Iniciativa pretende evitar abusos contra as mulheres em situações de superlotação
23/10/2013 21:01 - Nilton Vilanova, especial para o FolhaPE
A atendente de telemarketing Paloma, por sua vez, apoia a criação do vagão exclusivo. “Sou a favor porque evitaria coisas como abusos, constrangimentos, entre outros. Seria uma melhoria para nós, mulheres”, ressaltou.
A pedagoga Rosa também acha a ideia positiva. “É uma ideia boa, pois quando está superlotado, realmente, há um certo abuso”, frisou.
De acordo com o PL, exposto pelo tucano nesta terça-feira (22), as empresas que administram o sistema ferroviário e metroviário no Estado ficam obrigadas a destinarem vagões exclusivamente para mulheres nos horários de pico matutino (entre 6h e 9h) e vespertino (17h e 20h), exceto aos sábados, domingos e feriados.
Segundo o deputado, o projeto de lei atende anseios da população. “O que propomos é fruto do que ouvimos, de uma triste realidade que acontece diante de nossos olhos. Estudei a implantação deste modelo nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde os casos de assédio nos metrôs diminuíram bastante com os vagões exclusivos para mulheres”, declarou.
Na justificativa anexa ao PL, o tucano reforça o argumento. “Este projeto de lei tem como objetivo coibir a ação de alguns homens que se aproveitam da superlotação dos vagões para bolinar as mulheres, e dar opção às mulheres de viajar nos vagões exclusivos. Não são raras as histórias sobre esses abusos sofridos por mulheres durante as viagens nas composições lotadas”.
A CBTU, por sua vez, comunicou que não se pronunciará sobre o projeto de lei até que sejam feitas avaliações mais detalhadas sobre os prós e contras do projeto.
A iniciativa será votada pela Alepe e, caso seja aprovada, segue para as mãos do governador do Estado. Se sancionada, após a assinatura de Eduardo Campos, a CBTU terá até 30 dias para se adequar à nova lei.


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