Filipe Barros - Diario de Pernambuco
Publicação: 04/10/2013 12:21
Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (4) à uma rádio local, o deputado federal Pedro Eugênio (PT) defendeu um acordo político entre a deputada estadual Teresa Leitão e Bruno Ribeiro, candidatos à presidência do Diretório Estadual no Processo de Eleição Direta (PED) 2013. Pedro Eugênio também avaliou a possível entrega de cargos do primeiro escalão no governo Eduardo Campos (PSB) ocupados por petistas.
“O que temos que fazer neste momento é juntar todos, o Bruno Ribeiro e a deputada Teresa Leitão. Esses dois nomes têm compromisso partidário. Estamos vivendo uma situação política que é grave e precisamos construir acordos políticos no PED que nos unam", frisou o deputado afirmando que a relação do PT com o PSB passa por uma afinação com o presidente Lula e a direção nacional, defendeu Pedro Eugênio.
O parlamentar também disse que a relação com o PSB está em debate interno com a direção nacional e tem que ser feito com muita tranquilidade. “O debate é sobre a relação política com o PSB. Não seria coerente entregar os cargos, não é simples assim, como se fosse um jogo de ping pong e faremos um debate que leve em conta a gravidade do assunto, porque Eduardo pode enfretar Dilma Rousseff". Ainda de acordo com o deputado o partido tem acesso à informações de assédios, convites e pressões, mas até agora não existiram defecções e que o partido vai aguardar o prazo (05 de outubro) para fazer um balanço final.
Sobre a filiação de Maurício Rands ao PSB do governador Eduardo Campos, o deputado foi enfático."Rands mandou uma carta para mim, dizendo que estava abandonando a política. Agora vem me dizer que está entrando na política... Quando ele apresentou seu nome para disputar as prévias, teve amplo apoio do partido. Então, ao sair, ele tomou uma posição antipartidária na medida que não entendeu o processo. Então vimos uma divisão se acirrar ainda mais na vida do partido dos trabalhadores", afirmou Eugênio.
Já o deputado federal João Paulo (PT), possível candidato ao Senado Federal em 2014, o partido deve implantar uma ressonância para evitar uma crise "sem precedentes"."Tem um outro elemento. Eu não acho que a entrega dos cargos não seria o estremecimento maior, embora mude a qualidade da relação. Mas acho que hoje, a entrega dos cargos ia significar um processo duro de disputa interna muito grande".
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