A deputada e seu grupo se retiraram da reunião, sob a alegação de que a corrente majoritária já tinha uma decisão pré-concebida
Publicado em 21/10/2013, às 06h30

Teresa cobrou debate na reunião do PT e deixou o local
Edmar Melo/JC Imagem
A resolução do Diretório Estadual pela entrega dos cargos foi aprovada nesse domingo por 32 (56%) dos 57 membros do diretório. Líderes do campo majoritário, Humberto Costa e João Paulo não participaram do encontro. Aliados da deputada Teresa Leitão e do ex-prefeito João da Costa, 21 representantes de 13 correntes se retiraram antes da votação. Quatro outros não compareceram.
Ofegante e com os olhos marejados, Teresa Leitão puxou a saída do grupo de oposição – do salão do Hotel Jangadeiro – depois que a proposta de resolução apresentada, para se ter uma decisão unificada, segundo afirmou, foi rejeitada pelo grupo de situação.
Na proposta, eram feitas críticas “à condução do partido e à ausência de debate”. A proposta do grupo, porém, continha também a “defesa” da entrega dos cargos, todavia colocava condições como “a abertura de um debate “efetivo, amplo, plural, transparente e compartilhado com a Direção Nacional sobre a representatividade do governo federal em Pernambuco”.
A deputada, que saiu da reunião no momento da leitura da proposta oponente, acusou os adversários de não cumprirem a sugestão do presidente nacional, Rui Falcão, feita aos grupos, em São Paulo, sexta-feira (18). “Formar uma comissão, com membros dos dois grupos, para buscar uma proposta única. Disseram que nossa reunião (paralela a do diretório) demorou. Isso é burocracia”, repudiou Teresa.
A deputada acusou o grupo majoritário de “intolerância” e posição preconcebida contra o grupo minoritário. “Eles preconceberam que não queremos sair do governo. Apenas entregar os cargos, é só um bode. Eles querem debater no diretório, agora. Nós queremos um debate no PT, não para grupos. Negar o debate é negar a história do PT”, condenou.
O encontro uniu, em torno da decisão, os candidatos a presidente no Processo de Eleição Direta (PED) de novembro, Bruno Ribeiro (CNB), Wladimir Quirino (Radicais da Unidade na Luta) e professor Edmilson (O Trabalho). “Há no campo opositor quem pretenda continuar no governo. O PT está dizendo que não quer mais ficar nos cargos. Não se deve camuflar interesses. Quem quebrou o diálogo foi quem se retirou (da reunião)”, rebateu Bruno. “Há uma crise de identidade no outro grupo. Há hoje dois projetos antagônicos, o do PT e do PSB. Espero que Teresa Leitão não amarele”, criticou Quirino.
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