20 de abril de 2016 - 12h01
A presidenta Dilma Rousseff decidiu participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre a Mudança do Clima, na Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá nesta sexta-feira (22) em Nova York. A viagem já causa preocupação entre os conspiradores golpistas comandados pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB), pois ela denunciará o golpe em curso contra seu mandato legítimo.
Roberto Suckert Filho/PR
Dilma deve ir a Nova York nesta quinta (21) para participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, na ONU
Enquanto a grande imprensa brasileira tenta dar um verniz legalista ao golpe cometido pela Câmara dos Deputados, que aprovou o pedido de abertura do processo de impeachment contra Dilma sem fundamento jurídico, a imprensa internacional tem apontado que o pedido de afastamento é exclusivamente político e resultado da polarização.
Dilma deve ir a Nova York nesta quinta (21) para participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, na ONUEm entrevista coletiva para correspondentes internacionais de 56 países, nesta terça-feira (19), Dilma reiterou que Temer não tem legitimidade para assumir o país e que o processo de impeachment é uma farsa.
“É estarrecedor que um vice-presidente, no exercício do mandato, conspire contra a presidenta abertamente. Em nenhuma democracia do mundo, uma pessoa que fizesse isso seria respeitada”, afirmou Dilma.
E acrescentou: “É o golpe em que se usa de uma aparência de processo legal e democrático para perpetrar um crime que é a injustiça. Praticam comigo o jogo do ‘quanto pior, melhor’. Pior para o Brasil, melhor para a oposição. E praticam isso por meio de pautas-bomba. Também me sinto injustiçada por não me permitirem que governasse num clima de estabilidade política. Saio dessa questão dos atos com a consciência tranquila porque pratiquei atos que são praticados por todos os presidentes da República”.
Publicações como o Der Spiegel (Alemanha), The Economist (Inglaterra), El País(Espanha), Público (Portugal), The Guardian (Inglaterra), Página 12 (Argentina) e até mesmo a rede de televisão Al-Jazeera, entre outras, denunciam a ameaça contra a democracia brasileira.
Sob o título “A crise institucional no Brasil: Um golpe frio”, o jornal alemão Der Spiegel disse que a Rede Globo atua em defesa do golpe. “Parte da oposição e da Justiça agem, juntamente com a maior empresa de telecomunicações TV Globo, para estimular uma verdadeira caça às bruxas que tem como alvo o ex-presidente Lula”, disse o jornal.
Ambulante a Temer: Golpista!
A declaração da presidenta ganha força junto à população que não apoia o golpe. Nesta terça, um ambulante que estava em frente ao seu escritório em São Paulo, o chamou de “traidor” e “golpista.
Temer está em São Paulo onde se reúne com a cúpula da legenda. A reunião tenta buscar uma saída para dar uma fachada legal ao “gabinete dos sem voto”. Segundo fontes da grande imprensa, aliados de Temer preparam, com a ajuda do jornalista Thomas Traumann e do embaixador e ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Amaral, um discurso para camuflar o golpe.
Temer cogita dar entrevistas a correspondentes estrangeiros, além de escalar FHC para defender o seu golpe. Dizem as más línguas, que ele também já gravou um áudio com tradução simultânea para vazar à imprensa internacional.
Do Portal Vermelho, Dayane Santos

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