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sábado, 16 de abril de 2016

Revista Brasileiros De que lado eles estão?




“Estou aqui em defesa intransigente da democracia. Vejo gente  da minha geração que viveu o dia 31 de março  de 1964. Vejo também  uma imensa juventude  que nem era nascida,  mas que conhece a história  do Brasil. Estou aqui para agradecer vocês, que me animam acreditar que não, de novo não, não vai ter golpe!”Chico Buarque, Cantor, compositor e escritor. Foto: Rebeca Belchior/Cuca da Une em discurso proferido durante  ato realizado na Cinelândia, RJ, em 31 de março de 2016. Foto:  Rebeca Belchior/Cuca da UNE
“Estou aqui em defesa intransigente da democracia. Vejo genteda minha geração que viveu o dia 31 de 
março de 1964. Vejo também uma imensa juventude que nem era nascida,mas que conhece a história do 
Brasil. Estou aqui para agradecer vocês, que me animam acreditar que não, de novo não, não vai ter 
golpe!”Chico Buarque, Cantor, compositor e escritor. Foto: Rebeca Belchior/Cuca da Une em discurso 
proferido durante ato realizado na Cinelândia, RJ, em 31 de março de 2016. Foto: Rebeca Belchior/Cuca da 
UNE

Em 26 de junho de  1968,
 na linha de frente da manifestação contra a ditadura que entrou para a história como Passeata dos Cem Mil, estavam artistas como Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Gilberto Gil, Nana Caymmi, Nara Leão, Caetano Veloso, Tônia Carrero e Milton Nascimento.
Quase 48 anos depois, a história se repete. Desde 2 de dezembro de 2015, quando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, autorizou a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, artistas de diversas áreas têm se posicionado nas ruas e nas redes sociais. De um lado, contra Dilma, estão nomes como Suzana Viera, Marcelo Serrado, Juliana Paes, Luana Piovani, Malvino Salvador, Alexandre Frota, Lobão e Regina Duarte. A favor da presidenta e da democracia, entre outros, Julia Lemmertz, 
Milton Hatoum, Matheus Nachtergaele, Céu, Criolo, Xico Sá, Zé Celso, Chico César e Elza Soares.
A seguir, reunimos depoimentos exclusivos à Brasileiros e opiniões viralizadas na internet.
“Depois de tirar a Dilma e prender a corja,  só as dez medidas contra a corrupção nos protegerão das futuras jararacas. Porque bandido nunca vai deixar de existir.” Luana Piovani – Atriz, em vídeo publicado em sua conta no Instagram 
“Por muito menos Nixon caiu nos EUA.  Sou a favor da renúncia já. Golpe foi o que acabou de acontecer com a ida do Lula para  o ministério, a fim de fugir de um processo  em primeira instância do juiz Sergio Moro.” Nelson Leirner – Artista plástico, em depoimento à Brasileiros
“Para quem viveu o golpe de 1964 e o AI-5  é muito triste ver o Brasil regredir desse jeito. Em vez de tolerância, negociação e busca  por pontos de confluência, estamos vendo  o oposto: a ilegalidade, a intolerância,  o ódio, a destruição do outro. Sérgio Sister – Artista plástico, em depoimento à Brasileiros
“Uma coisa que está ficando  cada vez mais clara – e espero  que também fique suficientemente claro para a sociedade brasileira – é a tentativa de impedimento  da presidente. Um delírio  político, que tenta legitimar  uma aventura jurídica.” Gilberto Gil - Cantor e compositor, em discurso  proferido no Circo Voador, no RJ, em 7 de dezembro de 2015
“O País vive um Estado policialesco movido por ódio político. Você, que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia, não pode  se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro.” Wagner Moura- Ator, em excerto do artigo Pela Legalidade, publicado no jornal Folha de S.Pauloem 30 de março de 2016
“Comecei a saber mais sobre o comunismo, os métodos dessa ideologia e de toda a nojeira que é o PT. Decidi que eu tinha a obrigação moral de me posicionar a favor dos que sabem que o Brasil tem potencial para crescer e que o caminho não é o do populismo vil, que usa os pobres para se locupletar no poder.” Roger Rocha Moreira - Líder do grupo Ultraje a Rigor, em texto publicado no Twitter
“O Brasil tá ‘viadinho’  demais. Gosto muito das ideias do Bolsonaro. O Brasil está precisando de uma ação mais casca grossa, de botar mais o pau na mesa. Tá na hora de a gente mudar muita coisa.” Alexandre Frota - Ator, em depoimento ao coletivo Jornalistas Livres durante manifestação pró-impeachment
“O que vai mudar o Brasil é a sua presença na rua. A massa de brasileiros indignados é que vai fazer esses caras criarem vergonha na cara. Ausente-se do churrasco, não faça comemoração nenhuma, porque esse é um dia de convocação geral, como se fosse uma guerra, uma guerra de civilidade, mas de presença. Sua presença será o tiro de misericórdia que o governo precisa para cair.” Lobão, cantor e compositor, em convocação para os protestos pró-impeachment de 13 de março de 2016. Foto: Reprodução/YouTube/Consciência Patriótica
“O que vai mudar o Brasil é a sua presença na rua. A massa de brasileiros indignados é que vai fazer esses 
caras criarem vergonha na cara. Ausente-se do churrasco, não faça comemoração nenhuma, porque esse é 
um dia de convocação geral, como se fosse uma guerra, uma guerra de civilidade, mas de presença. Sua 
presença será o tiro de misericórdia que o governo precisa para cair.” Lobão, cantor e compositor, em 
convocação para os protestos pró-impeachment de 13 de março de 2016. Foto: 
Reprodução/YouTube/Consciência Patriótica
 “No meio de tanta complicação, de tanta coisa para interpretar, de tantas novidades difíceis de metabolizar, uma coisa deve ficar certa, temos que defender o que conquistamos com muita dificuldade: a democracia.” Caetano Veloso - Cantor e compositor, em depoimento no vídeo Todos pela Democracia, idealizado pelo produtor musical Daniel Ganjaman
“A campanha dos grandes meios de comunicação transformou a imagem do governo do PT em puro banditismo e isso acirrou os ânimos da elite. É a velha história: quando há uma crise difusa, é muito prático escolher um alvo objetivo e acreditar que, uma vez que ele seja destruído, todos os problemas serão resolvidos.” Anna Muylaert - Cineasta, em depoimento à Brasileiros
“É sabido que o presidente da República, os governadores e outras autoridades têm o comando do Exército, das polícias e de todas as forças executoras. Minha dúvida é a seguinte: quando o novo governo tomar posse, ainda haverá um STF? E, se houver, ainda poderá atuar com a força de que o atual está investido?” Tom Zé - Cantor e compositor, em excerto de Carta Aberta do Tom Zé aos Excelentíssimos Senhores Ministros do STF
“Os que insistem no afastamento da presidenta atropelam a legalidade subvertendo o Estado Democrático de Direito. Os que tentam promover a saída de Dilma arrogam-se hoje, sem qualquer pudor, como detentores da ética, mas serão execrados amanhã.” Raduan Nassar - Escritor, em discurso proferido durante ato de artistas e intelectuais, realizado em Brasília, em apoio a Dilma Rousseff
Link curto: http://brasileiros.com.br/gJFIf

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