No Centro, comerciantes e consumidores disseram não saber como se depõe um presidente
Publicado em 08/12/2015, às 07h01

Funcionária Pública, Elizabeth Alves Souza foi a única que conhecia
precisão rito de um processo de impeachment
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Tema que toma conta de Brasília, o impeachment ainda não é bem compreendido pelos recifenses. O JC foi ao Centro da capital pernambucana na tarde dessa segunda-feira (7) e apenas uma das oito pessoas ouvidas soube explicar como funciona a deposição de um presidente. Apesar de desconhecer o que o governante precisa ter feito para perder o cargo, a maioria se diz favorável à saída de Dilma Rousseff (PT).
“Eu sei que precisa de bastante pessoas envolvidas para que possa colocar o presidente para fora”, disse a missionária Maria Edvânia do Nascimento, que lembra das marchas contra Fernando Collor, em 1992.
“O Cunha que botou a Dilma no impeachment. Pelo que eu sei, é porque ele está para sair e estava querendo arrastar alguém com ele”, contou o vendedor Anísio de Araújo Neto, que ouviu falar ser preciso o voto dos parlamentares para depor a presidente.
Funcionária pública, Elizabeth de Souza foi a única que soube descrever com precisão o caminho do impeachment. “O pedido vai ser votado (na Câmara). Se passar, ela vai ser afastada. Vai ter todo aquele processo e se for provado crime político ela sai definitivamente. Senão, ela volta para o governo e continua com o mandato”, diz.
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