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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Satisfação secreta » Pesquisa explica o fenômeno de sentir prazer ao ver a má sorte dos outros

Segundo pesquisa norte-americana, imagens estereotipadas que geram inveja e rivalidade têm um forte poder de provocar esse sentimento nas pessoas

Publicação: 12/11/2013 16:12 


Se você já sentiu um prazer secreto ao ver alguém levando a pior, saiba que não está sozinho. Essa sensação é tão comum que cientistas têm um nome para ela: schadenfreude. A palavra complicada tem origem alemã. Schaden significa dano, e freude, alegria. Juntas, passam uma ideia semelhante a um ditado popular muito usado pelos brasileiros: pimenta nos olhos dos outros é refresco. Segundo especialistas que estudam o tema, esse sentimento costuma surgir por diferentes motivos, como o fato de o infortúnio alheio parecer merecido (alguém que agiu mal acaba sendo prejudicado adiante, por exemplo) ou quando aquele que experimenta a sensação é beneficiado pela má sorte do outro.

Dois outros motivos, porém, parecem ser um forte motivador do schadenfreude: a inveja e a rivalidade. É essa a conclusão de uma pesquisa realizada na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, que revelou ainda que estereótipos são capazes de provocar nas pessoas esse gosto pelo sofrimento do outro e motivar, inclusive, atos de violência. “Nesse caso, o observador não tem nenhum benefício tangível, e a desgraça não representa uma justiça social. Em vez disso, infortúnios de alvos rivais ou invejáveis agradam porque fazem as pessoas se sentirem melhores com elas mesmas”, explica Susan Fiske, uma das autoras do estudo.

No trabalho, publicado no periódico Annals of the New York Academy of Sciences, Fiske e sua aluna de doutorado Mina Cikara partiram de algumas questões. O mero estereótipo é suficiente para provocar esse sentimento? Há grupos mais suscetíveis a serem alvo? Elas concluíram que sim. O schadenfreude parece ser mais facilmente direcionado a alguns grupos de maior status social que transmitem uma ideia de frieza, como famílias ricas e mulheres de negócios. “Isso porque despertam inveja, não admiração”, aponta Fiske.

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