Ruy Muniz e secretária de saúde, que também foi detida, teriam, segundo investigações tentado inviabilizar a existência de hospitais públicos; a intenção era beneficiar uma instituição particular, que seria do político

PUBLICADO EM 18/04/16 - 09h11
O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, e a secretária de saúde da cidade, Ana Paula de Oliveira Nascimento, foram presos na manhã desta segunda-feira (18). De acordo com a Polícia Federal (PF), as prisões aconteceram durante a operação “Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde”. As investigações apontaram que, direta e indiretamente, o político e a secretária procuraram inviabilizar a existência e o funcionamento do Hospital Universitário Clemente Faria, Santa Casa de Misericórdia, Fundação Aroldo Tourinho e Fundação Dilson Godinho.
| FOTO: UARLEN VALÉRIO |
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| Hospital público foi prejudicado pelos investigados, segundo investigações |
A intenção dos suspeitos seria beneficiar o Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira, uma instituição particular comandada pelo prefeito e seus familiares. Ao todo, a operação cumpriu simultaneamente oito mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão, nas residências dos suspeitos, dois de busca pessoal, para apreensão de celulares e smartphones dos dois, além dos mandados de prisão preventiva.
O político, que está em Brasília, e a secretária, detida em Montes Claros, já foram denunciados junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e vão responder por crimes de falsidade ideológica majorada, dispensa indevida de licitação pública, estelionato majorado, prevaricação e peculato. Caso sejam condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos.
Segundo a corporação, mais detalhes do caso será repassado à imprensa no início da tarde durante uma coletiva de imprensa.
Procurada pela reportagem de O TEMPO, a prefeitura da cidade informou que recebeu apenas uma nota da PF em relação à operação, mas, oficialmente, ainda não comenta a prisão do político.
Consultas suspensas
De acordo com a PF, em 2015, os investigados fizeram a retirada de cerca de 26 mil consultas especializadas e 11 mil exames dos hospitais, que atendem pelo Sistema Único de SUS uma população de aproximadamente 1.600.000 pessoas, distribuídas nos 86 municípios situados no Norte de Minas Gerais.
Ainda conforme as denúncias, o prefeito teria usado indevidamente verbas públicas.
Atualizada às 10h01

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