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domingo, 20 de outubro de 2013

RUMO A 2014 PT: dia de decisão e de mais confusão

Direção estadual delibera neste domingo sobre a entrega dos cargos ao PSB nos governos do Estado e Prefeitura do Recife. Debate pode aprofundar a crise interna

Publicado em 20/10/2013, às 06h12

Humberto Costa defende a entrega imediata dos cargos no governo / JC Imagem

Humberto Costa defende a entrega imediata dos cargos no governo

JC Imagem

É o tabuleiro do xadrez eleitoral pela corrida ao Palácio da Alvorada do ano que se avizinha que deve trazer foco aos petistas locais. Não pela intervenção, como ocorreu na eleição municipal de 2012, mas sob a influência direta da Executiva nacional, o PT é chamado à responsabilidade: montar e consolidar um palanque no Estado para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
Mesmo após amargar a derrota pela Prefeitura do Recife para o PSB do governador Eduardo Campos após a traumática prévia em 2012, o PT estadual ainda dá sinais de que não consegue encontrar um caminho por sua própria conta. Dividido em dois blocos – pró-Humberto Costa (senador) e pró-João da Costa (ex-prefeito) –, o partido reaviva as arestas a cada nova declaração pública. Acontece que o jogo político de 2014 está a pleno vapor, acelerado pela movimentação presidencial do socialista, que se aliou à declarada oposicionista do PT, a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC).
Neste domingo, o diretório estadual decide se entrega ou não os cargos ocupados pelo PT na gestão socialista – atualmente, são 25, sendo um titular da pasta de Cultura no governo estadual, e um no comando da Habitação, na prefeitura.
O debate, que reanimou o grupo de Humberto e do deputado federal João Paulo a defender um posicionamento mais enérgico e até de oposição ao PSB, foi provocado a partir do desembarque dos socialistas do governo Dilma, em setembro. Na última sexta-feira (18), uma comitiva foi ao encontro da direção nacional do PT, presidida por Rui Falcão, para discutir o “caso” de Pernambuco, de longe o mais especial entre os Estados. A reeleição da presidente Dilma Rousseff foi colocada como prioridade, sinal para que as rusgas sejam deixadas de lado.
O saldo da derrota do PT no Recife deixou um clima de descrédito em relação às principais lideranças frente a militância. E a adesão ao PSB, logo em seguida a uma espinhosa eleição municipal, colocou em xeque a possibilidade de protagonismo do PT no Estado, chegando a se falar que o partido teria virado “sublegenda” socialista.
Humberto Costa fez então um convite à militância e aos “verdadeiros petistas” a se unir para construir o palanque de Dilma. O seu bloco coloca Eduardo Campos na oposição ao PT. Do outro lado, o grupo do ex-prefeito João da Costa resiste sob o discurso de que é preciso debater o PT com profundidade, esticando mais um pouco a relação com o PSB. A dinâmica eleitoral da política é que vai ditar o tom daqui para frente, assim espera da direção nacional.


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