Páginas

Pesquisar este blog

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

GERAL Pelo menos 120 pessoas morreram em vários atentados sem precedentes cometidos em Paris

Em frente ao Le Bataclan, François Hollande anunciou um combate "implacável" aos 


terroristas


Fri Nov 13 21:11:00 BRT 2015 - AFP e Folhapress

MIGUEL MEDINA / AFP
A violência é a pior a atingir a França em décadas e apenas dez meses depois do ataque ao semanário satírico "Charlie Hebdo"
Pelo menos 120 pessoas morreram em vários atentados sem precedentes cometidos em Paris nesta sexta-feira, segundo um balanço provisório, declarou à AFP uma fonte próxima à investigação. Entre os mortos estão quatro terroristas. Três deles morreram quando a polícia entrou na casa de shows para pôr fim à tomada de reféns. O quarto terrorista se explodiu perto do Stade de France, completaram as fontes. Este é o maior atentado terrorista na Europa desde 1988.
    Em frente ao Le Bataclan, o presidente François Hollande anunciou um combate "implacável" aos terroristas. "Queremos estar entre aqueles que viram coisas horríveis, para dizer que vamos travar uma batalha e que ela será implacável", afirmou. Mais cedo, ele anunciou estado de emergência em todo o país, enviou tropas às ruas e fechou as fronteiras com os países vizinhos. Hollande, que cancelou sua participação no G20 neste fim de semana, também pediu que a população se mantenha unida e calma. No fim da noite, ele se dirigiu ao Bataclan depois de a casa de shows ter sido invadida pela polícia francesa.

    Os atiradores da casa de shows Le Bataclan em Paris atiraram contra a multidão gritando "Allahu Akbar" ("Deus é grande"), contou uma testemunha entrevistada pela rádio France Info. "Com minha mãe nós conseguimos fugir do Bataclan (...), conseguimos evitar os tiros, havia muitas pessoas pelo chão", contou o jovem, chamado Louis. "Os homens chegaram e começaram a atirar no local da entrada", disse. "Eles atiraram contra a multidão gritando, com os fuzis em punho".

    • Ataques em ParisCrédito: AFP
    • Ataques em ParisCrédito: AFP
    • Ataques em ParisCrédito: AFP
    • Ataques em ParisCrédito: AFP






    • Ataques em ParisCrédito: AFP
    Invasão

    Por volta da 0h30 em Paris (22h30 em Brasília), o Batalhão de Busca e Intervenção (BRI), força especial da polícia francesa, invadiu a casa de show Bataclan e conseguiu matar dois terroristas que haviam atacado o local com fuzis e granadas. A polícia decidiu invadir o local após ouvir detonações no interior da casa de shows, onde dezenas de pessoas ainda eram mantidas como reféns pelos terroristas.
    Segundo policiais que entraram no Bataclan, localizado no boulevard Voltaire, a cena era de um a "verdadeira carnificina". A violência é a pior a atingir a França em décadas e apenas dez meses depois do ataque ao semanário satírico "Charlie Hebdo".
    Aeroportos Abertos

    Apesar da declaração do presidente sobre o fechamento de fronteiras, a chancelaria francesa declarou em nota que os aeroportos do país permaneceriam abertos. Segundo o comunicado, os serviços ferroviários também continuariam funcionando. "Os voos das companhias aéreas e os serviços férreos serão assegurados."
    Redes Sociais

    Franceses estão notificando seus amigos de que estão vivos após os ataques desta sexta (13) em Paris através de um recurso do Facebook.
    Assim que ativada, a ferramenta enviou uma notificação aos moradores de Paris. "Você está bem? Parece que você está na área afetada pelos ataques terroristas de Paris. Avise seus amigos que está bem", diz o texto.
    A rede social informa a seus usuários quantos amigos estão na zona dos ataques e quais deles já enviaram uma notificação. A página traz ainda um resumo da situação: "O presidente francês François Hollande declarou estado de emergência em todo o país devido a uma série de atentados terroristas". A ferramenta também foi acionada durante os terremotos no Chile em setembro.
    Pesadelo confirmado

    Ataques simultâneos, uma tomada de reféns, conduzidos por diversos atiradores e ao menos um homem-bomba: é o cenário-pesadelo, temido há meses pelos serviços antiterroristas, que ocorreu na noite desta sexta-feira em Paris. Ao longo das últimas semanas, responsáveis e especialistas haviam previsto que atentados islamistas, de uma amplitude sem precedentes, estavam sendo preparados contra a França e seriam quase impossíveis de ser despistados.
    "O termômetro sobe. Hoje, o objetivo é agir contra o tempo, para que a imprensa possa cobrir o evento, divulgá-lo ao vivo para um máximo de publicidade", confiou recentemente à AFP, sob anonimato, um alto funcionário da luta antiterrorista. "Nós tememos daqui pra frente ataques de kalachnikov, que vão durar".

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário