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sábado, 17 de novembro de 2012

Em Olinda, Renildo é suspeito de caixa dois Publicado por José Accioly, em 17.11.2012 às 08:31


Prefeito reeleito de Olinda é acusado de pagamento material com cheques sem ser da campanha (Foto: Hesíodo Góes)

Por Carol Brito

Da Folha de Pernambuco

Um mês e meio após o fim do primeiro turno das eleições em Olinda, o prefeito reeleito Renildo Calheiros (PCdoB) enfrenta uma denúncia de irregularidades na sua campanha. Os proprietários da Calex Gráfica Ltda o acusam de não efetuar pagamentos de dívidas referentes à confecção de materiais como banners, faixas e ilhões (tipo de banner) tanto para a sua candidatura quanto de vereadores da coligação Frente Popular. Além disso, o valor dos serviços prestados pela empresa não batem com os informados na sua prestação de contas, conforme dados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o advogado da gráfica, José Pessoa, há indícios de caixa dois no caso.

As suspeitas tiveram início quando, de acordo com o representante jurídico, o prefeito deixou de pagar as dívidas com cheque da campanha para fazer os acertos em dinheiro ou com cheques em nome de terceiros. “Ele só pagou uma vez com cheque de campanha e a gente foi se preparando porque poderia ser cheque de caixa dois, e meus clientes poderiam não receber. O pessoal ficou preocupado com a origem do dinheiro”, revelou Pessoa. Os empresários pretendem ingressar com uma ação de cobrança na Justiça, na próxima segunda-feira.






























































































Clique nas imagens e vejas as notas fiscais emitidas em nome da campanha do comunista


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Segundo o balanço final da campanha apresentado pelo comunista e disponível no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) do site do TSE, as despesas do candidato com a gráfica têm dois lançamentos: um no valor de R$ 54.986,40 e outro de R$ 50 mil. No entanto, notas fiscais anexadas ao processo apontam valores bem mais altos.

Entre elas, estão notas de R$ 128.268,00 e R$ 200.088,00. No total, o advogado José Pessoa aponta que a campanha solicitou serviços que custaram R$ 534.028, 911 somente com material gráfico. Em um dos documentos para contratação do serviço da gráfica ainda consta um pedido de duas mil faixas ao custo de R$ 47.600,00 e três mil banners por R$ 39.270,00.

No processo também constam dezenas de recibos e protocolos de entrega de material de campanha com a assinatura de pessoas supostamente ligadas à campanha de Renildo. Os empresários chegaram a cogitar a possibilidade de entrar com um pedido de cassação de diploma do prefeito, contudo, a solicitação só pode feita por partidos políticos, coligação, candidato e Ministério Público Eleitoral (MPE).

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