
Em relação às obras deixadas pelos governos passados, prefeito optou por não assumir prazos e nem garantir que todo o passivo será retirado do papel até o fim da sua gestão (Foto: Jorge Farias)
Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco
Da Folha de Pernambuco
Após a abertura das reuniões com delegados do Orçamento Participativo, ontem, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), procurou afastar o ônus político sobre a reformulação do modelo de Participação Popular e afirmou que o programa – menina dos olhos dos 12 anos da administração petista – “não acabou e continua existindo”. O gestor repetiu que no primeiro momento não haverá votação de novas obras e que a prioridade será a demanda reprimida deixada pelas gestões anteriores. Da mesma forma, novos delegados também não serão eleitos este ano.
Questionado se as plenárias do programa e a votação dos delegados, principais características do antigo formato, voltarão a existir, o prefeito garantiu que sim. “Naturalmente, vamos continuar discutindo com a população e discutindo obras em plenárias do OP, fóruns e conselhos. O modelo de participação contempla o OP dentro dele”, afirmou.
Segundo o secretário de Governo e Participação Social, Sileno Guedes (PSB), caberá aos fóruns definir se, em um segundo momento, haverá eleição de novos delegados. Já as plenárias para debater demandas serão realizadas dentro dos fóruns das regiões. O auxiliar municipal admitiu que há uma “descaracterização” do antigo modelo petista. “É natural essa descaracterização do petismo para o não petismo. Caberá aos fóruns e conselhos garantirem o controle social. Eles vão decidir se haverá novas eleições de delegados e a organização”, explicou.
Em relação às obras deixadas pelos governos passados, Geraldo Julio optou por não assumir prazos e nem garantir que todo o passivo será retirado do papel até o fim da sua gestão. Ao todo são 1.045 reivindicações, sendo que a prioridade será as que já possuem projeto executivo. De acordo com o levantamento socialista 181 obras estão nesta situação, enquanto as demais 779 não têm projeto.
“Não sabemos quando esse passivo será entregue. Não assumimos os compromissos porque 80% não têm projeto e não sabemos o tamanho disso. Não sabemos nem quanto custa, então, não temos como assumir se vamos cumprir ou não. Só assumo compromisso que cumpro. Mesmo assim, as obras aprovadas serão priorizadas”. As obras que não entrarem no orçamento deste ano vão entrar no plano plurianual.
Nenhum comentário:
Postar um comentário