Tendências que decidiram entregar os cargos nos governo do PSB reagem à postura de João da Costa,
Fernando Ferro e Teresa Leitão
Publicado em 15/10/2013, às 06h38

Humberto e aliados cobram uma posição da oposição petista
JC Imagem
As cinco tendências do PT estadual que decidiram deixar o governo e entregar os cargos ao governador Eduardo Campos (PSB), lideradas pelo senador Humberto Costa e os deputados federais João Paulo e Pedro Eugênio, reagiram, nessa segunda-feira, às críticas do ex-prefeito João da Costa e dos deputados Fernando Ferro e Teresa Leitão, que representam as correntes adversárias, desafiando o grupo opositor a “assumir uma posição” em relação aos ataques do PSB ao governo Dilma e acusando os opositores de recorrerem às críticas para encobrir “a omissão” adotada até agora.
A decisão do grupo mais ligado ao PT nacional de sair do governo acabou reacendendo o antagonismo com as tendências mais próximas de Eduardo.
Candidato a presidente do PT, na eleição marcada para novembro, Bruno Ribeiro foi escalado pelo grupo majoritário – formado pelas tendências Construindo um Novo Brasil, Articulação de Esquerda, Mensagem ao Partido, Coletivo PT e Esquerda Popular – para defender a decisão de deixar e rebater os petistas mais próximos aos socialistas.
“É estranha a celeuma criada. Apenas tornamos público, ao PT e à sociedade, a posição de entregarmos os cargos (25), devido às sucessivas investidas do PSB, com muitas críticas, à presidente Dilma. Em vez de criticarem, eles deveriam não se omitir e assumir a posição deles quanto ao PSB. As críticas que nos fazem é para esconder a posição deles”, acusou Bruno.
João da Costa chegou a tachar de “irresponsável” a decisão de sair, por não ter sido debatida antes. Bruno retrucou, afirmando que o grupo do ex-prefeito, Teresa Leitão e Fernando Ferro precisa é responder a três questões: “a posição deles sobre a devolução dos cargos, o que pensam das críticas socialistas ao governo Dilma e como querem fazer a defesa do legado de investimentos do governo federal em Pernambuco.
“Saímos para poder defender o legado de Dilma e Lula. O jogo deles (opositores) tem sido o de se omitirem. Somos grupos divergentes, cada um tem a sua posição. Se a deles for a mesma que a nossa, ótimos, estaremos unificados”, provocou Bruno.
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