Governo aponta falta de profissionalização das prefeituras como uma das dificuldades no balanço do
FEM. Prazo não será alterado
Publicado em 08/12/2013, às 00h10

Fred Amâncio alerta que governo não prorrogará o prazo de entrega das obras
JC Imagem
No balanço final do fundo estadual (FEM), há 452 planos de trabalho, entre os quais 34 foram alterados por 20 prefeitos. Segundo o governo de Pernambuco, uma das dificuldades é a falta de profissionalização das prefeituras, que, muitas vezes, não possuem, por exemplo, engenheiro para realizar o plano de trabalho exigido pelo Estado. Também há gargalos para fazer as licitações necessárias.
No anúncio do FEM, as prefeituras tinham até maio para entregar os planos de trabalho, pelos quais o Estado tenta controlar a aplicação dos recursos. Entretanto, muitos não se adequavam às exigências do programa e precisaram ser alterados. Com isso, o prazo de entrega foi prorrogado pelo menos três vezes. Mesmo assim, muitas cidades ainda tiveram dificuldade de apresentar planos corretos e o governo teve de decidir por deixar a data de entrega em aberto, mantendo o prazo máximo para concluir as obras (abril do próximo ano).
Na semana passada, porém, como algumas prefeituras ainda queriam mudar os planos, o governo determinou que a destinação dos recursos não pode mais ser alterada.
“Os planos foram mudados para melhor. Os prefeitos perceberam que podiam fazer algo mais relevante. Outros mudaram porque tiveram dificuldade de encontrar terrenos. Quem colocou para construir uma unidade de Saúde da Família trocou por outra obra para não perder o dinheiro. Mas quando chegou final de novembro, estávamos preocupados com o prazo final e definimos que ninguém podia mais mudar”, explica o secretário de Planejamento, Fred Amâncio.
Segundo Amâncio, o governo não prorrogará o prazo de entrega das obras. As prefeituras terão de correr contra o tempo.
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