Quarta-feira, 06 de Abril de 2016
Da Redação
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Deu pra ti, Eduardo Cunha. A opção de enfrentamento ao ministro do STF, Marco Aurélio Mello, pode custar muito ao poderoso Eduardo Cunha. Irritado com a decisão do ministro de incluir Michel Temer no processo de impeachment de Dilma, Cunha alardeou que não aceitaria a "intromissão" e pedir que o plenário do Supremo decidisse. Mais do que isso, em tom de
Da Carta Capital
Azedou de
Após as declarações de que poderia não cumprir a decisão do ministro Marco Aurélio Mello em dar andamento ao
A expectativa é que Teori Zavascki levasse o caso ao plenário apenas após a votação do afastamento da presidente Dilma Rousseef, mas o clima mudou completamente nas últimas 24 horas.
O posicionamento de afrontamento de Cunha contra Marco Aurélio foi visto como a gota d'agua. Integrantes da força-tarefa da Lava Jato, caso o afastamento seja autorizado, estudam agora um pedido de prisão contra o parlamentar, em moldes semelhantes ao que foi feito contra o senador Delcídio Amaral.
A situação de Cunha piorou nas duas últimas semanas desde que os
Dentro da Corte aguarda-se que a força-tarefa, em 1ª instância, tome providências contras as duas investigadas assim como foi feito contra a família de Lula ao incluí-los dentro do inquérito que apura a conduta do ex-presidente.
Ministros têm criticado reservadamente o juiz Sérgio Moro por conta do que consideram "arroubos" judiciais desde que foi autorizado a condução coercitiva do ex-presidente e a divulgação ilegal das escutas da presidente Dilma Rousseff.
Caso Moro e a força-tarefa não caminhem de forma isonômica neste caso, a perda de apoio na Suprema Corte poderá comprometer as futuras decisões do juiz de Curitiba não só no STF, como até em medidas administrativas e punitivas no Conselho Nacional de Justiça. A ver.

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