Preço estável e chefes de cozinha contribuem para a quebra do preconceito contra essa
proteína
14/03/2014 09:05 - Eduardo Sena, da Folha de Pernambuco
André Nery/Folha de Pernambuco
Bons preços são um dos principais atrativos para o franco aumento do consumo dos cortes suínos
Acontece que no mercado gastronômico nacional (influenciado também pelo aspecto econômico) vive-se um zeitgeist suíno. Um espírito de uma época, um clima cultural focando na carne do animal para muito além do bacon, orelhas e pés defumados na feijoada, costelinha das redes multinacionais de comida e pernil de Natal. Um dos chefes de cozinha que fomentaram essa tendência foi o paranaense Alberto Landgraf, do restaurante autoral Epice, em São Paulo.
É que quando foi abrir a casa, em 2011, o cozinheiro, em busca de um diferencial no concorrido mercado da capital paulistana, fez uma pesquisa de carnes que não eram servidas na cidade e as priorizou no cardápio. “Porco sempre foi, gastronomicamente, meu animal favorito. Mas queria ir além do lombo, da costela e do pernil. No suíno, cada corte tem seu valor”, conta. No Epice, o carro-chefe é a barriga de porco que exige cinco dias de preparo e chega à mesa prensada com casca crispy. “O corte é uma das principais tendências gastronômicas do mundo”, aponta Landgraf.
André Nery/Folha de Pernambuco

Defensora dos suínos (no forno e fogão), a chef consultora Luciana Sultanum também eleva a carne deles ao posto de tendência de 2014. “É muito versátil, que tanto combina com temperos adocicados quanto para ser escoltada por um molho mais salgado”, defende. Para garantir maciez aos cortes, a cozinheira recomenda investir em uma marinada de seis horas à base de mel, mostarda, pimenta-do-reino, alho, vinho branco e alguma erva. “Também é preciso desmistificar que é uma carne gordurosa. Existem os cortes mais gordos, como a costela, mas o lombo e o filé, por exemplo, são magros”, esclarece Luciana, que ainda recomenda, no açougue, pedir o corte da bisteca mais alto, logo, mais suculento.
Aumento nos açougues
André Nery/Folha de Pernambuco
Thiago Freitas escolheu ripa, bochecha e pé, e confitou-os de em caramelo e gengibreAlgumas mesas elegantes:
■ Wiella Bistrô (3463.3108)Filé grelhado acompanhado por musseline de couve-flor e arroz negro com especiarias, e molho de uva
■ Nez Bistrô Boa Viagem (3032.0848)
Leitão confitado, de pele crocante, guarnecido por charutos de couve recheados com creme de feijão preto, torresmo e lascas de laranja
■ Ponte Nova (3327.7226)
Cubinhos de lombo confitados e flambados no conhaque, com toque de leite de coco, gengibre e limão galego, mais massa tipo casareccia
■ Thaal (3034.0770)
Offal de porco (termo em inglês que sugere cortes desprezados) como ripa, bochecha e pé confitados em caramelo de gengibre mais arroz de curry
■ Mingus (3327.6767)
Serve a costelinha cozida a vácuo, glaceada com canela e barbecue, nhoque de tomilho na manteiga de garrafa
■ Nez Bistrô Boa Viagem (3032.0848)
Leitão confitado, de pele crocante, guarnecido por charutos de couve recheados com creme de feijão preto, torresmo e lascas de laranja
■ Ponte Nova (3327.7226)
Cubinhos de lombo confitados e flambados no conhaque, com toque de leite de coco, gengibre e limão galego, mais massa tipo casareccia
■ Thaal (3034.0770)
Offal de porco (termo em inglês que sugere cortes desprezados) como ripa, bochecha e pé confitados em caramelo de gengibre mais arroz de curry
■ Mingus (3327.6767)
Serve a costelinha cozida a vácuo, glaceada com canela e barbecue, nhoque de tomilho na manteiga de garrafa
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