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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

GERAL Com 600 mortes em seis anos, Brasil é o que mais mata travestis e transexuais

Segundo o relatório, esses números apontam para um grave quadro de violência 


homofóbica no país



Fri Nov 13 16:42:00 BRT 2015 - Agência Brasil

Leo Pinheiro / Fotos Públicas

Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, publicado, em 2012,
 pela Secretaria de Direitos Humanos

O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no muno. Entre janeiro de 2008 e

 março de 2014, foram registradas 604 mortes no país, segundo pesquisa da organização

 não governamental (ONG) Transgender Europe (TGEU), rede europeia de organizações 

que apoiam os direitos da população transgênero.

“Infelizmente, são pouquíssimas [transexuais e travestis] que conseguem passar dos 35 anos de idade e envelhecer. Quando não são assassinadas, geralmente acontece alguma outra fatalidade”, conta Rafaela Damasceno, transexual que luta pelos direitos dessa população.
Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, publicado, em 2012, pela Secretaria de Direitos Humanos (hoje Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos 
Humanos) apontou o recebimento, pelo Disque 100, de 3.084 denúncias de violações relacionadas à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros), 
envolvendo 4.851 vítimas. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 166% no número de denúncias – em 2011, foram contabilizadas 1.159 denúncias envolvendo 1.713 vítimas.
Segundo o relatório, esses números apontam para um grave quadro de violência homofóbica no Brasil. “Foram reportadas 27,34 violações de direitos humanos de caráter 
homofóbico por dia. A cada dia, durante o ano de 2012, 13,29 pessoas foram vítimas de violência homofóbica”, diz o documento.

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