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domingo, 7 de abril de 2013

No Recife: as placas que nada dizem


Várias estruturas estão degradadas seja pelo tempo ou mesmo por vandalismo


Rodrigo Passos, da Folha de Pernambuco





Peu Ricardo/Folha de Pernambuco
Exemplos de equipamentos mal conservados podem ser encontrados em pontos turísticos
É comum andar pelas ruas e praças do Recife e ver estruturas para o suporte de placas que deveriam informar o nome e o histórico de determinados locais. Seja pela ação do tempo ou mesmo por vandalismo, muito da história da Capital se perde tanto para os turistas quanto para os próprios recifenses.

O preço dessa falta de informações sobre os pontos turísticos e históricos é pago pela própria Cidade, já que cada vez mais vai caindo no esquecimento e se tornando lugares marcantes em comuns. Para os turistas, conhecer o Recife por conta própria é difícil. Já os recifenses, desconhecem a sua própria história.  

Não fosse a beleza arquitetônica do Museu do Estado, que por si só já chama atenção, qualquer pessoa passaria despercebida pelo local, já que a placa que indica do que se trata aquele ponto está danificada pela ação do tempo. Somente forçando a vista para identificar que naquele ponto encontra-se a estrutura que há 80 anos comporta um acervo de peças que fazem referência à história de Pernambuco. 

“Encontrei poucas placas indicando os lugares. Algumas vezes, fica difícil para encontrar um determinado local”, comentou o engenheiro mineiro Marcelo Ferreira, 37 anos, há uma semana no Recife a trabalho. Para ele, a situação torna-se ainda pior pela falta de educação de determinadas pessoas. “Muitas vezes a Prefeitura arruma, mas o pessoal vai e vandaliza”, disse. Outra estrutura bastante danificada é a que identifica a ponte do Limoeiro.

Mesmo ainda sem tempo de conhecer os pontos turísticos da Cidade, Marcelo avalia que a situação das placas indicativas deixa a desejar. Quando questionado se ele sabia em que praça estava, a resposta foi negativa. Isto porque na praça Onze de Junho, na avenida Cruz Cabugá, em frente a Vice-governadoria, há somente a estrutura de concreto. Da placa que havia no local, a única coisa que ficou foram os furos que prendia a estrutura.

A praça do Arsenal da Marinha também só pode ser identificada por aqueles que já a conhecem. “Estou passando pelos lugares e identifico pelo nome que tem nos prédios. Honestamente, não sei nem o nome desta praça”, afirmou a turista carioca Safire Goudard, 34 anos. O mais curioso, conforme ela, é que, enquanto andava pela Cidade, conseguiu mais informações sobre pontos turísticos com pessoas de fora do Recife do que com os próprios recifenses.

Se o tempo se encarrega de desgastar algumas das estruturas, os vândalos também têm a sua participação. A situação se dá porque algumas das placas são de alumínio, que é facilmente vendido no mercado de reciclagem. “Vejo as pessoas escoradas nessas placas, arrancando as letras. Muita gente arranca essas placas para vender”, denuncia o chaveiro Antônio Mendes, 45 anos, que há poucos dias havia recolocado os parafusos em uma estrutura da avenida Rio Branco.

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