A comunicação do PT nas redes sociais é feita atualmente pela agência Pepper, de Brasília. Vaccari não concordou com a troca da empresa por outra, indicada por Franklin, argumentando que obedece a ordens do partido e que o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, não tinha dado autorização para mudanças na área.
Discussão. Numa das reuniões para discutir o assunto, os dois teriam se exaltado e o ex-ministro reclamado do tom "desrespeitoso" da negativa do tesoureiro. Vaccari teria sugerido a Franklin que trabalhasse em conjunto com a Pepper, mas ele não teria aceitado, propondo o vínculo com outra prestadora de serviços. Entre outros itens, a proposta do ex-ministro previa o treinamento dos "interneteiros" a serviço de Dilma País afora, segundo fontes que tiveram acesso ao documento.
Recentemente, a presidente reativou sua conta no Twitter. Na quarta-feira, Lula conclamou os petistas a exaltarem os feitos do governo nas redes.
"Não devemos ficar apenas reclamando que não temos espaço em outras mídias. Vamos utilizar essa ferramenta fantástica que é a internet para falar do nosso projeto", defendeu. Procurado ontem, Franklin não quis se pronunciar. Perguntado se negava o embate com Vaccari, repetiu: "Nada a declarar". Por meio de sua assessoria, o ex-presidente Lula disse que não faria comentários. Vaccari não retornou a e-mail enviado pelo Estado.
Em 2010, a disputa pelo comando da campanha de Dilma opôs em plena campanha grupos do PT. Na ocasião, o ex-prefeito de Belo Horizonte e atual ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, disputava nos bastidores o comando da comunicação da campanha com Rui Falcão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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