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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

sindicato CUT faz campanha para mudar sistema político

Central defende a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar de reformaJOÃO CARLOS MOREIRA
jcmoreira@diariosp.com.br
Gustavo Lima/CâmaraCampanha quer ampliar o espaço dos trabalhadores na Câmara dos DeputadosCampanha quer ampliar o espaço dos trabalhadores na Câmara dos Deputados
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) lançou nesta sexta uma campanha em defesa da convocação de uma assembleia nacional constituinte destinada exclusivamente à reforma do sistema político. A mobilização conta com o apoio de cerca de 70 organizações ligadas a movimentos sociais e pretende ampliar a representação dos trabalhadores na política e, consequentemente, nas discussões sobre os destinos do país.

De acordo com a direção da CUT, está prevista para este sábado, em Brasília, a realização de uma plenária nacional dos movimentos sociais para discutir propostas para a campanha e definir uma secretaria permanente que vai operacionalizar a mobilização. A CUT será representada pela secretária nacional da Mulher Trabalhadora, Rosane Silva, pelo secretário da Juventude, Alfredo Santos Júnior, e por Julio Turra, diretor da executiva da central.

A campanha também vai organizar um plebiscito para ouvir a opinião da população sobre o tema. A consulta será feita em setembro de 2014 e terá a pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?” 

Até o plebiscito, a CUT pretende explicar a proposta à sociedade.

Para esse esclarecimento, a central lançou uma cartilha sobre a proposta de constituinte exclusiva. Segundo a CUT, a publicação de 20 páginas mostra a importância do plebiscito para garantir a participação popular num espaço exclusivo “para mudar o sistema político brasileiro, e não apenas alterar questões eleitorais, como tem feito o Congresso Nacional”.

A central entende que a reforma do sistema político pode reduzir a influência do poder econômico nas eleições e cita números sobre esse domínio. Segundo a cartilha, em 2008, as empresas doaram 86% dos recursos totais da campanha eleitoral. Em 2010, o percentual pulou para 91% e, no ano passado, chegou a 95%.

A representação política é outro  problema apontado. De acordo com o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), dos 594 parlamentares federais (513 deputados e 81 senadores) eleitos em 2010, 273 são empresários, 160 compõem a bancada ruralista, 66 são da bancada evangélica e 91 são considerados representantes da bancada sindical.
15/11/2013 21:30

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