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quinta-feira, 4 de abril de 2013

POLÍTICA Movimento sindical em Suape é monitorado pela Abin

Publicado por Branca Alves


O Palácio do Planalto organizou uma operação para monitorar a movimentação sindical no Porto de Suape, ponto de tensão entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Eduardo Campos (PSB), segundo uma matéria do jornal O Estado de São Paulo. As informações dão conta de que a ação, que é coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e executada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), teve início há cerca de um mês.
Eduardo Campos, possível candidato à presidência da República em 2014, lidera o movimento que é contra a Medida Provisória dos Portos. A publicação destaca que ele tem realizado uma série de reuniões com sindicalistas e que na pauta dos trabalhadores está, inclusive, a possibilidade de uma greve geral contra a medida.
A operação foi desencadeada no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e classificada como “Gerenciamento de Risco”. Ela tem como foco essa possível greve geral. Por isso, segundo a matéria, o governo montou a operação para monitorar mais de perto os passos dos trabalhadores e sua capacidade de irradiar paralisações nos portos brasileiros, a partir de Pernambuco. 
Na operação está envolvida uma equipe de infiltrados no Porto de Suape e a produção de relatórios de inteligência repassados ao general José Elito Carvalho Siqueira, cuja atribuição é compartilhar informações com a presidência.
A publicação coloca que a cronologia da operação é simétrica à movimentação política do governador contra a MP. No início do mês passado, o socialista se encontrou com a direção da Força Sindical e na semana anterior, já tinha se reunido com a Intersindical Portuária de Pernambuco. Segundo a matéria, um governador do PSB, aliado de Campos, tem dito nos bastidores que o correligionário “pode parar o Brasil e o governo sabe bem disso”.
Na semana passada, Eduardo Campos protagonizou um embate com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) em audiência da Comissão Mista do Congresso que debatia a MP dos Portos.
Enquanto o governador Eduardo Campos tem o interesse de manter a prerrogativa de realizar, como gestor, as licitações de novos terminais, os trabalhadores focam o interesse na perda do monopólio sobre a mão de obra habilitada a trabalhar nos portos. Uma das mudanças mais radicais contidas na MP dos Portos. E diante da iminente perda de força, os sindicatos se manifestaram de forma contrária às mudanças, em movimento capitaneado pela Federação Nacional dos Estivadores.


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