Prefeito
reeleito de Olinda é acusado de pagamento material com cheques sem ser da
campanha (Foto: Hesíodo Góes)
Por Carol
Brito
Da Folha de
Pernambuco
Um mês e
meio após o fim do primeiro turno das eleições em Olinda, o prefeito reeleito
Renildo Calheiros (PCdoB) enfrenta uma denúncia de irregularidades na sua
campanha. Os proprietários da Calex Gráfica Ltda o acusam de não efetuar
pagamentos de dívidas referentes à confecção de materiais como banners, faixas
e ilhões (tipo de banner) tanto para a sua candidatura quanto de vereadores da
coligação Frente Popular. Além disso, o valor dos serviços prestados pela
empresa não batem com os informados na sua prestação de contas, conforme dados
disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o advogado da
gráfica, José Pessoa, há indícios de caixa dois no caso.
As suspeitas
tiveram início quando, de acordo com o representante jurídico, o prefeito
deixou de pagar as dívidas com cheque da campanha para fazer os acertos em
dinheiro ou com cheques em nome de terceiros. “Ele só pagou uma vez com cheque
de campanha e a gente foi se preparando porque poderia ser cheque de caixa
dois, e meus clientes poderiam não receber. O pessoal ficou preocupado com a
origem do dinheiro”, revelou Pessoa. Os empresários pretendem ingressar com uma
ação de cobrança na Justiça, na próxima segunda-feira.
Clique nas imagens e vejas as notas fiscais emitidas em nome da campanha do comunista
Clique nas
imagens e vejas as notas fiscais emitidas em nome da campanha do comunista
Segundo o
balanço final da campanha apresentado pelo comunista e disponível no Sistema de
Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) do site do TSE, as despesas do candidato
com a gráfica têm dois lançamentos: um no valor de R$ 54.986,40 e outro de R$
50 mil. No entanto, notas fiscais anexadas ao processo apontam valores bem mais
altos.
Entre elas,
estão notas de R$ 128.268,00 e R$ 200.088,00. No total, o advogado José Pessoa
aponta que a campanha solicitou serviços que custaram R$ 534.028, 911 somente
com material gráfico. Em um dos documentos para contratação do serviço da
gráfica ainda consta um pedido de duas mil faixas ao custo de R$ 47.600,00 e
três mil banners por R$ 39.270,00.
No processo
também constam dezenas de recibos e protocolos de entrega de material de
campanha com a assinatura de pessoas supostamente ligadas à campanha de
Renildo. Os empresários chegaram a cogitar a possibilidade de entrar com um
pedido de cassação de diploma do prefeito, contudo, a solicitação só pode feita
por partidos políticos, coligação, candidato e Ministério Público Eleitoral
(MPE).


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