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sábado, 14 de novembro de 2015

Ataque aéreo americano pode ter matado terrorista do Estado Islâmico

Jihad John aparecia decapitando reféns em vídeos. Três drones foram usados pela

inteligência americana e a britânica para procurar o terrorista.


Edição do dia 13/11/2015
13/11/2015 21h32


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Um ataque aéreo americanoà Síria pode ter matado um dos principais terroristas do grupo EstadoIslâmico, conhecido por decapitar reféns.
Jihadi John não era nenhum chefão dos terroristas, mas era o maior símbolo deles. Cada vez que ele aparecia cortando a cabeça de um refém, mostrava a dificuldade dos Estados Unidos e dos países aliados de parar o Estado Islâmico.
Pegar esse homem seria uma vitória simbólica numa guerra tão difícil. O grupo controla grandes áreas na Síria e no Iraque.
Mas encontrar Jihadi John seria um desafio. Os Estados Unidos não têm militares lutando em terra na Síria. Apenas nos aviões de guerra. E mal podem contar com aliados locais, que estão mais preocupados em derrotar o ditador Bashar al-Assad do que os terroristas. Para caçar Jihadi John, o governo americano decidiu usar olhos que enxergam à distância.
Os drones militares, aviões não-tripulados, são considerados pelo governo mais precisos do que os aviões. Têm câmeras, armamentos e são pilotados a quilômetros de distância. Foi com três drones que a inteligência americana e a britânica procuraram por Jihadi John. Até que, na quarta-feira (11), as câmeras mostraram o terrorista.
Segundo o Pentágono, ele estava em Raqqah, principal reduto do Estado Islâmico na Síria. Os militares viram quando ele saiu de um prédio e entrou num carro com outra pessoa. E deram o comando para que os drones disparassem dois mísseis contra esse carro.
Ainda vai levar algum tempo para a confirmação oficial. Mas o porta-voz da operação disse que "é praticamente certo" que Jihadi John morreu no ataque.
A identidade de Jihadi John foi revelada em fevereiro. O carrasco encapuzado era Mohammed Emwazi, de 27 anos. Nasceu no Kuwait, foi naturalizado britânico e cresceu nos arredores de Londres. Foi para a Síria em 2012.
O primeiro-ministro britânico David Cameron disse que atacar o terrorista foi um ato de defesa. "Era a coisa certa a fazer", disse.
O secretário de estado americano, John Kerry, mandou um recado ao Estado Islâmico: "Seus dias estão contados e vocês vão ser derrotados".

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