matéria o governo fala em estrangulamento no corredor, mas esquece que o BRT prever sinalização inteligente de sinais para não ficar fazendo viaduto por brincadeira como estão sugerindo no pequeno trecho da Agamenon com três. Se no Rio de Janeiro e em Curitiba os BRTs deles param pouco tempo em sinais inteligentes, aqui vamos gastar um alto volume de dinheiro para trecho tão curto e o benefício mesmo para o BRT só seria para linha expressa, pois se haverá estações nos pontos onde seriam feitos os elevados, o veículo vai ter que parar.

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