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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Lula diz que houve exagero da imprensa na divulgação de emprego de Dirceu em hotel

Fernanda Calgaro
Do UOL, em Brasília
  • Luciano Freire/Futura Press/Estadão Conteúdo
    Militantes durante o 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília (DF)
    Militantes durante o 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília (DF)
Durante a abertura do Congresso do PT, nesta quinta-feira (12), em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a importância dada pela imprensa ao emprego oferecido por um hotel ao ex-ministro José Dirceu, preso após condenação no processo do mensalão. 
"Se for comparar o emprego do José Dirceu no hotel com a cocaína no helicóptero (...) o que a gente percebe é que houve uma desproporcionalidade na divulgação do assunto", disse ao se referir à apreensão de droga encontrada pela PF (Polícia Federal) em um helicótero de propriedade do senador Zezé Perrella (PDT-MG).
O comentário foi feito logo após ele dizer que não iria comentar a condenação dos ex-dirigentes por considerar mais "prudente" aguardar o fim do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

"Tenho dito publicamente, para a imprensa, não falarei da ação penal 470 eqto não terminar a última votação, acho prudente e temos coisas para discutir pela frente." "Pagamos pelo nosso sucesso", disse Lula.

Economia

O ex-presidente fez críticas aos governos anteriores e saiu em defesa da economia, afirmando que nos últimos dez anos a inflação "ficou dentro da meta de 4,5%, dois para mais ou dois para menos, e nunca passou de dois para mais".
"Não tem nenhum país com mais responsabilidade fiscal entre os emergentes."
Ele mencionou ainda os anos em que a presidente Dilma Rousseff ficou presa durante a ditadura militar e afirmou que a intenção na época era dar uma "lição" nela para que ela ficasse fora da política e que ninguém iria imaginar que um dia ela iria virara presidenta da República do país, inclusive entre os próprios petistas.
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O julgamento do mensalão no STF200 fotos

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11.dez.2013 - O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), réu no processo do mensalão, fez nesta quarta-feira (11) seu primeiro discurso na Câmara dos Deputados depois de ser condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O petista, que espera o julgamento de um recurso, citou o líder sul-africano Nelson Mandela, fez referência a passagens da Bíblia e criticou o presidente do Supremo, Joaquim BarbosaLucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Lula disse ainda que há um certo preconceito contra om PT e não contra a sua política econômica. "Os empresários tinham tanto medo de mim e ganharam tanto dinheiro comigo", afirmou. "Não é uma questão econômica [para não votar no PT], é uma questão de pele, de classe social, nós somos diferentes."
Segundo Lula, o que assusta os adversários do PT "é a gente ganhar [o comando de] São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, manter o Rio Grande do Sul". "Não se iluda que cada coisa, quanto melhor nós fizermos, mais aumenta a ira deles contra nós", disse, dirigindo-se a público formado por militantes.
Lula também afirmou que o partido sofreu "a maior campanha de difamação" já vista no país.

Eleições 2014

Em relação às eleições de 2014, Lula disse que o ideal é que as chapas fossem "puro-sangue", formadas apenas por candidatos petistas, mas ressaltou que, na "política real" as alianças com outros partidos são necessárias para garantir a governalibilidade. ]
"Eu gostaria que o povo pensasse igual a nós, mas o povo pensa diferente, e é bom que pense assim. (...) Temos que construir as alianças políticas separando quem a gente quer separar, mas nos aliando (...) para ter condições de governar esse país."
Sobre as alianças, disse: "É como o casamento. A gente não casa com diferente? Tá certo que hoje pode casar com iguais", provocando risos na plateia.
"Se o Lula incomodava muita gente, Lula e Dilma incomodam muito mais, Lula, Dilma e o PT incomodam muito mais, Lula, Dilma, o PT e os aliados incomodam muito mais."
Lula disse que a campanha eleitoral "vai ser uma guerra" e reiterou mais uma vez que pretende viajar pelo país para conseguir votos para Dilma. "Não vamos ter eleição fácil. Não esperem moleza desta eleição. (...) Serei o comandado da Dilma para fazer campanha e ganhar essas eleições."
Ainda tratando do preconceito ao PT, Lula dirigiu-se à Dilma e afirmou: "Você pode almoçar com eles, pode jantar com eles, convidar para o seu aniversário, mas tem uma coisa que eles não aceitam: você é do PT.


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