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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

RETROCESSO: O CEMITÉRIO DA VAIDADE E DO EGOÍSMO

As expedições ao topo do Everest aparecem como peças de glamour nos programas de aventura dos canais televisivos. Poucas vezes, no entanto, a imprensa mostra a trilha de horror até o teto do mundo.

Por vaidade, orgulho competitivo ou embevecimento narcísico, muitos homens, a maior parte deles brancos e ricos, colocam-se na trilha, a fim de provar força, capacidade ou masculinidade.

Muitos, porém, não resistem aos rigores da montanha. No alto, as condições são precárias e não há solidariedade. Ali, o pior pensamento de direita, mesmo que inconsciente, se exercita. Não conseguiu? Que morra...

Vez por outra, os moribundos ainda são entrevistados por uma equipe de TV, que não compartilha comida ou oxigênio.

O Everest tem centenas de mortos insepultos, que ajudam a criar um clima sinistro e desafiador, adorado por muitos escaladores.

Ano após ano, os cadáveres vão se acumulando na beira do caminho. Viram cenário. Com eles, muito lixo, toneladas, que os bravos aventureiros largam sem qualquer cuidado.

Everest, uma pintura da sociedade da competição. Uma pintura da pobreza humana.

http://www.mundogump.com.br/cemiterio-everest/

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