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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ministério Público de Contas de Pernambuco

JORNAL DO COMMERCIO

Fundarpe atende recomendação do TCE de Pernambuco para reformar MAC de Olinda
Prédio principal do Museu de Olinda está fechado desde 2016 e nome da empresa vencedora será divulgado dia 27 deste mês
Prédio principal do MAC está fechado e cheio de problemas na estrutura. Somente galeria de Teresa Costa Rêgo está em funcionamento
Fechado ao público desde meados de 2016, o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), localizado em Olinda, ganha novo alento. A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), atendendo à recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), abriu licitação para contratar uma empresa que vai realizar obras de recuperação e reforço da estrutura do Museu. Hoje, o prédio principal do museu está fechado, somente a Galeria da pintora Tereza Costa Rêgo encontra-se em funcionamento.
O edital de licitação para contratação da empresa responsável pela obra foi publicado semana passada, no Diário Oficial do Estado.
O nome da empresa vencedora que fará a reforma do MAC será divulgado no próximo dia 27 de abril, data em que acontece a disputa de preços por meio de Pregão Eletrônico.
Ao ser informada da situação de abandono em que se encontrava o equipamento, a conselheira Teresa Duere enviou um Alerta de Responsabilização à presidente da Fundarpe, Márcia Souto, cobrando a adoção imediata de providências. A conselheira solicitou também que o Ministério Público de Contas acionasse judicialmente os responsáveis pela degradação e abandono do patrimônio.
AUDITORIA
A situação em que se encontra o MAC foi revelada por meio de uma auditoria especial feita pelo Tribunal de Contas em junho de 2016. Os técnicos encontraram sérios problemas estruturais no prédio, que colocavam em risco o acervo, os funcionários e os frequentadores do Museu.
O prédio, construído em 1765, é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e abriga um dos mais importantes acervos de arte contemporânea das Américas, com mais de 4 mil obras de artistas como Cândido Portinari, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Burle Max, João Câmara, entre outros.
A equipe encontrou rachaduras, ferragens expostas, vazamento e desprendimento do reboco, além de vários pontos de infiltrações no local destinado à guarda dos trabalhos mais valiosos, entre eles o quadro “Enterro” de Cândido Portinari, cujo valor estimado, em 2010, chegava a 1 milhão de reais.
Os banheiros estavam sem condições de uso e a instalação elétrica, deteriorada, representava risco de incêndio.
Parte das dependências do museu teve de ser ocupada com o material que ficava guardado em duas edificações anexas, destinadas à reserva técnica.
Com cerca de 60 anos de existência, o MAC-PE é guardião do segundo melhor acervo de arte contemporânea da América Latina, diz Célia. “Quem faz essa afirmação é o professor de história da arte da Universidade de Brasília (UnB) Émerson Oliveira, que realizou pesquisas em museus vinculados ao Estado, como o MAC-PE. Ele disse que temos peças só encontradas aqui”, destaca a gestora.
Uma delas é um exemplar assinado por Adolph Gotllieb (1903-1974), pintor norte-americano considerado o precursor da arte
contemporânea. O quadro, com uma placa de bronze, fazia parte do acervo do jornalista e escritor Assis Chateaubriand (1892-1968). “O MAC foi criado a partir de uma doação de Chateaubriand”, declara.
(texto do site do JC, 19/04/2017)

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