Deputada criticou iniciativa de Humberto e João Paulo. Na sua avaliação, os dois passaram por cima da legenda (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)
A deputada Teresa Leitão (PT) afirmou, no início da noite deste domingo (13), que sua tendência, PT Militante, seguirá as deliberações oficiais do PT e não se antecipará às discussões que a legenda já vem tratando a esse respeito. “Nós não temos nenhuma intenção de ser maior que o PT. O PT está discutindo e esse será o caminho, mas ainda teremos duas reuniões para discutir de que forma o partido fará o desembarque do Governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife”, disse, confirmando uma reunião com o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, para a próxima sexta-feira (18).
“Teremos uma reunião com Rui Falcão na sexta e vamos fazer o que o PT decidir. Humberto e João Paulo fazem isso para diminuir o partido. Os cargos não são de Humberto nem de João Paulo e sim do Partido dos Trabalhadores. Quem deve fazer a entrega é o presidente estadual do partido, de forma oficial, entregando uma carta ao governador Eduardo Campos e ao prefeito Geraldo Julio e não fazer isso em uma coletiva. Isso é uma afirmação de personalismo dos dois”, criticou a parlamentar que é candidata favorita à presidência estadual da legenda no Processo de Eleição Direta 2013.
ESTRATÉGIA
A antecipação da entrega dos cargos do PT nos governos do PSB no Estado é vista, por alguns petistas de outras tendências, como uma estratégia para Humberto Costa e João Paulo se anteciparem ao debate sobre o próximo PED e favorecer o seu candidato, Bruno Ribeiro. “Com essa atitude eles querem mostrar para os petistas que fazem oposição ao governador Eduardo Campos e que foram os primeiros a entregarem os cargos. Com isso, ganhariam o respeito pelo ato. Isso é tudo pensado e minimamente calculado por esses dois caciques do partido”, disse, em reserva, um petista.