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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Ação contra ambulantes ocorrem no metrô

CBTU reunirá prefeituras do Recife, Camaragibe e Jaboatão para definir estratégias

Wed Jun 22 06:24:00 BRT 2016 - Luiz Filipa Freire e Juliana Almeida, da Folha de Pernambuc0
Arthur de Souza
Ideia é ampliar fiscalização e, por consequência, reduzir volume de produtos descartados irregularmente após consumo
A superintendência regional do metrô vai se reunir, na próxima semana, com representantes das prefeituras do Recife, de Camaragibe e de Jaboatão dos Guararapes, municípios onde há estações do sistema. O objetivo é discutir a presença de ambulantes nos trens e nos pontos de embarque e desem­­­barque.
Essa etapa é considerada essencial na busca pela me­­­lhoria da limpeza das instalações, já que parte da sujei­­­ra é atribuída a produtos vendidos e des­­­cartados após o con­­­sumo. Na última terça-feira (21), o órgão lançou a campanha “Metrô sem lixo: Abrace essa ideia!”. Resíduos foram recolhidos nas estações Joana Bezerra e Afogados, on­­­de os trabalhos iniciaram.

Segundo a CBTU, não há co­­­mo fugir de ações coercitivas quando o tema é comércio ambulante, mas o lado social dos trabalhadores, afetados pe­­­la crise financeira, também será considerado. “Vender no metrô foi um filão que se descobriu há anos e houve um relaxamento quanto a evitar is­­­so. Agora, o desafio é maior”, diz o superintendente do me­­­trô, Leonardo Beltrão, garantindo que a fiscalização vem sendo intensificada. “Nas ram­­pas de Joana Bezerra, já não há mais ambulantes.
Va­­­mos nos reunir, na quinta, com nossa segurança interna para traçar estratégias”, completa. Já os municípios entram para completar o quebra-cabeças da divisão de competências. “Temos o poder de ti­­rar o vendedor do sistema, mas não de recolher mercado­­­rias. Só que essa é uma parte necessária da fiscalização, e quem pode fazer isso são as prefeituras”, diz Beltrão.

Membro da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal do Recife (Sintraci), Severino Couto Alves defende cadastramento em vez de retirada. “Parte da má impres­­­são que há é por causa da fal­­­ta de ordenamento.
Por que não se faz uma padronização, com crachá e horários para as pessoas trabalharem durante o dia? Tentar reprimir não vai solucionar”, declara, acrescentando que vendedores pretendem fazer uma assembleia sobre o tema na próxima semana. Por ora, não há manifestações previstas.

Mutirão
O mutirão de ontem ocorreu após testes bem-sucedidos nas estações Rodoviária e Cavaleiro, de onde foram coletados mais de 130 kg de lixo. Hoje, o trabalho continua no Barro e em Tejipió. O que se gasta com limpeza no sistema chega a R$ 8 milhões/ano.
Pa­­­ra a força-tarefa, porém, houve apenas uma reorganização de custos e expedientes. Profissionais que atuavam na área dos trilhos, mais experientes quanto ao ir e vir dos trens, passaram a fazer a limpeza durante o dia, uma for­­ma de os usuários enxergarem o cuida­­­do com o sistema e se­­­­rem estimulados à higiene. É estudado o uso de vassouras elétricas. Além dis­­­so, mais 227 lixeiras estão sendo insta­­­ladas. Mate­­­riais educativos vêm sen­­­do distribuídos à população

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