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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

LANÇAMENTO Zé Manoel com Canções e Silêncio hoje no Teatro Santa Isabel

Cantor apresenta o novo disco pela primeira vez no Recife

Publicado em 04/11/2015, às 08h39


José Teles

Zé Manoel, lança novo disco hoje / foto: divulgação


Zé Manoel, lança novo disco hoje


foto: divulgação

Catapultado por um edital do Natura Musical, queo tornou conhecido nacionalmente, o petrolinense Zé Manoel aterrissa hoje, às 20h30, no Teatro de Santa Isabel, com o show do seu segundo disco Canção e Silêncio, que já passou por Rio, São Paulo e Salvador. Em cada uma as apresentações, ele contou com convidados especiais e aqui terá o paulista Marcelo Jeneci, e, dos amigos do Recife, o Quarteto Encore, Isadora Melo e Juliano Holanda. "O repertório é basicamente do disco novo, mas em cada um dos shows fiz uma adaptação, porque mudaram os convidados e até a banda. No Rio, por exemplo, houve a participação de Kassin e uma banda formada por Pedro Sá e Domenico Lancellotti. Aqui toco com o pessoal que esteve comigo nos meus últimos shows no Recife, Rostan Jr. (bateria), Lara Klaus (percussão), Israel Silva (baixo) e mais Isadora Melo e Juliano Holanda. Com Jeneci, faço duas músicas dele, Felicidade e Gravitacional, e cantamos juntos uma minha, Cheio de Vazio", antecipa.

Unanimidade local, Zé Manoel chega aos poucos nos pontos certos do Rio e São Paulo, as duas mais importantes câmeras de eco da cultura brasileira. O Natura Musical tem se distinguindo não apenas por ser um dos principais mecenas da MPB, mas sobretudo por ligar a marca à qualidade. "O edital me deu oportunidade não apenas de levar meu trabalho para fora daqui como também de viabilizar a gravação de um disco como eu queria. É um passo muito importante na minha carreira", comenta o cantor e compositor, que conquistou público cativo em Pernambuco, sem alarde, deixando que sua música falasse por si e por ele. A aprovação no edital fez com que tivesse à sua disposição dois dos mais requisitados produtores da atualidade, Carlos Eduardo Miranda e Kassin, que aparentemente não tinham muito a ver com a opção de Zé Manoel pela MPB de melodias e harmonias requintadas e letras engenhosas, sem regionalismo nem seguir tendências do pop internacional.




Os dois o deixaram à vontade, usaram uma formação instrumental básica de trio de jazz ­ piano, baixo (Kassin) e bateria (Tutty Moreno), com intervenções dos maestros Letieres Leite (BA), Mateus Alves (PE) e Fabio Negroni (RJ). Canção e Silêncio define bem o novo álbum. No disco de estreia, de quatro anos atrás, as influências da MPB elegante de Tom Jobim, Edu Lobo ou Baden Powell eram mais palpáveis, as letras e melodias mais diretas. Canção e Silêncio é um disco conceitual, alicerçada pela história trágica de pescador que perde o filho para as águas do mar. O show, por sua vez, é a história de um artista singular, que faz um tipo de música que o brasileiro desaprendeu a fazer, mas felizmente não a escutar. Canção e Silêncio, com Zé Manoel. Hoje, no Santa Isabel às 20h30. Ingressos: R$ 40 e R$ 20. Telefone: 3355­ 3323

TEATRO Sinatra era fora do comum, diz Bibi Ferreira

Atriz se apresenta no Teatro Guararapes neste sábado (7) com show em homenagem ao astro 

norte-americano

Publicado em 04/11/2015, às 07h54


Mateus Araújo


mateus@jc.com.br

Bibi Ferreira é a primeira mulher brasileira a cantar um repertório inteiro de Frank Sinatra / Divulgação


Bibi Ferreira é a primeira mulher brasileira a 


cantar um repertório inteiro de Frank Sinatra


Divulgação

A voz de Bibi Ferreira é uma das maiores preciosidades que o Brasil tem – há de se perdoar o clichê da afirmação, mas não poderia ser diferente. Como pérola, a voz de Bibi brilha na composição de jóias raras dos musicais brasileiros. Em mais de 74 anos de carreira, essa voz já transitou com maestria e emoção pela poesia um dia cantada por Edith Piaf, pelos amores musicados por Gardel, e agora pela potência aveludada de Frank Sinatra. 
Em sessão única, no próximo sábado (7), no Teatro Guararapes, Bibi Ferreira volta a Pernambuco, cinco anos depois de ter trazido pela última vez o memorável Bibi Canta e Conta Piaf. Desta vez, ela vem para enveredar em um novo repertório. Aos 93 anos, deixando de lado o emocionante francês, agora  mergulha no irretocável inglês do compositor e cantor que celebraria 100 anos, no dia 12 de dezembro.

“Sinatra era um homem bem fora do comum. Era uma pessoa tão maravilhosa, fez tantos filmes, e me apaixonei por ele. Aliás, toda mocinha que ia ver os filmes dele, sempre se apaixonava”, conta a atriz, por telefone, ao Jornal do Commercio. Fã de musicais hollywoodianos, pelos quais se encantou ainda aos 13, 14 anos, Bibi é a primeira mulher brasileira a fazer um show inteiramente dedicado ao astro americano. “Eu precisava fazer essa homenagem a ele”, confessa.

Bibi Ferreira Canta Repertório Sinatra estreou em setembro do ano passado, em São Paulo, e passou por Vitória, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Sucesso de público na capital paulista, o espetáculo voltou à cena na cidade, em agosto deste ano – no dia marcado para a estreia, 3 daquele mês, Bibi Ferreira suspendeu a apresentação por causa de um mal estar. Dois dias depois, ela, enfim, subiu ao palco e cumpriu temporada até o final outubro, voltando, em seguida, à turnê, que chega hoje ao Guararapes. 

Admiradora confessa do compositor pernambucano Capiba, a intérprete conta em entrevista que a sua volta a Pernambucano é marcada pela alegria. “Eu tenho uma paixão pelo Recife. Essa é uma cidade lendária. Há muitos anos vou ao Recife, e sempre levei para a cidade as comédias, com texto brasileiro. Foi sempre uma cidade muito linda, onde fui bem recebida. É uma cidade tão bela, com esses rios”, elogia. 




Neste show, acompanhada por um quinteto musical, Bibi passeia pelos principais sucessos de Sinatra. A seleção, a dedo, foi feita pela própria atriz junto com o empresário dela, Nilton Raman, e o maestro Flávio Mendes. Músicas como I’ve Got You Under My Skin, My Way,  Someone to Light Up My Life, Rock Around the Clock e, claro, New York, New York estão no repertório. A pitada brasileira vem pela Bossa Nova, paixão de Frank Sinatra, que o levou a gravar vários sucessos do maestro Tom Jobim, em interpretações majestosas do norte-americano. 

Incontestavelmente o grande símbolo vivo do teatro nacional, cuja voz já emprestou ao repertório de fenômenos da música mundial, Bibi ainda se diz nervosa sempre diante de um novo trabalho. “É sempre uma responsabilidade muito grande que o artista tem. Principalmente quando variamos, quando saímos de repertório para outro. É sempre muito arriscado”, afirma. “Mas existe muita gente boa que me incentiva muito”, completa ela. Em fevereiro, Bibi leva a Nova York, terra do seu homenageado, o show celebrativo. 

Com quase um século de vida, a atriz não pestaneja e faz planos para o futuro, sem medo: em 2017, ela deve estrear um espetáculo com canções do baiano Dorival Caymmi. “Ele é dono de um repertório muito lindo e vasto. Composições que cantam o Brasil.” Além disso, em paralelo à atual turnê, a artista finaliza o CD e o DVD do seu último show, Histórias e Canções, gravado ao vivo, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Débitos » Câmara aprova MP de quitação de débitos tributários

As empresas poderão solicitar a adesão ao Prorelit até 30 de novembro deste ano. A
matéria seguiu para o Senado Federal

Publicação: 03/11/2015 20:55 Atualização:

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira, 3, a Medida Provisória 685/2015, que institui o Programa de Redução de Litígios Tributários (Prorelit). Considerado mais uma medida do ajuste fiscal, ele permite aos contribuintes quitar, com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), débitos tributários vencidos até 30 de junho de 2015, devendo pagar parte em dinheiro e o restante com créditos de prejuízos fiscais. As empresas poderão solicitar a adesão ao Prorelit até 30 de novembro deste ano. A matéria seguiu para o Senado Federal.

O texto-base - aprovado por 300 votos a favor e 87 contra - foi o parecer do relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), e teve mudanças em relação à proposta original enviada pelo governo. Segundo o texto aprovado em plenário, pelo menos 30% da divida deverá ser paga em espécie pelo contribuinte. O restante poderá ser pago usando créditos próprios de prejuízos fiscais e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Pela matéria original, o Executivo queria que, no mínimo, 43% do valor da divida fossem pagos em dinheiro.

Emendas e destaques
Outra mudança ao texto original da MP foi aprovada por meio de destaque apresentado pelo PPS. O destaque retirou do texto original artigos que davam mais poder à Receita para combater a chamada elisão fiscal, ou seja, quando empresas usam brechas da legislação para pagar menos tributo ou não pagá-lo. Pelo texto retirado, as companhias seriam obrigadas a informar ao Fisco seu planejamento tributário, ou seja, enviar informações à Receita sobre como estavam se programando para pagar seus tributos. A retirada do trecho foi aprovada por 239 votos a 179, marcando mais uma derrota ao governo. 

Deputados também aprovaram, em plenário, emenda apresentada pelo do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) ao projeto original, permitindo o Executivo aumentar, por decreto, taxas como da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal, Associação Nacional de Saúde (ANS), desde que somente uma vez por ano e tendo como teto o porcentual de variação do o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A aprovação, por 201 votos a 200, foi uma derrota ao governo, que não desejava um teto para reajustar as taxas 

Desoneração
Na votação, o plenário também aprovou destaque apresentado pelo PT à MP 685/2015 que retirava do texto original dispositivo que mantinha em 2% a alíquota incidente sobre a receita bruta que empresas de transporte de passageiros deveriam pagar ao INSS. Dessa forma, prevaleceram os 3% de alíquota previstos para entrar em vigência a partir de 1º de dezembro deste ano. O destaque foi aprovado em votação simbólica e representou uma vitória ao governo, que defendia os 3%. 

Durante a votação, parlamentares ainda rejeitaram emenda do deputado Alex Canziani (PTB-PR) que impedia a União de cobrar impostos federais sobre montantes que as empresas conseguiram com renúncias fiscais de ICMS. A emenda, rejeitada por 235 votos a 200, valeria inclusive se o incentivo não tivesse amparo unânime do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O plenário também rejeitou emenda que permitia às empresas deduzirem os prejuízos fiscais e outras deduções legais até 100% da base de cálculo da CSLL.

Polícia » Mãe é suspeita por morte de criança em pula-pula em Barra de Sirinhaém

Menino de três anos sofreu traumatismo cranioencefálico. A suspeita de morte por asfixia 

dentro do pula-pula foi descartada pela polícia





Publicação:03/11/2015 23:14

Patrícia Maria (de cinza) é suspeita de ter espancado o próprio filho até a morte. Foto: TV Clube/Record/Reprodução

Patrícia Maria (de cinza) é suspeita de ter



espancado o próprio filho até a morte.


 Foto: TV Clube/Record/Reprodução

A mãe do menino de três anos encontrado morto no pula-pula inflável de um parque de diversões em Barra de Sirinhaém, no Litoral Sul de Pernambuco, Patrícia Maria da Silva, de 24 anos, passou a ser investigada como a principal suspeita de matar o garoto. Perícias comprovaram que a criança não morreu asfixiada, como se pensava inicialmente. O pequeno Paulo Henrique Ferreira morreu em decorrência de um espancamento. O delegado responsável pelo caso, Carlos Lopes, colheu um novo depoimento da mulher nesta terça-feira para esclarecer as contradições do primeiro depoimento.



De acordo com o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), o menino morreu em virtude de um traumatismo cranioencefálico e raquimedular, o que significa pancadas na cabeça e na coluna vertebral. Para o delegado, o corpo da criança provavelmente foi colocado dentro do brinquedo. “O pula-pula não tem instrumento pérfuro-contudente, é feito de lona e plástico, então a criança não poderia ter se ferido na brincadeira”, explicou.

No segundo depoimento, a mãe de Paulo Henrique voltou a negar participação em qualquer agressão sofrida pelo filho. Em entrevista à TV Clube/Record, Patrícia deu sua versão sobre o que pode ter acontecido. “Para mim, deve ter pau. Acho que na primeira pancada que deram ele desmaiou”. A mãe do garoto também não foi ao sepultamento. 

Segundo o delegado, a mulher entrou em contradição quando disse que estava catando latinhas quando o filho desapareceu. “Uma criança de dez anos disse que brincava com o menino no pula-pula enquanto a mãe bebia em um bar próximo. Depois o menino deixou a criança com ela e foi embora”, acrescentou o policial.

Carlos Lopes disse, ainda, que uma adolescente com 17 anos afirmou que o menino não estava no pula-pula quando ela ajudou a fechar o brinquedo, pertencente a Maria Nazaré Bezerra, 50, também ouvida novamente nesta terça.

SÉRIE B América-MG vence Paysandu e vê acesso mais perto

Time de Givanildo Oliveira bateu o de Dado Cavalcanti por 3x1 no Independência

Publicado em 03/11/2015, às 22h31


Do JC Online

América-MG é o segundo colocado, com 60 pontos  / André Yanckous/Estadão Conteúdo



América-MG é o segundo colocado, com 60 pontos



André Yanckous/Estadão Conteúdo



O América-MG, de Givanildo Oliveira, deu uma passo grande rumo o acesso para a Série A. O Coelho venceu o Payandu por 3x1, nesta terça (3/11), no Independência, na abertura da 34ª rodada da Série B.

O time mineiro é o segundo colocado, com 60 pontos, cinco a menos do que o líder Botafogo. O Papão, de Dado Cavalcanti, é oitavo, com 52.
No outro jogo desta noite, o Bragantino fez 3x1 em casa no já rebaixado Mogi Mirim, subiu para 54 pontos e assumiu o quarto lugar. 

CORRUPÇÃO Marin é extraditado para os EUA, informa governo da Suíça

O cartola concordou na semana passada em ser transferido para o território americano

Publicado em 03/11/2015, às 15h40


Da Folhapress

Marin, 83, estava preso em Zurique desde o dia 27 de maio, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado a direitos de transmissão e marketing de competições / Foto: Ricardo Stuckert/CBF




Marin, 83, estava preso em Zurique desde o dia 27 de maio,




 acusado pelas autoridades americanas de



envolvimento em um esquema de corrupção



relacionado a direitos de transmissão




 e marketing de competições




Foto: Ricardo Stuckert/CBF





O governo da Suíça informou que o ex-presidente da CBF José Maria Marin foi extraditado nesta terça-feira (3) para os Estados Unidos.


Em uma breve nota, o Departamento de Justiça da Suíça disse que dois policiais americanos o levaram escoltado de um voo de Zurique para Nova York. Não foram divulgados detalhes sobre o voo.


Marin, 83, estava preso em Zurique desde o dia 27 de maio, acusado pelas autoridades americanas de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado a direitos de transmissão e marketing de competições. Foi detido com outros seis cartolas numa operação na véspera do congresso da Fifa.


O cartola concordou na semana passada em ser transferido para o território americano. Com isso, segundo o governo suíço, o processo de extradição foi acelerado. Segundo as autoridades suíças, Marin é acusado de receber "milhões de dólares de propina" de um esquema ligado a desvios de dinheiro de vendas de direitos de transmissão de torneios da Copa América de 2015, 2016, 2019 e 2023, além da Copa do Brasil entre 2013 e 2022. "Ele teria dividido esses subornos com outros dirigentes de futebol", afirma o governo suíço.


Os advogados de cartola negociam com as autoridades americanas uma espécie de prisão domiciliar, mediante a fiança, enquanto o brasileiro responde às acusações. Por ter imóvel na cidade americana, ele teria o mesmo benefício dado ao ex-presidente da Concacaf Jeffrey Webb, que aceitou ser transferido para os EUA em julho. A fiança pode chegar a pelo menos US$ 7 milhões.

A expectativa é que Marin seja levado inicialmente a uma prisão em Nova York antes de selar o acordo para prisão domiciliar.

O governo suíço já havia aprovado a extradição de outros cinco cartolas presos na mesma operação: o costarriquenho Eduardo Li, o venezuelano Rafael Esquivel, o britânico Costas Takkas, o uruguaio Eugenio Figueiredo e o nicaraguense Julio Rocha.

O escândalo levou à renúncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, no dia 2 de junho e à convocação de novas eleições na entidade em fevereiro de 2016. Suspeito de envolvimento na investigação conduzida pelos americanos, o presidente da CBF, Marco Polo del Nero, tem evitado deixar o Brasil, temendo ser alvo de um pedido de prisão no exterior.

CBF Marin dá R$ 56 milhões e apartamento para ficar em prisão domiciliar nos EUA

Marin se declarou inocente e sua esposa, Neusa Marin, teve de assinar documentos 



para garantir sua fiança



Publicado em 03/11/2015, às 22h41

Do JC Online

O ex-presidente da CBF é acusado de ter recebido e compartilhado propinas para a Copa do Brasil e para várias edições da Copa América / Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

O ex-presidente da CBF é acusado de ter recebido e



 compartilhado propinas para a Copa do Brasil e 



para várias edições da Copa América



Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Começou nesta terça-feira (03) o processo do ex-presidente da CBF José Maria Marin, que foi extraditado da Suíça para os Estados Unidos. Ele foi oficialmente acusado de fraude, conspiração e lavagem de dinheiro, com a possibilidade de ser condenado a 20 anos de prisão. Mas, por um acordo, deu US$ 15 milhões (R$ 57,88 milhões) em garantias e vai poder acompanhar o processo em prisão domiciliar. Marin já dormiu em casa nesta terça.


Marin se declarou inocente e sua esposa, Neusa Marin, teve de assinar documentos para garantir sua fiança. Seu apartamento na Quinta Avenida, em Nova York, avaliado em US$ 3,5 milhões (R$ 13,5 milhões), também foi confiscado como parte das garantias e ele teve de entregar mais US$ 1 milhão (R$ 3,85 milhões).


A primeira audiência durou poucos mais de 20 minutos e um novo encontro foi marcado para o dia 16 de dezembro. Abatido, Marin chegou a pedir para sentar e tomar água, o que fez o juiz o questionar se ele estava bem. Sua esposa, Neusa, tentava tranquiliza-lo.


Ambos assinaram as garantias e o juiz insistiu que, se Marin não cumprisse o acordo, o dinheiro seria confiscado. Ele apenas poderá sair de seu apartamento para ir ao advogado, médico, igreja e comprar comida, sempre com o sinal verde da Justiça.

Por um acordo, o ex-presidente da CBF ainda ficará proibido de manter qualquer tipo de contato com Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero até o fim do processo, o que pode levar anos. Em troca, poderá aguardar em prisão domiciliar. Ele também não poderá ter contatos com pessoas da Traffic e outras empresas envolvidas no escândalo.


Diante do juiz, Marin viu sua mulher pela primeira vez em meses. Ao final da audiência, se abraçaram de forma emocionada e longamente. Ele vestia um casado azul e calça preta. Ela, apenas uma roupa preta. Durante a audiência, Marin falou apenas quando declarou seu nome.


Horas antes, algemado e em classe econômica, ele embarcou em um voo desde Zurique, colocando um fim a mais de cinco meses de prisão na Suíça, desde 27 de maio. Ao chegar a Nova York, o brasileiro foi quase imediatamente levado à sua primeira audiência, com o juiz Raymond Dearie.


Um intérprete local foi convocado e Marin se declarou inocente. Mas terá de colaborar com a Justiça. Ele aceita, pelo acordo, "colaborar" com a investigação, além de ter colocado uma parte significativa de seus bens nas mãos da Justiça.


Por enquanto, Marin não tem obrigação de delatar ninguém. Mas a Justiça norte-americana garante que voltará a propor isso ao ex-dirigente. Um dos focos é o de traçar o envolvimento de Kleber Leite, proprietário da Klefer, empresa que mantém relações com a CBF, Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira com as irregularidades.

BLINDAGEM - A viagem de Marin para os Estados Unidos foi blindada pelas autoridades suíças e norte-americanas. A extradição apenas foi anunciada quando o avião aterrissou em Nova York. Sua esposa sequer pôde ir ao aeroporto e ficou aguardando no apartamento do casal, em Manhattan. No avião, dois policiais norte-americanos o acompanharam.

O ex-presidente da CBF é acusado de ter recebido e compartilhado propinas para a Copa do Brasil e para várias edições da Copa América. Marin terá de pagar por todo privilégio que solicitar. Em seu apartamento, usará uma tornozeleira eletrônica e terá de contar com seguranças privados 24 horas por dia. Mas a empresa contratada para prestar o serviço cobrará pelo uso do dispositivo e será o brasileiro quem pagará por ela.

Marin foi o último entre os sete cartolas da Fifa presos em maio a ter seu caso avaliado pelos suíços. Foi a negociação para sua prisão domiciliar que acabou atrasando uma definição sobre o brasileiro que, em junho, havia entrado com recurso na Suíça para não ser extraditado. Enquanto isso, seus advogados se lançaram em um diálogo com o Departamento de Justiça para garantir que, em uma ida aos Estados Unidos, o ex-presidente da CBF receberia certos privilégios. Por isso seu processo levou mais de cinco meses.


Com todos os aspectos solucionados, a Justiça suíça então convocou Marin para uma audiência na terça-feira passada e o questionou se ele estaria disposto a ir voluntariamente aos Estados Unidos. A resposta foi "sim".