Há obras suas nos acervos dos museus MoMA (Nova York) e do Pompidou (Paris).
Júlio Cavani - Diario de Pernambuco
Publicação: 14/03/2014 18:57
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| Imagem da videoinstalação 3D em homenagem à atriz Gillian Hills |
Vinte e nove clássicos da história do cinema podem ser assistidos simultaneamente em apenas 29 minutos no espaço Bê Cúbico, localizado no segundo andar de um prédio na Rua Marquês do Herval, no Bairro de São José. Essa cinematográfica viagem no tempo faz parte da exposição do artista norte-americano Keith Sanborn, que apresenta duas videoinstalações em sua primeira exposição no Recife, que começa neste sábado, com abertura às 17h, e fica em cartaz até 30 de abril.
Filmes como Psicose (1960), de Alfred Hitchcock, Era uma vez no Oeste (1968), de Sergio Leone, O mágico de Oz (1939), de Victor Fleming, Siegfried (1924), de Fritz Lang, Satantango (1994), de Béla Tarr, e Limite (1931), de Mário Peixoto, fazem parte da instalação Energia da delusão. Todas as cenas deles foram aceleradas até a duração total de cada um ficar reduzida a um minuto. Sanborn apresenta todos juntos, em uma projeção de vídeo e em seis monitores espalhados na sala principal e em um corredor do Bê Cúbico. Sua proposta é oferecer ao público uma nova forma de perceber o cinema historicamente.
Trilogia Gillian Hills é o nome da outra instalação, que deve ser vista pelo público com óculos 3D. São três telas com remixes de imagens da atriz mencionada no título, extraídas de trechos dos filmes Laranja mecânica (1971), de Stanley Kubrick, Blow Up: Depois daquele beijo (1966), de Michelangelo Antonioni, eGarota existencialista (1960), de Edmond T. Gréville (o único a filmá-la como protagonista). Desde adolescente, Sanborn sentia uma espécie de obsessão por ela e resolveu celebrá-la com essa homenagem sensorial, apresentada pela primeira vez em janeiro deste ano no Festival de Cinema de Roterdã (Holanda).
Nascido em 1952, Keith Sanborn já apresentou seus trabalhos em instituições como o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e o Centro Georges Pompidou (Paris), que adquiriram obras do artista para seus acervos. Ele também é professor da Universidade de Princeton (EUA) e já traduziu para o inglês obras de pensadores como Bertold Brecht, Georges Bataille e Dziga Vertov.
| Sala principal do espaço Bê Cúbico, no Bairro de São José |
SERVIÇOExposição de Keith Sanborn. Abertura neste sábado, às 17h. Em cartaz até 30 de abril, de quinta a sábado, das 16h às 20h. Onde: Bê Cúbico (Rua Marquês do Herval, 202, segundo andar, Bairro de São José, Centro do Recife). Informações: 9830-2285 e 8712-4950. Entrada grátis.
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| Cena do vídeo Bethlehem, de Peggy Ahwesh |
SAIBA MAIS:
- Keith Sanborn estará no Recife para participar da abertura da exposição e também fará uma palestra na próxima quinta-feira, às 19h, no Bê Cúbico, sobre o tema Duas abordagens do desvio: Guy Debord e René Viénet. Ele fala português.
- No dia 10 de abril, o Bê Cúbico apresenta uma mostra de vídeos relacionados à obra de Keith Sanborn, com filmes de Gury Debord, Bruce Conner, Hollis Frampton, Esfir Shub, Les Levine e Peggy Awesh.
- Na próxima quarta, às 19h, com entrada grátis, o Bê Cúbico exibe uma mostra com seis vídeos da cineasta e videoartista norte-americana Peggy Ahwesh. Sexualidade e feminismo estão entre os principais temas de seus curtas, muitas vezes construídos com a combinações entre imagens de arquivo. Em Beirut Outtakes, por exemplo, ela reúne trechos de cenas de filmes encontrados no acervo de um cinema libanês abandonado.
Veja um vídeo de Peggy Ahwesh:


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