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terça-feira, 4 de outubro de 2016

COTIDIANO Motoristas do Uber protestam em frente à Prefeitura do Recife

Grupo estendeu faixas com dizeres contra o prefeito Geraldo Julio
Por: Portal FolhaPE em 04/10/16 às 17H35, atualizado em 04/10/16 às 19H12

Motoristas pretendem acampar em frente à PCR
Motoristas pretendem acampar em frente à PCRFoto: André Amorim/FolhaPE
Um grupo de motoristas do Uber realiza protesto em frente à Prefeitura do Recife, na avenida Cais do Apolo, Bairro do Recife, nesta terça-feira (4).
De acordo com um dos organizadores do protesto, Dácio Junior, de 35 anos, eles vão ficar acampados em frente ao prédio da PCR até a manhã desta quarta-feira (5), quando devem interromper o trânsito na avenida Cais do Apolo.
"Nós estamos todos mobilizados dando continuidade à nossa luta. Não queremos saber quem vai assumir a PCR, queremos justiça. Nosso objetivo é que o prefeito Geraldo Julio suspenda a ordem de apreensão até a definição da Justiça Federal", disse Dácio.
Os manifestantes estenderam faixas em frente ao prédio, com dizeres contra o prefeito Geraldo Julio. "Fora Geraldo ditador" e "Carrasco dos pais de família" são algumas das frases.
"Perseguição" 
Motoristas do Uber têm reclamado que a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) está apreendendo carros e estaria "armando" flagrantes contra os condutores.
Anderson Câmara, de 38 anos, disse que as decisões recentes da justiça e a violência de alguns taxistas têm atrapalhado o movimento. "Por conta da perseguição da PCR junto à CTTU, muitos passageiros estão deixando de utilizar o Uber", reclamou. "Os taxistas estão agindo como se tivessem poder de Polícia. Eles solicitam o Uber, impedem que os veículos saiam e chamam a CTTU", completou. Ele é motorista do serviço há 2 meses, desde que perdeu o emprego como assessor em um sindicato.
Resposta da Prefeitura do Recife
Em nota, a CTTU informou que realiza ações regulares de fiscalização com base na Lei Federal 12.468/201, que determina que é atividade exclusiva dos profissionais taxistas o transporte público individual remunerado de passageiros. Em relação à regulamentação do Uber no município, a Prefeitura esclarece que qualquer legislação municipal nesse sentido deve estar adequada à legislação federal 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ELEIÇÕES 2016 Em Maricá, no Rio, PT vence com 96,12% dos votos válidos

Resultado que reflete a aprovação unânime da população foi obtido graças à administração do prefeito Washington Quaquá, que criou linhas de ônibus de tarifa zero, entre outros benefícios
por Redação RBA publicado 02/10/2016 22:21
REPRODUÇÃO
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Quaquá e Horta: vitória alimenta expectativa da população de que projetos de inclusão tenham continuidade
São Paulo – O candidato da coligação liderada pelo PT em Maricá, no Rio de Janeiro, Fabiano Horta, venceu a eleição para a prefeitura com impressionantes 96,12% dos votos válidos. Esse resultado é obtido graças ao apoio do atual prefeito, Washington Quaquá, que também é presidente estadual do PT no Rio.
Quaquá fez uma administração aprovada maciçamente pelos 101 mil eleitores da cidade que pertence à Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Entre os projetos do PT aprovados para a cidade estão linhas de ônibus com tarifa zero, que começaram a operar em 2013. A cidade tem 150 mil habitantes.
Outro destaque da administração de Quaquá é a economia solidária. Maricá foi a primeira cidade a adotar moeda social, a mumbuca, com tecnologia de cartão eletrônico de débito. O projeto também foi implementado em 2013 e tem conseguido combater a pobreza e estimular a economia da cidade.
Cada mumbuca equivale a R$ 1, e 13 mil famílias carentes da cidade recebem 85 mumbucas por mês no cartão. Para ter direito a receber as mumbucas é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo por mês. A moeda social é aceita em estabelecimentos comerciais cadastrados pela prefeitura, e por isso sua importância para valorizar a economia da cidade.
Em junho deste ano, foi realizado por iniciativa da prefeitura da cidade o Festival da Utopia, que projetou a imagem de Maricá entre as forças progressistas da política, com participação de ativistas, intelectuais, artistas, políticos e rebeldes de todas as partes do planeta, com o desafio de construir uma nova utopia para as esquerdas.
Na sexta-feira (30), o juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), Marcello Rubioli, disse ao jornal carioca Extra que a cidade se transformou em uma “Sucupira” da fiscalização, ao questionar a legitimidade de doações de cidadãos feita à campanha de Fabiano Horta. Sucupira era o nome de uma novela de Dias Gomes, O Bem-Amado, transmitida pela Rede Globo nos anos 1970 – era uma cidade onde reinava a demagogia política e que agora reforça em Maricá o preconceito contra o PT.
Segundo o juiz, doadores da campanha de Horta teriam interesse em sua eleição para continuar ocupando cargos na prefeitura da cidade e eles serão investigados para apurar se houve lavagem de dinheiro nessas doações.

NUMERIANO SE DESFILIA DO PSOL COM CRÍTICAS AO FISIOLOGISMO E CORONELISMO DO "NAPOLEÃO" PERNAMBUCANO

segunda-feira, 3 de outubro de 2016



Recife/PE, 02 de outubro de 2016

Caros amigos e amigas de jornada,

Encaminhei agora, por email, a um dirigente do Psol de Pernambuco, o meu pedido de desfiliação, decisão tomada há cerca de um mês, em face dos motivos que exponho a seguir.  Cheguei ao partido por convite do atual deputado estadual. Mesmo contrariando familiares e amigos, me filiei para ajudar na construção de um Psol estadual que eu, olhando de fora, imaginava possuir um certo grau de institucionalidade nas instâncias partidárias e na militância. Foi um terrível engano político e ideológico. Apesar da existência residual de alguns quadros sérios, o Psol de Pernambuco revelou-se para mim um partido com os mesmos antigos vícios de uma esquerda que pratica internamente aquilo que acusa na direita: fisiologismo e oligarquismo, falta de transparência e perseguição. Isso explica porque vários quadros políticos e sociais entraram e logo saíram do partido, assim como eu o faço agora.

A rigor, não há um Psol pernambucano, mas um ajuntamento de alguns dirigentes (parte considerável deles fisiológica) em torno de um político já conhecido internamente e fora como “coronel Napoleão” (tirem suas próprias conclusões sobre o porquê do apodo “Napoleão”). Por algum tempo, em vários meios políticos, me confidenciaram que o “coronel Napoleão” não era confiável, nem indo, nem voltando. Sempre achei o tipo idiossincrático e mitômano, mas não é raro encontrar por aí tipos assim, sobretudo na política. E não estamos na política para fazer amizades (ainda que seja ótimo quando fazemos amigos sinceros no meio das jornadas). O fato é que cheguei a considerar, antes das eleições de 2014 (ano de minha filiação ao partido), que o político podia ser tornar um efetivo líder de esquerda, e publicamente externei essa esperança. Até porque, para além do meio político, tenho por método e por índole não colocar ninguém sob suspeição, até prova em contrário. Julguei que parte das críticas fosse motivada talvez por um racismo inconsciente de quem me falava, mesmo porque somente quem me desconhecesse viria destilar junto a mim preconceito disfarçado de crítica política. De todo modo, uma lição básica que aprendemos em política é que devemos avaliar com a mesma atenção aquele que acusa, tanto quanto o acusado. E tratei de observar o tipo de jogo político que se joga no Psol estadual.

Me enganei com o partido local como instituição, e mais ainda com o político. Não conheci, até hoje, ninguém mais traiçoeiro e indigno na esquerda. Lamentavelmente, o deputado é no fundo mais um ressentido social, um sujeito ordinário que está na política não para construir consensos sociais e políticos. Esses tipos fúteis e arrivistas são cada vez mais comuns na política brasileira, à esquerda e à direita, mas no caso o agravante é que “coronel Napoleão” pretende ter ultrapassado a teoria marxiana da sociedade a partir do alto de suas leituras de orelhas e prefácios mal-entendidos. Embora tardiamente, devo pedir desculpas e dar crédito àqueles que me alertaram sobre o político que, uma vez no poder, revelou-se na mesquinhez típica dos que possuem a alma pequena. O poder em si, de fato, não corrompe ninguém, ele apenas revela a natureza real das pessoas.

O Psol de Pernambuco só vai se tornar um partido orgânico, com grau elevado de institucionalidade e democracia interna, se meter uma camisa-de-força política no seu “coronel Napoleão”. Falando em termos estritamente políticos, o Psol estadual, que fez alianças nesta eleição, em dezenas de municípios, com o DEM, o PSDB e o PSB, revela bem a que se reduziu, taticamente: um arranjo personalista e oportunista para, em 2018, garantir a reeleição do “coronel”. No momento, acho impossível começar uma engenharia política para mudar o partido, dado que suas tendências se digladiam nos termos contaminados de uma disputa de poder rebaixada em nível pessoal, prático e teórico. E é típico do líder negativo fomentar e se alimentar da divisão justamente para manter o controle. A rigor, o Psol de Pernambuco é uma oligarquia de esquerda, e do tipo político mais perverso, pois internamente o mando é concentrado pelo monopólio de uma única voz. Tentei lutar contra isso em termos institucionais, mas logo fui isolado e percebi o porquê de o Psol estadual manter-se sob o jugo e o controle de uma pessoa: em sua mediocridade política e vaidade arrogante, “coronel Napoleão” tem um medo tremendo daqueles que possam lhe fazer sombra.

Também tive a prova definitiva, no Psol, que ser de esquerda não é atestado de idoneidade política, relativamente ao comportamento ético e moral de um ator político. Não por acaso, nenhum dos principais candidatos à Câmara (alguns deles típicos “esquerda modinha”), nada fez para coibir o boicote à minha candidatura no guia do Psol, pelo fato óbvio de que imaginaram, mesquinhamente, que estariam numa suposta vantagem eleitoral tendo o candidato Numeriano com menos chance de ser eleito. Tão egoístas eles foram que até esqueceram do quociente eleitoral, necessário ao partido para eleger pelo menos um. Não quiseram arriscar, em seus torpes cálculos políticos, sequer a possibilidade de um mandato que não fosse manietado e controlado pela oligarquia do “coronel”. Queriam a soma dos votos no Numeriano para eleger um deles, mas jamais o Numeriano eleito. Daí eu ter gravado dois programas de 7 (sete) e 3 (três) segundos para o guia, e nenhuma inserção ter sido veiculada. Comprovei na Justiça Eleitoral o boicote à minha candidatura, com o juiz da propaganda eleitoral determinando ao partido a veiculação das inserções gravadas. Os donos do Psol não cumpriram a sentença. Não tive a solidariedade de nenhum dos candidatos principais. Esse cálculo é tão ridículo e vil que eu fico mesmo com pena. E sempre me espanto quando eu os vejo em seus discursos eufóricos, cheios de amor pra dar pela causa dos humilhados e ofendidos, desde que alguém não lhes ameace tirar algum pirão da boca. Mas “quando a fome é grande, a fome come o homem”, como ouvi, certa vez, de um sábio sertanejo.

Não sei o meu destino político imediato. Como a política está no meu sangue, devo em breve procurar um partido no qual haja respeito e consideração pela minha luta de mais de 30 anos, desde a resistência à ditadura. Não sou mais, mas também não sou menos. Não quero privilégios, apenas respeito. Entrei e saio pela porta da frente do partido. Agradeço à solidariedade daqueles simpatizantes do Psol que nunca concordaram com essas práticas, e também ao apoio de alguns funcionários (não vou nomeá-los aqui porque, tenham certeza, eles seriam retaliados). Não desistam de fazer o Psol um partido grande. Lutem por uma entidade orgânica e forte, enraizada no movimento social e nas camadas médias urbanas. O Brasil e os brasileiros necessitam de uma força assim para reconstruir o Estado de Direito democrático, junto com outros partidos do campo progressista. “Coronel Napoleão” vai passar. Ele já revelou a dimensão exata do seu tamanho.


Por fim, queria agradecer aos votos honrosos confiados à minha candidatura. Fiquem certos de que vou continuar na luta pelo ”justo, melhor e bom da vida”, conforme as palavras dessa grande e imortal mulher, Olga Benário Prestes. Aquele abraço, saúde e paz.

Eduardo Campos recebeu R$ 20 milhões, diz Paulo Roberto Costa

As negociações, segundo Paulo Roberto, foram intermediadas pelo ex-ministro da Integração Nacional e senador eleito por Pernambuco Fernando Bezerra Coelho  

CIDADES Recife: João Paulo vai ao 2º turno com 23,76% dos votos válidos

Ex-prefeito e candidato pelo PT à prefeitura da capital de Pernambuco, João Paulo recebeu 207,5 mil votos no primeiro turno das eleições
Foto: Tarsio Alves
Foto: Tarsio Alves

Logo após a divulgação do resultado, João Paulo agradeceu pelos 207, 5 mil votos e afirmou que o Recife dá, mais uma vez, um exemplo de garra e resistência.O candidato pelo PT à prefeitura do Recife,João Paulo, recebeu 23,76% dos votos válidos no primeiro turno das eleições municipais e disputará o segundo turno contra Geraldo Júlio, do PSD, atual prefeito da cidade.
“Agradeço à cidade e à nossa militância, que mostrou que não está adormecida. Nossa militância fez milagre. Sabíamos a importância, para o PT e pra nossa história, da consolidação do segundo turno”, disse.
“O resultado é fruto de uma caminhada. As pessoas que trabalham comigo viram, na alma, o sentimento das ruas”.
Agora, segundo o candidato, é hora de voltar a conversar com os eleitores. “Vencemos o medo. Temos condições de ganhar porque temos a força da militância”.
Além disso, João Paulo declarou que o Recife, ao decidir por este segundo turno, dá exemplo ao Brasil. “É uma conquista histórica”.
Sobre a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha, João Paulo disse que o petista é sempre bem-vindo. Ele ainda agradeceu ao apoio do PT. “Não seria candidato sem unidade do partido e o apoio da direção nacional”.

História com Recife


João Paulo já foi prefeito do Recife entre 2001 e 2008. Durante a campanha eleitoral, ele recebeu o apoio dos recifenses nas ruas da cidade. “Volta, João Paulo” era uma das frases mais ouvidas pelo candidato petista.
João Paulo foi o primeiro prefeito do PT e o primeiro prefeito operário da cidade. Além disso, ele também foi o primeiro a ser reeleito da história do Recife. Ele saiu da prefeitura com 88% de aprovação

O dia da votação


Pontualmente às 14h18, João Paulo votou na Escola Cônego Rochael de Medeiros, em Santo Amaro, bairro da área central do Recife.
A precisão do horário seguiu a tradição do político de respeitar as indicações da Astrologia.
“A Astrologia foi a primeira ciência que o homem estudou. Não é uma questão adivinhatória. Tem todo um estudo que é feito considerando a relação com a natureza, os astros e o universo. Então sempre sigo essa orientação”, explicou.
Para João Paulo, esse é o seu melhor horário para iniciar um grande governo.
“Eu quero fazer um governo maior do que eu fiz nos oito anos que estive à frente da Prefeitura. Vou trabalhar com todo o meu potencial máximo para fazer um grande governo e cuidar mais do nosso povo, que está tão abandonado”, afirmou.

Primeiro voto no PT


Mostrando que a identificação com a militância política pode começar desde cedo, o jovem Daniel Santos, de 17 anos, do bairro de Casa Amarela, votou pela primeira vez para prefeito e vereador. E não teve dúvida: votou 13.
Em Nova Descoberta, outro bairro da cidade, a adolescente Camila Fernanda Melo, 16 anos, também estreou como eleitora no pleito deste ano.
O candidato João Paulo fez questão de acompanhar dos dois jovens em seu primeiro voto, por entender a importância de valorizar uma pessoa que debuta em seu papel de cidadã e eleitora consciente.
“Temos que dar ainda mais atenção a essa juventude iniciante na vida política e eleitoral. E acompanhamos esses jovens porque, do ponto de vista da simbologia política, é muito importante para a nossa vitória”, destacou João Paulo.
Camila conta que estava ansiosa pelo primeiro voto, depositado com confiança em João Paulo.
”Já acompanho o trabalho dele há muito tempo. Meus pais sempre votaram no PT e meu avô, que trabalhava na fábrica da Macaxeira, falava o quanto João Paulo batalhou para conquistar as coisas e como lutou bastante pelo povo”
Também emocionado, Daniel afirmou ser um privilégio votar em João Paulo em seu primeiro voto. E apontou os motivos para ter escolhido o candidato do Partido dos Trabalhadores.
“Minha responsabilidade como juventude é muito grande. É uma honra ter um prefeito que já sabe como o Recife é. Minha esperança é trazer de volta valores esquecidos lá atrás, como o Aluno nos Trinques e o Escola Aberta. A população precisa e pede ‘volta, João Paulo!’ para o Recife ser do povo de novo”, enfatizou.
Daniel faz parte do grupo de jovens recifenses que criaram grupo no WhatsApp e fanpage no Facebook ‘Sou Mais João Paulo’. No perfil, ele publicam conteúdo próprio e replicam material dos canais de comunicação do PT.
Por Luana Spinillo, do Recife, para a Agência PT de Notícias

GERALDO E JOÃO PAULO BUSCAM ALIANÇAS PARA SEGUNDO TURNO

Disputa pelo segundo turno da capital pernambucana será uma das mais acirradas das últimas eleições. ; enquanto o atual prefeito e candidato à reeleição, Geraldo Julio (PSB), não saiu vitorioso por pouco menos de 1% dos votos válidos – ele obteve 49,34% da preferência do eleitorado – , mas conta com um amplo leque de alianças, o ex-prefeito João Paulo (PT), que obteve 23,76% dos votos, deverá se tornar a prioridade número um do partido no Brasil, já que o Recife é a única capital onde a legenda possui chances de eleger um prefeito
3 DE OUTUBRO DE 2016 ÀS 09:46 

Pernambuco 247 - A disputa pelo segundo turno da capital pernambucana será uma das mais acirradas das últimas eleições. O atual prefeito e candidato à reeleição, Geraldo Julio (PSB), não saiu vitorioso por pouco menos de 1% dos votos válidos – ele obteve 49,34% da preferência do eleitorado – , mas conta com um amplo leque de alianças, o ex-prefeito João Paulo (PT), que obteve 23,76% dos votos, deverá se troiara prioridade número um do partido no Brasil., já que o Recife é a única capital onde a legenda possui chances de eleger um prefeito.
Geraldo conta a seu favor com o chamado "voto antipetista", que pode dar ao socialista votos do terceiro e quarto colocados – Daniel Coelho (PSDB) e Priscila Krause (DEM), que tiveram 18,59% e 5,43% dos votos válidos, respectivamente. Apesar de Daniele Priscila terem se apresentado como críticos ferrenhos da gestão do socialista, o apoio deles ainda é incerto, já que no plano nacional PSDB e DEM são adversários ferrenhos do PT, o que pode dificultar uma aliança com João Paulo .
Indagado sobre o assunto, Geraldo disse apenas "estar aberto para receber o apoio de todos que não votaram, na gente no primeiro turno, mas querem votar no segundo". Já o PT promete se mobilizar em torno da candidatura de João Paulo. Uma das ideias é convidar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar de atos de campanha do correligionário.
João Paulo também disse que estar disposto ao diálogo para ampliar o leque de alianças. "Na medida do possível e que haja espaço vamos conversar com os mais diversos setores. Vamos avaliar. Estamos interessados nos votos de quem votou em Priscila Krause (DEM), Daniel Coelho (PSDB) , Edilson Silva (PSOL), Carlos Augusto Costa (PV) e Pantaleão (PCO).
Logo após sair o resultado das urnas, João Paulo recebeu um apoio de certa forma inesperado. Um dos principais aliados de Daniel Coelho, o ex-diretor de juventude do PSDB e um dos coordenadores da campanha tucana, Piero Sial, foi até o comitê de João Paulo para declarar apoio a candidatura do petista.

AO CONTRÁRIO DE TEMER, DILMA NÃO FOGE DO POVO AO VOTAR EM PORTO ALEGRE

Reuters
Dilma chegou às 13h30 a uma escola em Porto Alegre, acompanhada do ex-ministro Miguel Rossetto e do candidato do PT à prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont; ela foi cercada pelos apoiadores e jornalistas, mas houve tumulto quando soldados impediram a multidão de acompanhar a presidente afastada
2 DE OUTUBRO DE 2016 ÀS 16:42 

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil
 
A presença da ex-presidente Dilma Rousseff numa zona eleitoral para votar, hoje em Porto Alegre, foi marcada por tumulto entre os apoiadores dela, profissionais da imprensa e policiais da Brigada Militar (BM). A confusão começou quando soldados impediram a multidão de acompanhar a petista.
O acompanhamento da ex-presidente por profissionais da imprensa havia sido proibido pelo juiz Niwton Carpes da Silva, titular da 160ª Zona Eleitoral. Ele alegou que Dilma “é uma cidadã comum” e “não deve ter o voto registrado”.
Desde o final da manhã, no entanto, apoiadores da ex-presidenta e repórteres de vários veículos de imprensa estavam aglomerados na calçada em frente à Escola Estadual Santos Dumont, na zona sul da capital gaúcha, onde Dilma vota. Minutos antes da chegada dela, dois agentes da BM fecharam parcialmente os portões da escola e passaram a controlar o acesso ao local.
Dilma chegou às 13h30 à escola, acompanhada do ex-ministro Miguel Rossetto e do candidato do PT à prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont. Ela foi cercada pelos militantes e jornalistas. A multidão conseguiu passar pelo portão de acesso ao pátio e a acompanhou até a entrada da escola.
Discussão entre imprensa e soldados
Na porta, os homens da Brigada Militar impediram a entrada dos apoiadores de Dilma e dos repórteres que, então, passaram a discutir com os policiais. Em poucos minutos, os dois lados trocaram agressões, chegando a quebrar um vidro da porta da escola. A candidata a vice-prefeita de Pont, Silvana Conti, do PCdoB, sofreu lesões na perna. Ela saiu do local afirmando que havia sido agredida pelos militares e que faria registro de ocorrência.
O ex-ministro Miguel Rossetto, que também foi impedido de entrar, afirmou que o partido vai entrar com uma representação na Justiça Eleitoral por tentativa de censura.
Com o tumulto na entrada principal do prédio, Dilma saiu do local por uma porta alternativa, longe dos repórteres e dos apoiadores. Apesar da confusão, não houve prisões. O acesso ao local foi liberado pelos policiais assim que a ex-presidente deixou a escola.