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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

COMISSÃO Relatório final da CPI do Carf é aprovado no Senado

Documento passou por diversas alterações para melhorar a redação

Publicado em: 03/12/2015 10:42

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) foi aprovado nesta quinta-feira. O documento, que marca o fim dos trabalhos da Comissão, já havia sido apresentado preliminarmente na semana passada pela relatora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM). Desde então, passou por alterações para melhorar a redação. O relatório pede o indiciamento de 28 pessoas por crimes como sonegação fiscal e corrupção ativa. Todas já são investigadas no âmbito da Operação Zelotes da Polícia Federal, como Paulo Ferraz, ex-presidente da MMC Automotores do Brasil LTDA, que representa a Mitsubishi Motors no país.

Para a relatora, o caso Mitsubishi é o mais representativo das fraudes investigadas no âmbito do Carf. A suspeita é de que a empresa teria sido favorecida em julgamento que fez com que a dívida com o Fisco caísse de R$ 266 milhões para R$ 960 mil. O trabalho, baseado em quebras de sigilo feitas pela CPI e no material compartilhado pela Operação Zelotes da Polícia Federal, aponta a existência de indícios de irregularidades no julgamento de mais de 70 processos envolvendo dívidas de bancos, montadoras de automóveis e siderúrgicas. Os julgamentos, segundo o documento, teriam sido manipulados para favorecer empresas, resultando em prejuízo de R$ 19 bilhões à Receita Federal.

Voto em separado
A apresentação do relatório, no entanto, não foi unânime. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou um voto em separado que foi automaticamente vencido pela aprovação do relatório oficial. No texto, além de pedir a rejeição do relatório da senadora Vanessa Grazziotin, Randolfe criticou a antecipação do fim dos trabalhos da CPI que tinha como limite o dia 18 de dezembro.

Randolfe observou que dos 57 requerimentos de convocação aprovados somente 17 foram efetivados. “Outros 40 requerimentos de convocação aprovados foram ignorados”, disse ao destacar um aprovado em maio, do ex-secretário da Receita Federal e ex-presidente do Carf, Otacílio Dantas Cartaxo, que não foi ouvido pela CPI. "[Cartaxo] ocupou os mais altos cargos da correlação de poder na época do suposto esquema de venda de decisões”, informa o voto em separado.

Para o senador, a lista de pedidos de indiciamento deveria ter sido maior. “Não é demais considerar que, diante dos indícios verificados, haveria, aparentemente, razões para solicitar o indiciamento de Erenice Guerra [ex-ministra da Casa Civil], bem como do ex-ministro Silas Rondeau [Minas e Energia], por exemplo, já que tanto Erenice quanto Silas foram cotados em depoimentos colhidos pela CPI como frequentadores da SGR Consultoria, cuja propriedade seria, em tese, de um dos principais articuladores do esquema, o ex-conselheiro do Carf, José Ricardo da Silva”, lembrou.

Suposta compra de MP
O parlamentar também queria aprofundar as investigações da CPI do Carf sobre as suspeitas de que uma medida provisória (MP), editada em 2009 no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria sido “comprada” por meio de lobby e de corrupção para favorecer montadoras de veículos. Segundo o relatório da senadora Vanessa Grazziotin, o caso não tem a ver com o objeto inicial da CPI, por isso, não foi investigado.

SUSPEITA Receita Federal decide investigar Bumlai

Pecuarista recebeu terrenos da família Demarchi, cujos integrantes são amigos do ex-presidente 

Lula, em troca de ter quitado uma dívida deles com o banco Bradesco

Publicado em 03/12/2015, às 09h55


Do Estadão Conteúdo

RF investigará indícios de crime em transações imobiliárias feitas pelo pecuarista José Carlos Bumlai / Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados


RF investigará indícios de crime em transações imobiliárias



 feitas pelo pecuarista José Carlos Bumlai



Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados



A Receita Federal decidiu investigar indícios de crime em transações imobiliárias feitas pelo pecuarista José Carlos Bumlai, que beneficiaram o segundo maior fornecedor da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, o empresário Carlos Roberto Cortegôso.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou que Bumlai vendeu sete terrenos para a CRLS Consultoria e Eventos, de propriedade de Cortegôso. A transferência dos imóveis foi feita sem quaisquer vantagens financeiras na transação. Bumlai os repassou pelo mesmo preço que valiam anos antes, quando os obteve.

O pecuarista recebeu os terrenos da família Demarchi, cujos integrantes são amigos do ex-presidente Lula, em troca de ter quitado uma dívida deles com o banco Bradesco de R$ 3,9 milhões.

DILMA ROUSSEFF Deputados da base pedirão ao STF anulação de ato de Cunha sobre impeachment

Alegando questões estratégicas, os deputados não quiseram informar quantas e que tipo de 


peças serão apresentadas

Publicado em 03/12/2015, às 10h36



Do Estadão Conteúdo

Segundo os deputados, Cunha está se valendo do cargo para algo que não tem finalidade pública, mas privada / Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados


Segundo os deputados, Cunha está se valendo do cargo 




para algo que não tem finalidade pública, mas privada



Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados



Deputados da base governista protocolarão no Supremo Tribunal Federal (STF), a partir das 11h desta quinta-feira (3), uma série de peças jurídicas pedindo a anulação do ato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou na quarta-feira (2), processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. 
Alegando questões estratégicas, os deputados não quiseram informar quantas e que tipo de peças serão apresentadas. No entanto, afirmaram que elas serão embasadas nos argumentos de que houve abuso de poder e desvio de finalidade porque, segundo os deputados, Cunha está se valendo do cargo para algo que não tem finalidade pública, mas privada. O protocolo é feito de maneira eletrônica.

MINAS GERAIS Conselho arquiva denúncia sobre aeroporto em Cláudio

O aeroporto foi construído durante a gestão gestão do atual senador tucano Aécio Neves no 


governo do Estado, entre os anos de 2003 e 2010

Publicado em 03/12/2015, às 09h45

Do Estadão Conteúdo

O senador Aécio Neves não se manifestou sobre a decisão do Conselho Superior do Ministério Público / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O senador Aécio Neves não se manifestou sobre a decisão do 



Conselho Superior do Ministério Público



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



O Conselho Superior do Ministério Público de Minas Gerais decidiu arquivar definitivamente as investigações sobre o aeroporto construído em Cláudio, no centro-oeste mineiro, durante a gestão do atual senador tucano Aécio Neves no governo do Estado, entre os anos de 2003 e 2010. A decisão, tomada no dia 23 de novembro, teve sete votos pelo arquivamento e quatro contrários. O colegiado é composto por 11 integrantes, inclusive o procurador-geral de Justiça, que preside o grupo. 

De acordo com Procuradoria da República em Minas, o procedimento foi instaurado com base em representação recebida pouco depois de o caso ser divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, no ano passado, segundo a qual o terreno utilizado para a obra pertencia a um tio-avô do hoje senador e presidente nacional do PSDB, que é dono de uma fazenda próxima ao local. O projeto custou R$ 13,9 milhões aos cofres públicos e teve as obras concluídas em 2010.

Em agosto, os promotores Maria Elmira Evangelina do Amaral Dick, Fernanda Karan Monteiro, Tatiana Pereira e José Carlos Fernandes Júnior já haviam pedido o arquivamento do processo que investiga as obras dos aeroportos. Depois disso, o MP encaminhou o pedido ao Conselho Superior, que decidiu acatar o requerimento em favor do arquivamento. 

O aeroporto - que recebeu o nome de Deputado Oswaldo Tolentino, outro tio-avô de Aécio, por meio de lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas ainda na gestão do tucano no Executivo estadual - foi construído em parte de uma fazenda de Múcio desapropriada pelo Estado por R$ 1 milhão. Desde 2009, porém, Tolentino briga na Justiça com o governo mineiro reivindicando o pagamento de indenização de R$ 9,1 milhões pela área.

O senador Aécio Neves não se manifestou sobre a decisão do Conselho Superior do Ministério Público. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

GOVERNO 'Golpistas não passarão', diz presidente do PT ao comentar impeachment

Rui Falcão também anunciou nessa quarta-feira (2) que apoiaria a continuidade do processo que 


pode levar à cassação de Cunha no Conselho de Ética da Câmara

Publicado em 03/12/2015, às 07h07

Do Estadão Conteúdo

Antes mesmo de Cunha fazer o anúncio, a direção do PT já dava como certa a abertura do processo de impedimento / Foto: Lula Marques/Agência PT


Antes mesmo de Cunha fazer o anúncio, a direção do PT já dava




 como certa a abertura do processo de impedimento



Foto: Lula Marques/Agência PT



O presidente nacional do PT, Rui Falcão, recorreu a uma frase que remete à Guerra Civil espanhola (1936-1939) para se manifestar sobre a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar a abertura de um processo deimpeachment contra a presidente Dilma Rousseff. "Golpistas não passarão", escreveu o petista em uma rede social com a marcação #NãoVaiTerGolpe.

Falcão anunciou nessa quarta-feira (2), também pelo microblog Twitter, que apoiaria a continuidade do processo que pode levar à cassação de Cunha no Conselho de Ética da Câmara.

Antes mesmo de Cunha fazer o anúncio, a direção do PT já dava como certa a abertura do processo de impedimento. "Temos que encarar. Não podemos viver sob ameaça e chantagem", disse Jorge Coelho, um dos vice-presidentes da legenda. 

A certeza do PT vinha do fato de a bancada do partido na Câmara ter decidido, no início da tarde de ontem, fechar questão em favor da continuidade do processo contra Cunha, contrariando acordo feito entre o governo e o presidente da Câmara.

Segundo dirigentes do partido, tanto o posicionamento de Falcão como a decisão da bancada foram ações calculadas que já levavam em conta o cenário do processo de impedimento. 

Lula
Antes de publicar a mensagem defendendo a continuidade do processo contra o presidente da Câmara, Falcão conversou por telefone com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo relatos de interlocutores do ex-presidente e do dirigente petista, que estava no interior do Acre na terça-feira à tarde, Lula disse que a direção da legenda tinha autonomia e discernimento para decidir sobre o assunto. Conforme integrantes da cúpula petista, "Rui não faria nada em discordância com Lula"

Falcão sabia que a decisão de apoiar o procedimento contra Cunha seria o estopim do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mas vinha sofrendo forte pressão da base partidária. De acordo com dirigentes do PT, desde o início da semana militantes de todo o País telefonavam para a sede do partido ou mandavam e-mails pedindo que a sigla se posicionasse frontalmente contra o peemedebista sob o risco de o partido perder de vez as condições de reabilitar a imagem combalida por intermináveis denúncias de corrupção.

Cobrança
O presidente do PT vinha se esquivando das cobranças para reunir a Executiva Nacional do partido e deliberar sobre a orientação que a direção daria aos três petistas que integram o Conselho de Ética. Na última reunião, no início de novembro, a Executiva havia determinado que a bancada do partido no colegiado votaria unida, seguindo ordem da direção.

A cúpula petista acreditava que não seria necessário se posicionar formalmente, o que poderia levar Cunha a deflagrar o processo de impeachment. Para vários dirigentes e parlamentares, o peemedebista "cairia sozinho" diante das fortes denúncias de corrupção reveladas pela Operação Lava Jato e da pressão da opinião pública. 
O quadro mudou na terça-feira, quando ficou claro que os votos petistas seriam decisivos para determinar o destino de Cunha e a pressão sobre os três representantes do partido se tornou insuportável, ao ponto de um deles, Zé Geraldo (PT-PA) dizer que iria votar "não com uma faca, mas com uma metralhadora no pescoço". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

PRONUNCIAMENTO Dilma diz que recebeu com indignação abertura de processo de impeachment

Segundo a presidenta, são ?inconsequentes e inconsistentes? as ações contra ela

Publicado em 02/12/2015, às 20h03


Da ABr

Presidente Dilma Rousseff alfinetou Cunha / Foto: VESA MOILANEN  LEHTIKUVA/ AFP

Presidente Dilma Rousseff alfinetou Cunha



Foto: VESA MOILANEN LEHTIKUVA/ AFP


Ao se manifestar sobre a aceitação do pedido de impeachment anunciado hoje pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidente Dilma Rousseff disse há pouco, em pronunciamento no Palácio do Planalto, que recebeu a notícia com indignação.
Segundo a presidente, são “inconsequentes e inconsistentes” as ações contra ela. “Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior. Nunca coagi e nem tentei coagir instituições em busca de satisfazer os meus interesses”, afirmou.
Assista o pronunciamento:



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Do JC Online

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