Polícia continua levantando informações sobre o caso
19/10/2013 11:10 - Renata Coutinho e Rodrigo Passos, da Folha de Pernambuco
As investigações em torno do assassinato do promotor da cidade de Itaíba, Thiago Faria, continuam em andamento. E nenhuma linha vem sendo descartada. O comerciante, que é ex noivo da advogada Mysheva Ferrão Martins, de 30 anos, já foi ouvido informalmente pela polícia. A informação foi confirmada pelo secretário executivo de Defesa Social, Alessandro Carvalho. A conversa foi conduzida pelo delegado Joselito do Amaral, depois de suspeitas levantadas por pessoas ligadas à família da advogada de que o assassinato do promotor poderia ter motivação passional.
O que foi ventilado pelos denunciantes seria uma insatisfação deste antigo relacionamento em ser preterido pelo promotor, no início deste ano. O chefe de Polícia Civil do Estado, Osvaldo Moraes, não pode afirmar se o ex-noivo será intimado a depor formalmente, mas ressaltou que a condução das investigações não vão deixar passar qualquer informação que possa estar relacionada ao assassinato de Thiago.
“Não vamos ficar intimando pessoas sem necessidade. Não há qualquer histórico de violência entre este ex-noivo e Thiago”, disse Moraes. Por esse motivo o comerciante, que está tendo o nome preservado e é natural da cidade de Manari, não figuraria no rol dos principais suspeitos. A linha mais forte para a Secretaria de Defesa Social (SDS), ainda é o crime por motivos pessoais, já que o promotor teria ajudado Mysheva na imissão de posse da Fazenda Nova, em Águas Belas.
Durante a manhã de ontem, a noiva da vítima, Mysheva Martins, esteve na delegacia de Águas Belas para prestar mais esclarecimentos. A mulher reuniu-se com três delegados e promotores do Ministério Público. O delegado Rômulo César está presidindo o inquérito, mas não comentou qual seria o teor da conversa. Há a possibilidade dela estar relacionada ao ex namorado de Mysheva, que poderia ter algum envolvimento com o crime.
O delegado Joselito Amaral disse que os constantes esclarecimentos dados por Mysheva são justificados pelo fato da mulher estar presente no momento do assassinato, sendo considerada testemunha. Também foi ventilada a possibilidade dela estar grávida, mas ela negou. Sobre a informação de que estaria casada no civil com Thiago, não houve confirmação da suposição.
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