PE247– A pior seca dos últimos 30 anos que assola o Nordeste continua fazendo estragos no Estado de Pernambuco. O último balanço da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), dos 184 municípios pernambucanos, 125 estão em situação de emergência - sendo 117 reconhecidos pelo Governo Federal. A estiagem afeta diretamente cerca de 1,2 milhão de pessoas nas Zonas da Mata, Agreste e Sertão. Além dos problemas relacionados a falta de chuva, os municípios amargam uma queda de até 22% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM, o que agrava a situação. E a situação para os próximos meses é considerada de indefinição, já que os dados climáticos disponíveis não conseguem apontar se as chuvas chegarão em breve aos locais afetados pela estiagem.
Hoje, boa parte dos habitantes residentes nas áreas atingidas sobrevivem basicamente do dinheiro proveniente de programas sociais como o Bolsa Família, do Governo Federal, e do Chapéu de Palha, do Governo do Estado. Na Zona da Mata, próxima ao litoral e conhecida pelos seus extensos canaviais, a produção de cana registra uma queda de cerca de 17%, o que tem levado a um desemprego crescente junto aos agricultores.
A situação é tão grave que, segundo a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) cerca de 150 prefeituras suspenderam o atendimento ao público na semana passada como forma de protestar pela queda nos repasses do FPM e contra a atual condução das políticas de combate à seca. A pressão, exercida juntamente municípios de outros estados afetados, principalmente pela redução nos repasses financeiros, levou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a anunciar um pacote de socorro de quase R$ 2 bilhões. Uma nova reunião entre a ministra e os gestores municipais está prevista para o próximo dia 29.
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