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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Colheita da cana-de-açúcar tem início em Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde

Por: Robério Sá

sábado | 30/09/2017 às 06:04

Âncora do Sertão
Colunista João Paulo.
Por João Paulo Ferraz: Eng. 

Agrônomo e Assessor de Projetos. Colunista agrícola do Portal Âncora do Sertão.
Com o fim da temporada de chuva, tem início a colheita da cana-de-açúcar nos engenhos de Santa Cruz da Baixa Verde e de Triunfo. Nessa época, a planta que absorveu bastante umidade no período chuvoso começa a acumular sacarose na sua estrutura, processo este que os agricultores chamam de “maturação da cana”.
Engenhos de diversas localidades rurais dos supracitados municípios estão sendo preparados para receberem a produção que este ano deve ser maior que nos últimos 06 (seis) anos, visto que a seca que assolava a região reduziu drasticamente os canaviais do interior pernambucano. Para haver a recuperação dessas plantações, são necessárias pelo menos três safras com chuvas regulares.

É nessa época que a cidade de Santa Cruz da Baixa Verde, conhecida como “Capital da Rapadura”, prepara-se para a feira temática, com exposições de produtos oriundos da cana cultivada no Município. Há ainda stands de diversas organizações governamentais e também de particulares que prezam pelas melhorias das condições de vida no campo e investem neste setor. Muitas são as atrações que tornam o evento um momento rico de cultura, sem contar com os frequentados e animados shows de cantores apreciados pela população santa-cruzense e adjacências. A principal atração dessa XXIIª Edição, Feira da Rapadura, que vai de 06 a 08/10, é ainda a rapadura gigante (5 toneladas) que fica exposta durante os três dias do evento.

A produção de rapadura continua a ser a principal riqueza agrícola dos dois vizinhos municípios e condiciona a geração de empregos e movimentação econômica não só na zona rural, mas também em toda a extensão territorial do Sertão do Pajeú que usufrui dos efeitos benéficos da comercialização desses produtos.

A safra tem início agora em outubro, com auge em novembro, mas se estende até janeiro do ano que vem, quando a maioria dos canaviais terá seu produto colhido e transformado em delícias para o ano inteiro. Convém dizer que o efeito da safra de um ano geralmente dita o preço do produto até a safra seguinte.

 Como a produção deste ano ainda é limitada em função da diminuição das plantações, há rumores de que os preços praticados no mercado interno tendem a permanecer altos, até que outra vez cresça a produção e seja novamente disponibilizada em grande escala para comércio.

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