sexta-feira, 29 de março de 2013
Cidade Salvador 464 anos - Avenida Pinto Aguiar terá suas pistas duplicadas
Salvador 464 anos - Nem a violência consegue diminuir a beleza da Barra
por Sergio Toniello Filho
Atentos a um dos mais graves problemas de Salvador, a deterioração de seus monumentos históricos, muitos deles em situação deplorável e necessitando de restauro imediato, os órgãos públicos começam a trabalhar na recuperação de importantes pontos turísticos da capital baiana, entre eles o famoso bairro da Barra. A atenção está voltada para monumentos como o Porto da Barra, Cristo, Museu Hidrográfico, Farol da Barra e vários fortes como o de Santa Maria, São Diogo e o Forte Santo Antônio.
A reportagem da Tribuna foi às ruas e verificou que a população está insatisfeita com a atual situação em que se encontram os principais monumentos da cidade. “A Barra é o primeiro dos sete pontos mágicos de Salvador. É um lugar lindo, só que precisa de mais cuidados. A prioridade é limpar as ruas e educar as pessoas, porque aqui no Porto da Barra ainda sentimos odor de urina.”, relata o administrador Lucas Alves, morador da Barra.
Por sua vez, o comerciante Jonas Santos, que trabalha diariamente próximo ao Farol da Barra, pede mais segurança. “Outro dia teve um tiroteio perto do Porto da Barra em plena luz do dia. Tem muito ladrão circulando solto por aí. Acredito que o efetivo da polícia tinha que ser maior, mas não é o que acontece. A nossa cidade está precisando ser priorizada na segurança.”, reclama.
A primeira iniciativa da prefeitura começou no início da semana com a restauração do o Marco de Fundação de Salvador. Inaugurado no dia 29 de março de 1952 como parte das comemorações pelo aniversário de 403 anos de Salvador, localizado no Porto da Barra, passa por completo trabalho de recuperação e será entregue no domingo, dia 31, novinho em folha. A ação, segundo o prefeito ACM Neto é um presente do município para a população no 464º aniversário da cidade e tem importante valor simbólico.
Para a vendedora Luisa Sales, o Farol e o Porto da Barra deveriam ter uma atenção maior das autoridades. “Não lembro a última vez que esses pontos turísticos foram restaurados. São monumentos históricos que embelezam ainda mais nossa cidade e não estão tendo a devida atenção.”, diz.
Pensando em iniciar o processo de recuperação de monumentos existentes na capital baiana, o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, disse que buscará recursos privados para requalificar os monumentos. “Os monumentos de nossa cidade estão esquecidos e abandonados e nós temos o compromisso de mudar isso, porque, de tão sujos, cheios de mato e malcuidados, eles estão sendo esquecidos pelas pessoas. Vamos parceirizar esse trabalho, convidando as empresas a adotar marcos da nossa história e da nossa cultura, recuperá-los e ajudar a prefeitura a mantê-los”, conta Guerreiro.
A reforma marca o início de um plano de ação da Fundação Gregório de Matos para recuperação de cerca de 30 monumentos da cidade. “Tudo será feito à vista da população, para que haja maior participação no trabalho de recuperação e até mesmo para desenvolver um espírito de preservação da memória de Salvador, combatendo atos de vandalismo”, declara o gerente de sítios históricos da FGM, Marco Antonio da Rocha.
Histórico do marco - O Marco de Fundação de Salvador foi instalado no Porto da Barra por ter sido este o local onde se iniciou a cidade de Salvador. Sua azulejaria e a estrutura que reproduz a cruz, um dos símbolos da Coroa Portuguesa foram idealizados e produzidos pelo mestre-escultor português João Fragoso, um dos mais proeminentes artistas do século XX. O processo de restauro que será concluído até o final de semana incluiu completa limpeza, modernização do sistema de iluminação e pintura do monumento.
Salvador 464 anos - Ações da Sema protegem as áreas verdes da cidade
Novidades no Zoo - Outro refúgio ecológico e espaço de lazer gratuito na cidade, o Zoológico de Salvador colocou, desde o início deste mês, à disposição da população o Zoo Noturno. O projeto consiste em passeios noturnos, monitorado pela equipe de educação ambiental da instituição, em que é possível visualizar os animais de hábitos noturnos, que pouco aparecem durante o dia.
A ideia do projeto surgiu de uma demanda dos próprios visitantes, que questionavam sobre o comportamento de alguns animais, encontrados na sua maioria dormindo, durante o dia. Cada grupo pode ter até 25 participantes, que ainda assiste a uma palestra sobre fisiologia animal e a importância da preservação das espécies. O Zoo Noturno funciona às terças e quintas, das 18h30 às 20 horas.
Pacto pela Vida - As ações para a conservação ambiental da Sema contam ainda com o reforço da Política Estadual de Educação Ambiental, aprovada em 2011, que contém as diretrizes e estratégias que servirão como referência para programas setoriais e projetos em todo o território baiano, a exemplo do Programa Pacto pela Vida, do governo do estado.
A Sema participa como integrante da Câmara de Prevenção Social, desenvolvendo atividades de educação ambiental nos bairros do Calabar, Nordeste de Amaralina, Coutos, Rio Sena e Bairro da Paz. “Realizamos o levantamento das necessidades das comunidades na área ambiental. O trabalho é construído numa parceria entre os moradores e as secretarias estaduais. Uma oportunidade dos bairros mostrarem suas potencialidades e, a partir daí, promoverem melhorias nas localidades”, explica Zanna Matos, diretora de Educação Ambiental para a Sustentabilidade da Sema.
Salas Verdes - Outra iniciativa na área da educação ambiental é o Projeto Salas Verdes. A Bahia é o primeiro estado a ter um convênio firmado com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para a condução deste projeto, que consiste na implantação de centro de informação e formação ambiental. O projeto é coordenado pela Sema juntamente com o MMA, por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT).
As Salas Verdes são centros de referência, que disponibilizam publicações materiais, proporcionando acesso à informação, além de ser um ambiente de encontro, reflexão e construção da ação socioambiental. “A Sema entra nessa parceria para revitalizar esses espaços, reforçar a mobilização da comunidade e estimular a melhoria de sua atuação”, explica Zanna Matos.
O MMA lançou novo edital para a seleção de 100 novos espaços. Instituições públicas e privadas, que já desenvolvam atividades educativas relacionadas com a questão ambiental, têm até o dia 15 de abril para se inscrever no projeto. (www.mma.gov.br).
Diálogos Ambientais - Para estimular na sociedade a discussão sobre temas relacionados ao meio ambiente, a Sema promove, mensalmente, o Projeto Diálogos Ambientais, uma série de debates, aberto ao público. A proposta surgiu, a partir da fusão dos programas Quintas-Feiras Ambientais, que eram desenvolvidos pelo Instituto do Meio Ambiente (Ima) e do Diálogo das Águas, uma realização do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá). Hoje as duas instituições estão integradas e formam o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), autarquia da Sema.
Segundo a diretora de Estudos Avançados de Meio Ambiente da Sema, Kitty Tavares, desde a sua criação, em 2012, os Diálogos Ambientais têm contribuído na difusão do conhecimento ambiental junto à sociedade baiana sobre questões ambientais de interesse coletivo. “Nossa proposta é a interação entre os segmentos e atores sociais, visando à sustentabilidade socioambiental na Bahia”, afirma Tavares.
Biblioteca Ambiental - A Sema coloca à disposição da comunidade, desde 2011, um importante acervo ambiental com a inauguração da Biblioteca do Meio Ambiente Paulo Jackson. Além de 17.300 publicações, a população conta também com uma moderna infraestrutura, destacando o sistema de estantes deslizantes e publicações disponíveis em meio digital.
Além de instalações amplas, totalmente informatizadas, o espaço oferece aos seus usuários serviços de consulta e reserva de livros pela internet, além de pesquisas bibliográficas. O acervo é especializado nas áreas de Ciências Naturais, com ênfase em Meio Ambiente e Recursos Hídricos. A biblioteca está localizada no Inema Itaigara.
O acesso é gratuito.
Monitoramento do ar - Salvador é a primeira capital, no Norte e Nordeste, e a segunda, no país, a monitorar a qualidade o ar. A iniciativa, que tem o apoio do governo do estado, por meio da Sema, atende a um requisito internacional para a cidade-sede da Copa de 2014. A primeira estação de monitoramento foi instalada na Avenida Paralela, em 2010. A Bahia já dispõe de uma rede de monitoramento para emissão de CO2, além de outros parâmetros, a exemplo de monóxido de carbono, ozônio, partículas inaláveis, entre outros.
A população tem acesso aos dados sobre a qualidade do ar, através de um totem, com monitor de LED. Além disso, os resultados estão disponíveis, em tempo real, nos sites da Cetrel, parceira do projeto, e do Inema.
Mundo Papa beija os pés de 12 prisioneiros
O Papa Francisco foi a uma colônia penal
O papa Francisco lavou e beijou os pés de 12 prisioneiros em um centro de detenção de jovens infratores perto de Roma, como parte das celebrações da Quinta-Feira Santa.
Entre os jovens estavam duas garotas – uma italiana, católica, e outra de origem sérvia e muçulmana.
Pela manhã, o papa celebrou a Missa do Crisma, na Basílica de São Pedro, que abre o Tríduo Pascal (composto pela Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Vigília Pascal, véspera do Domingo de Páscoa). Na missa, os santos óleos são consagrados pelo papa para todo o ano.
1935 » Animação 3D recria Varsóvia
BBC Brasil
O Arte em Revista, boletim semanal de arte e cultura da BBC Brasil, mostra esta semana um novo filme 3D que está em cartaz na Polônia.
A animação recriou uma cidade que não existe mais: a Varsóvia de 1935, anos antes da ocupação e dos bombardeios nazistas. Baseado em muita pesquisa, o filme demorou quatro anos para ser produzido.
Em Londres, o British Museum está oferecendo um raro olhar na vida dos cidadãos de Pompeia e Herculano há 2 mil anos, quando as cidades italianas foram atingidas pela erupção do vulcão Vesúvio.
Na Áustria, nuvens famosas de Andy Warhol estão "pairando" sobre Viena. E em Lyon, uma ópera baseada em um conto de Victor Hugo mostra as dificuldades da vida carcerária.
| Foram necessários quatro anos de trabalho para recriar Varsóvia. Foto: BBC |
A animação recriou uma cidade que não existe mais: a Varsóvia de 1935, anos antes da ocupação e dos bombardeios nazistas. Baseado em muita pesquisa, o filme demorou quatro anos para ser produzido.
Em Londres, o British Museum está oferecendo um raro olhar na vida dos cidadãos de Pompeia e Herculano há 2 mil anos, quando as cidades italianas foram atingidas pela erupção do vulcão Vesúvio.
Na Áustria, nuvens famosas de Andy Warhol estão "pairando" sobre Viena. E em Lyon, uma ópera baseada em um conto de Victor Hugo mostra as dificuldades da vida carcerária.
Londres » Brasileiros mortos em incêndio receberam instruções erradas, diz inquérito
BBC Brasil
O inquérito que investiga um incêndio que matou seis pessoas - entre elas uma família de brasileiros - em um conjunto habitacional no sudeste de Londres, apurou que a tragédia poderia ter sido evitada se a subprefeitura tivesse realizado inspeções no local e se os serviços de emergência tivessem instruído as vítimas a deixar os seus apartamentos.
Dayana Francisquini, de 26 anos, e seus filhos, Thais, e Felipe, ambos de três anos, morreram no incêndio, ocorrido em julho de 2009 no bairro de Camberwell. Entre as vítimas também estiveram Helen Udoaka, de 34 anos, sua filha de 3 anos, Michelle, e Catherine Hickman, de 30 anos. Todos viviam no 11º andar do edifício.
O incêndio teve início no apartamento 65, no 9º andar do edifício Lakanal House, às 16h15 do dia 3 de julho de 2009. Em questão de cinco minutos, as chamas começaram a se propagar para o apartamento diretamente acima, o 79. Catherine Hickman, a moradora do apartamento, ligou para o serviço de emergência. A instrução que ela recebeu foi a de permanecer dentro de sua moradia.
Mas após alguns minutos, durante a conversa telefônica com a atendente do serviço de emergência ela comentou: ''Oh, meu Deus! Não, escute, eu estou vendo chamas na porta''. Pouco depois, ela gritou: ''Alguma coisa quente caiu sobre mim.'' Ela permaneceu no telefone com a operadora por mais 28 minutos, até que parou subitamente de se comunicar.
O júri que conduziu o inquérito disse que os serviços de atendimento da London Fire Brigade (LFB, sigla em inglês do serviço de bombeiros de Londres) deveriam ter instruído Dayana e suas crianças a deixar seu apartamento assim que ficou claro que ele estava cheio de fumaça.
Serviços de emergência
O inquérito apurou que o incêndio se propagou com rapidez e de forma rápida. Cerca de meia hora após a primeira chamada para o serviço de emergência, ele havia se espalhado para outros andares, para baixo e para cima, algo tão pouco comum que as operadoras dos serviços de emergência se recusavam a acreditar no que estava sendo descrito - segundo as transcrições das conversas.
Mbet Udoaka, marido de Helen Udoaka e pai de Michelle, mortas na tragédia, afirma que as recomendações dos serviços de emergência para que os moradores não saíssem do prédio, contribuíram para suas mortes. ''Todo mundo que tentou sair do prédio, saiu vivo. Mas se você diz para alguém ficar onde está, isso significa que você está dizendo para a pessoa esperar até a hora que ela irá morrer'', disse ele à BBC.
A mulher e a filha de Mbet Udoaka chegaram a se refugiar no apartamento vizinho, de número 80, quando a fumaça e as chamas começaram a se espalhar também para seu apartamento. Mas o mesmo ocorreu no apartamento do lado. Foi então que as duas famílias buscaram refúgio em outra residência, o 81, onde morava a brasileira Dayana Francisquini e seus dois filhos.
Uma vez tendo chegado ao edifício, os bombeiros, sem possuir um mapa do edifício e contando com escasso equipamento de comunicação, tiveram dificuldades para chegar até o apartamento 81.
Contrariando as recomendações dos serviços de emergência, uma das famílias decidiu abandonar o apartamento e acabou sendo resgatada após ter chegado ao corredor externo do prédio. Mas a mulher e a filha de Mbet Udoaka e a brasileira Dayana Francisquini atenderam as recomendações dos serviços de emergência e permaneceram no apartamento 81.
Às 18h, 1 hora e 40 minutos após terem chegado ao local, os bombeiros finalmente conseguiram alcançar o apartamento 81, mas todas as cinco pessoas que ainda se encontravam lá estavam mortas.
Segundo o repórter da BBC Kurt Barling, uma das verdadeiras tragédias do incêndio, que veio à tona durante o inquérito, foi que os bombeiros não perceberam que a corredor externo compartilhado pelos diferentes apartamentos representava, na verdade, uma rota de emergência, já que havia uma saída de incêndio ao final do corredor, que conduzia à escadaria central do prédio. Mas, afirma Barling, nem eles nem as cinco pessoas que permaneceram no apartamento 81 sabiam disso.
'Fazer a diferença'
Rafael Cervi, o marido da brasileira Dayana e pai de Thais e Felipe, que morreram no incêndio, espera que as conclusões do inquérito possam ajudar outras pessoas. ''Perdi minha família, eles não irão voltar, mas quero que pelo menos o caso deles possa fazer a diferença e ajudar outras pessoas que passam por esse tipo de situação'', disse ele à BBC.
O júri apurou que a subprefeitura de Southwark, responsável pelo prédio, deixou de realizar uma inspeção anti-incêndio adequada que poderia ter detectado a necessidade de extintores entre os apartamentos e atualizado as plantas com rotas de emergência dos conjuntos habitacionais.
O inquérito também levantou que os painéis de janela de PVC dos diferentes apartamentos queimavam em menos de cinco minutos, o que acelerou a propagação do incêndio.
| A família do brasileiro Rafael Cervi, o marido de Dayana e pai de Thais e Felipe, todos mortos no incêndio. Foto: reprodução |
Dayana Francisquini, de 26 anos, e seus filhos, Thais, e Felipe, ambos de três anos, morreram no incêndio, ocorrido em julho de 2009 no bairro de Camberwell. Entre as vítimas também estiveram Helen Udoaka, de 34 anos, sua filha de 3 anos, Michelle, e Catherine Hickman, de 30 anos. Todos viviam no 11º andar do edifício.
O incêndio teve início no apartamento 65, no 9º andar do edifício Lakanal House, às 16h15 do dia 3 de julho de 2009. Em questão de cinco minutos, as chamas começaram a se propagar para o apartamento diretamente acima, o 79. Catherine Hickman, a moradora do apartamento, ligou para o serviço de emergência. A instrução que ela recebeu foi a de permanecer dentro de sua moradia.
Mas após alguns minutos, durante a conversa telefônica com a atendente do serviço de emergência ela comentou: ''Oh, meu Deus! Não, escute, eu estou vendo chamas na porta''. Pouco depois, ela gritou: ''Alguma coisa quente caiu sobre mim.'' Ela permaneceu no telefone com a operadora por mais 28 minutos, até que parou subitamente de se comunicar.
O júri que conduziu o inquérito disse que os serviços de atendimento da London Fire Brigade (LFB, sigla em inglês do serviço de bombeiros de Londres) deveriam ter instruído Dayana e suas crianças a deixar seu apartamento assim que ficou claro que ele estava cheio de fumaça.
Serviços de emergência
O inquérito apurou que o incêndio se propagou com rapidez e de forma rápida. Cerca de meia hora após a primeira chamada para o serviço de emergência, ele havia se espalhado para outros andares, para baixo e para cima, algo tão pouco comum que as operadoras dos serviços de emergência se recusavam a acreditar no que estava sendo descrito - segundo as transcrições das conversas.
Mbet Udoaka, marido de Helen Udoaka e pai de Michelle, mortas na tragédia, afirma que as recomendações dos serviços de emergência para que os moradores não saíssem do prédio, contribuíram para suas mortes. ''Todo mundo que tentou sair do prédio, saiu vivo. Mas se você diz para alguém ficar onde está, isso significa que você está dizendo para a pessoa esperar até a hora que ela irá morrer'', disse ele à BBC.
A mulher e a filha de Mbet Udoaka chegaram a se refugiar no apartamento vizinho, de número 80, quando a fumaça e as chamas começaram a se espalhar também para seu apartamento. Mas o mesmo ocorreu no apartamento do lado. Foi então que as duas famílias buscaram refúgio em outra residência, o 81, onde morava a brasileira Dayana Francisquini e seus dois filhos.
Uma vez tendo chegado ao edifício, os bombeiros, sem possuir um mapa do edifício e contando com escasso equipamento de comunicação, tiveram dificuldades para chegar até o apartamento 81.
Contrariando as recomendações dos serviços de emergência, uma das famílias decidiu abandonar o apartamento e acabou sendo resgatada após ter chegado ao corredor externo do prédio. Mas a mulher e a filha de Mbet Udoaka e a brasileira Dayana Francisquini atenderam as recomendações dos serviços de emergência e permaneceram no apartamento 81.
Às 18h, 1 hora e 40 minutos após terem chegado ao local, os bombeiros finalmente conseguiram alcançar o apartamento 81, mas todas as cinco pessoas que ainda se encontravam lá estavam mortas.
Segundo o repórter da BBC Kurt Barling, uma das verdadeiras tragédias do incêndio, que veio à tona durante o inquérito, foi que os bombeiros não perceberam que a corredor externo compartilhado pelos diferentes apartamentos representava, na verdade, uma rota de emergência, já que havia uma saída de incêndio ao final do corredor, que conduzia à escadaria central do prédio. Mas, afirma Barling, nem eles nem as cinco pessoas que permaneceram no apartamento 81 sabiam disso.
'Fazer a diferença'
Rafael Cervi, o marido da brasileira Dayana e pai de Thais e Felipe, que morreram no incêndio, espera que as conclusões do inquérito possam ajudar outras pessoas. ''Perdi minha família, eles não irão voltar, mas quero que pelo menos o caso deles possa fazer a diferença e ajudar outras pessoas que passam por esse tipo de situação'', disse ele à BBC.
O júri apurou que a subprefeitura de Southwark, responsável pelo prédio, deixou de realizar uma inspeção anti-incêndio adequada que poderia ter detectado a necessidade de extintores entre os apartamentos e atualizado as plantas com rotas de emergência dos conjuntos habitacionais.
O inquérito também levantou que os painéis de janela de PVC dos diferentes apartamentos queimavam em menos de cinco minutos, o que acelerou a propagação do incêndio.
Conectados » Estudo mostra que smartphones são os melhores amigos dos americanos
AFP - Agence France-Presse
| Os donos de celulares inteligentes ('smartphones') nos Estados Unidos costumam ficar conectados da hora que acordam até a hora que vão se deitar, e registram cada um de seus passos nos dispositivos móveis, revelou um estudo financiado pela rede social Facebook. Foto: Stan Honda/Arquivo/AFP Photo |
conectados da hora que acordam até a hora que vão se deitar, e registram cada um de seus
passos nos dispositivos móveis, revelou um estudo financiado pela rede social Facebook.
"Os celulares inteligentes, com seus aplicativos e serviço de dados móveis, nos permitem estar conectados com nossas famílias, amigos e comunidade do momento em que acordamos até o final do dia", disseram pesquisadores do IDC em um informe divulgado esta semana.
"Ao invés de nos sentirmos afetados por isso, apreciamos e valorizamos esta maior conectividade social", acrescentou.
Cerca da metade da população americana usa 'smartphones'. Espera-se que esta cifra chegue a 181,4 milhões este ano e a 222,4 milhões nos próximos quatro anos, segundo o IDC.
Uma pesquisa do IDC, realizada durante o fim de semana com mais de 7.000 pessoas
"Os celulares inteligentes, com seus aplicativos e serviço de dados móveis, nos permitem estar conectados com nossas famílias, amigos e comunidade do momento em que acordamos até o final do dia", disseram pesquisadores do IDC em um informe divulgado esta semana.
"Ao invés de nos sentirmos afetados por isso, apreciamos e valorizamos esta maior conectividade social", acrescentou.
Cerca da metade da população americana usa 'smartphones'. Espera-se que esta cifra chegue a 181,4 milhões este ano e a 222,4 milhões nos próximos quatro anos, segundo o IDC.
Uma pesquisa do IDC, realizada durante o fim de semana com mais de 7.000 pessoas
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