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domingo, 22 de dezembro de 2013

#ADEUSROSSI Reginaldo Rossi é sepultado ao som de Recife, minha cidade

Publicado em 21.12.2013, às 19h47

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Chegada do corpo de Rossi ao local do sepultamento
Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Do NE10Com informações de Malu Silveira/NE10
ATUALIZADA ÀS 20H30
O Recife teve quase 36 horas de música brega e cachaça. Para muitos, também de lágrimas. Tudo para diminuir a saudade que o rei já deixa. Sepultado antes das 20h deste sábado (21), sob os aplausos de milhares de pessoas no Cemitério Morada da Paz, na Região Metropolitana, Reginaldo Rossi se despediu da cidade a que declarou amor em música e do seu público com os próprios versos, que também estampam o santinho distribuídoHei! Recife tem um coração / Hei! Tem muito calor, muita emoção.
Reginaldo Rossi deixou milhões de súditos sem sua majestade nessa sexta-feira (20), quando a falência múltipla dos órgãos decorrente de um câncer de pulmão recém descoberto tirou a vida tão exaltada pelo cantor de 70 anos. Apesar do último adeus, neste sábado, corações apaixonados ou partidos, ainda vão chorar e dançar no ritmo antes só das periferias da capital pernambucana, onde ele nasceu, mas que agora também tocam "no iPod do desembargador", como diz uma das frases ditas pelo cantor mais compartilhadas nas redes sociais após a sua morte.
Parentes, amigos, fãs, autoridade políticas locais começaram a se despedir do rei ainda na noite após a sua morte. Milhares estiveram na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro da capital, para olhar pela última vez para o ídolo do brega. Ele estava lá, com seus óculos escuros habituais e com uma bandeira do Estado envolvendo o seu caixão. Outros tantos preferiram homenagear o rei nas mesas de bar protagonistas de músicas do Reginaldo Rossi compositor. Mais parecia que o músico havia escolhido o dia para deixar seus súditos, uma sexta-feira, quando poderia receber brindes e lotar bares em sua homenagem.

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Cada um a seu modo prestou homenagem ao rei do brega (Diego Nigro/JC Imagem)

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Dom Fernando Saburido foi um dos que foram se despedir do rei (Diego Nigro/JC Imagem)
Garçom, A Raposa e as Uvas, Em Plena Lua De Mel, Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme e outros hits emplacados desde o início da carreira, há pelo menos meio século, voltaram à boca do povo na manhã deste sábado. Seja pelo público que esteve na Alepe nas últimas horas de velório do rei, ou dos artistas que cantaram em sua homenagem na sede do Poder Legislativo estadual.
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Súditos seguiram o cortejo até o Morada da Paz (fotos: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)
Às 15h, acabou a festa. Para começar outra. O cortejo que levou o corpo de Reginaldo Rossi da Assembleia para o Morada da Paz, uma distância de aproximadamente 15 quilômetros, não foi percorrido apenas pela viatura do Corpo de Bombeiros (CB) que fez o traslado e pelos carros de familiares e amigos, mas também por milhares de fãs que saíram às ruas para o adeus. A PE-15, principal acesso ao cemitério, ficou congestionada.
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Ainda do lado de fora, fãs aguardam liberação para entrar na missa (fotos: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)
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O filho de Reginaldo Rossi, muito emocionado durante toda a cerimônia 
(fotos: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)
A missa de corpo presente começou por volta das 16h30, somente para familiares e 200 convidados - além dos olhos atentos dos fãs que acompanharam a cerimônia pelo vidro da Capela Central do Morada da Paz. "Eu não quero chorar a morte do meu pai, quero chorar a saudade dele. Quero, sim, celebrar toda a felicidade que ele trouxe para todos nós", disse, em discurso emocionado, o filho de Rossi, Roberto.
Quando terminou o momento de oração ao rei, o acesso dos fãs foi liberado. Muitos chegavam perto do caixão, aproveitavam a última oportunidade de tocar no ídolo e choravam. Antes, também já haviam protestado: "Vai ser só para a família? A família dele somos nós".

Lacrado e para não ser mais aberto, o caixão que agora abriga o corpo de Reginaldo Rossi foi levado para a "ilha" dentro do cemitério onde foi enterrado, que custou R$ 350 mil e é um dos locais mais nobres do Morada da Paz. Tudo para o rei. No caminho, uma salva de tiros de 18 homens da Polícia Militar (PM), recebido aos gritos de "Ele merece" pelos cerca de5 mil fãs presentes, de acordo com números da PM.
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Roberto Rossi, filho de Reginaldo, despede-se do pai (Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)

O ídolo da música brega foi sepultado cerca de 15 minutos antes do horário previsto, 20h. Ao lado do caixão, a mulher com quem foi casado por décadas, apesar da fama de conquistador, e o filho que o homenageou pela última vez com um texto do repórter do Jornal do Commercio Wagner Sarmento. Depois da despedida, caixas de som do cemitério voltaram a tocar as músicas do rei, acompanhadas em coro por fãs que também dançavam e desciam rebolando até o chão, um hábito do cantor nos seus shows.

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