EUA fortaleceu sua defesa no Pacífico com o envio de destróieres e antimísseis
Agencia EFE
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O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, explicou nesta terça-feira que o governo americano continua tomando medidas em resposta à "retórica belicosa" e as ações norte-coreanas.
Carney especificou que o reposicionamento dos equipamentos antimísseis de seu país continuam, da mesma forma que os voos de reconhecimento para que tanto a defesa dos EUA como a de seus aliados "esteja garantida".
Nesta terça (09), o comandante Samuel Locklear, que dirige as forças dos EUA no pacífico, declarou que as ameaças da Coreia do Norte são "claras" e apontam de maneira "direta para a segurança nacional dos EUA e à paz e estabilidade regional".
Locklear, que compareceu hoje em uma audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado americano, advertiu que os movimentos das últimas semanas executados pela Coreia do Norte "ressaltam a necessidade de uma defesa antimísseis eficaz", mas se mostrou satisfeito com a preparação dos EUA perante um eventual ataque.
Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu hoje que o nível de tensão na península coreana é "muito perigoso" e que um pequeno incidente pode gerar "uma situação incontrolável".
Ban Ki-moon fez estas afirmações após se reunir com o papa Francisco no Vaticano.
"O atual nível de tensão é muito perigoso. Um pequeno incidente, causado por um cálculo ou um julgamento errado pode provocar uma situação incontrolável", disse o secretário-geral da ONU, que se mostrou "muito preocupado" com o desenvolvimento dos eventos na região.
O secretário-geral, que nasceu na Coreia do Sul, se mostrou a favor da reabertura do complexo industrial de Kaesong, cujas atividades foram suspensas com a retirada dos 54 mil trabalhadores norte-coreanos do único projeto conjunto em vigor entre as duas Coreias.
Ban também afirmou aos jornalistas que já falou sobre a crise na península coreana com as autoridades chinesas e, na próxima quinta-feira, o fará com Barack Obama quando for a Washington.
Os Estados Unidos fortaleceram sua defesa no Pacífico com o envio de destróieres e sistemas antimísseis perante as ameaças da Coreia do Norte e o aumento das tensões com o país asiático nas últimas semanas.
EUA e Coreia do Sul acreditam que a Coreia do Norte deve lançar um míssil por volta do próximo dia 15, aniversário de nascimento do fundador do Estado norte-coreano, Kim Il-sung.

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