Peritos que efetuaram as análises referem ter detectado doses 20 vezes superiores ao tolerável pelo corpo humano
07/11/2013 18:15 - Agência Brasil
Especialistas suíços consideraram quinta-feira (7) que as doses de polônio detectadas nos restos mortais do líder da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, “sugerem de forma incontestável a intervenção de terceiros”. Israel voltou a rejeitar qualquer envolvimento na morte do líder palestino.
bbc.co.uk
"Isso sugere de forma incontestável a intervenção de um terceiro", declarou professor do Instituto de Radiofísica
“Os nossos resultados confirmam de forma razoável a tese de envenenamento”, acrescentou Bochud. No entanto, o diretor do instituto reconheceu que as conclusões científicas podem ser contestadas. “Não podemos dizer que o polônio foi a causa da morte” de Arafat, sublinhou François Bochud. “Mas não o podemos excluir”, acrescentou, ao recordar que as recentes análises ocorrem quase nove anos após a morte do dirigente palestino.
Ao mesmo tempo, as autoridades israelenses voltaram a rejeitar qualquer envolvimento na morte de Arafat, um dia após a divulgação de um relatório médico suíço que reforça a tese do envenenamento com polônio. As causas da morte de Arafat, em 11 de novembro de 2004, no Hospital Militar Percy de Clamart - arredores de Paris - não foram elucidadas e numerosos palestinos mantém a suspeita de um envolvimento de Israel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário