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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Espionagem » Chefe da Abin responde a parlamentares sobre denúncias envolvendo agentes


Publicação: 20/11/2013 22:00 


Recente reportagem do jornal O Estado de São Paulo afirmou que um agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria passado informações sobre a Tríplice Fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai, para um agente norte-americano. Segundo o jornal, em vez de ser punido, o funcionário foi apenas pressionado a se aposentar.

Em reunião com deputados e senadores da Comissão Mista de Atividades de Inteligência (CCAI), o diretor-geral da Abin, Wilson Trezza, afirmou que houve a investigação e de que não foi comprovado crime por parte do agente. Ainda assim, disse Trezza, com a "perda de confiança", o agente foi demitido. Já aagência norte-americana, ao saber da vigilância brasileira, transferiu seu agente para outro país.

Já o ministro-chefe do gabinete institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, explicou que a contra-inteligência é uma atividade normal de vigilância sobre os agentes estrangeiros, e que por isso a Abin identificou a conversa entre o brasileiro e o norte-americano.

Operação mídia

Outra matéria, essa veiculada pela revista Veja, mencionou uma operação feita há quase dez anos e que teria como alvo jornalistas e donos de veículos de comunicação do Brasil. Wilson Trezza confirmou que a existência da operação, mas negou qualquer relação com a investigações sobre esses profissionais.

"A única possibilidade do estabelecimento de relação do termo 'mídia' com a operação [de inteligência] é porque a pessoa, o contato, a fonte humana que mantinha contato com a Abin tinha formação profissional em jornalismo e [por isso] alguém resolveu batizar a operação com o nome mídia. Nada mais que isso", afirmou Trezza.

A audiência também contou ainda com a presença do diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação da Presidência da República, Rafael Mandarino. A comissão, que reúne senadores e
deputados, é a responsável pelo controle das atividades de inteligência no Congresso Nacional.

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