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domingo, 9 de março de 2014

Fígado » Bebedeiras esporádicas aumentam risco de morte na meia-idade


Publicação:  09/03/2014 12:46


O hábito de beber socialmente pode esconder um padrão de consumo alcoólico perigoso. Isso porque, por trás de uma frequência baixa, é provável que o usuário esteja abusando das doses. Mesmo que só de vez em quando, “tomar todas” acelera a mortalidade de pessoas na meia-idade, segundo um estudo que será publicado na edição de maio da revista Alcoholism: clinical & experimental research. Os pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Boston e da Universidade do Texas alertaram que beber em binge — ingerir uma quantidade alta em uma única ocasião — está se tornando cada vez mais comum, mas, de acordo com eles, o costume não recebe a atenção merecida.

O psiquiatra e psicólogo Charles J. Holahan, professor da Universidade do Texas em Austin e coautor do estudo, diz que até as pesquisas médicas consideram mais a frequência para determinar se o consumo de bebida é moderado ou excessivo. “Muitos artigos sugerem que a ingestão moderada de álcool é até benéfica, mas estamos esquecendo que os perigos da bebida não se relacionam só a quantas vezes você a consome. Também é uma questão de como você a consome”, diz. Ele lembra que quem bebe em binge não o faz todos os dias, o que pode, aparentemente, caracterizar a moderação. Contudo, as pessoas que seguem esse padrão ingerem muitas doses de uma só vez. Estudos recentes têm associado o binge a problemas sociais, como aumento da violência doméstica, e físicos, um declínio na produção de neurônios, por exemplo.

Agora, a equipe da Universidade de Boston investigou se esse tipo de ingestão de álcool tem impacto sobre a mortalidade. Os médicos avaliaram dados de 446 pessoas com idade entre 55 e 65 anos que participaram de um estudo epidemiológico de longo prazo, no qual informaram seus hábitos, incluindo o de beber. A pesquisa acompanhou os 334 homens e as 112 mulheres por 20 anos, registrando os atestados de óbito quando havia falecimentos. Os cientistas de Boston usaram essas informações, ajustando dados socioeconômicos e de comorbidades.

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